quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ai! Christine, ai!




A Directora Geral do FMI, Christine Lagarde, tem um vencimento anual de 372 mil euros livres de impostos, a que somam mais de 66 mil euros de despesas de representação.
No final de cada ano Christine arrecada 438 mil euros e não paga qualquer taxa ao Estado. A ser verdade, é natural que os gregos não a entendam. E as crianças africanas ainda menos...

HSC

Crime, disse ele!



"O supervisor do mercado detetou indícios do crime de manipulação da dívida portuguesa num caso que envolve autores que escreveram sobre Portugal num órgão internacional, tendo feito queixa ao Ministério Público, revelou hoje o presidente da CMVM."
A matéria está relacionada com um artigo que foi publicado num "prestigiado" órgão de imprensa internacional, que se deduz seja norte americano, no qual se abordava a questão da dívida soberana e cujos "autores tinham interesse na desvalorização da dívida pública" nacional.
O dito artigo terá tido impacto sobre a cotação da dívida soberana portuguesa, provocando a sua desvalorização. Um dos seus autores  será administrador numa sociedade que teria em carteira dívida pública portuguesa.
Que pena não se ter tomado antes este tipo de decisões...
HSC

terça-feira, 29 de maio de 2012

Um lançamento

Ontem lancei o meu último livro. Comovi-me, porque ele fora adiado por razões tristes. Mas eu prometi a mim própria que continuaria a fazer tudo o que tinha de fazer. E estou a conseguir!
A Fnac estava cheia de amigos que não me abandonaram e têm enchido de ternura a minha vida. Estava também a minha família. E foi um membro dela, o João Paulo Sacadura, meu primo, que apresentou autora e "obra", com imenso sentido de humor.
Até tive lá gente que me visita neste blogue. Só posso agradecer e confessar que foi um bálsamo imenso. Bem hajam!

HSC

domingo, 27 de maio de 2012

O tempo e as casas


Há casas que nos marcam. Outras, nem tanto. Vá-se lá saber porquê, a casa do meu Pai marcou-me muito. Tal como a dos meus avôs.
Há dias fui à Baixa que, para mim, está irreconhecível. Desapareceram lojas que eu conhecia, apareceram outras que nem suspeitava que existissem naquelas bandas e mantiveram-se umas quantas que perderam muito do atractivo, do cheiro, da magia que antes possuíam.
As velhinhas retrosarias, algumas leitarias, umas poucas sapatarias ainda lá estão. Mas o que há trinta anos era chic apresenta, agora, um ar deslocado de loja de província.
Parei na Rua de S. Julião, onde vivi dos doze anos até à maioridade. O prédio e a placa evocativa de Chaby Pinheiro ainda lá estavam. Algum comércio também. Mas tudo parecia diferente. Não porque tivesse mudado  a arquitectura. Mas porque o aspecto exterior envelhecera e, sobretudo, o meu olhar já não era o mesmo.
É verdade que o passado muda muito, quando visto com os olhos do presente...

HSC

Filosofando...


Não sei bem porquê, mas ando dada a filosofias. Hoje lembrei-me da diferença que existe entre "ter sucesso" e "ser bem sucedido". Na verdade, existe uma grande diferença entre o que estes dois conceitos podem representar.
Quantas pessoas têm sucesso e não são, afinal, bem sucedidas? Muitas, porque habitualmente o que procuram é o primeiro objectivo, apesar de o segundo ser bem mais importante. 
Com efeito, se eu for bem sucedida naquilo que faço, isso vai traduzir-se numa satisfação pessoal muito grande, em algo que me dá felicidade. Mas pode, claro, não se traduzir num sucesso que os outros reconheçam.
No meu caso particular, porque me estimo, o que procuro é que o meu desempenho a todos os níveis, faça de mim alguém mais satisfeito, mais realizado, enfim, mais feliz.
Mas se é assim, porque será que a maioria das pessoas procura ter sucesso, mesmo que este as possa fazer infelizes?!

HSC

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma aula de português.

A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de quem sabe do assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta! Daí que diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
O mesmo, aliás, faria Helena Roseta quando usou Presidenta, ao retorquir a um  comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da sua afirmação...

O texto que se segue foi elaborado para acabar de uma vez por todas com  qualquer dúvida sobre se devemos usar presidente ou presidenta.
"A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
 Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Não sou especialista de linguística e muito menos sei o que quer que seja após o malfadado/adorado Acordo Ortográfico. Por isso, embora me pareça lógico o texto acima, nada garante que o seu conteúdo corresponda ao que "deve ser". 
Se entre os meus leitores houver quem o confirme, por favor manifeste-se. E no caso contrário também, claro!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O quadro de honra


A ALUMNI, Associação dos Antigos Alunos de Económicas comemorou ontem o centésimo primeiro ano da criação do ensino desta disciplina, tendo resolvido inaugurar um "quadro de honra" dos seus alunos mais brilhantes.
Fui uma excelente estudante e, por isso, tive a distinção de ser convidada para participar da cerimónia. Aceitei e em boa hora o fiz.
Confesso, sem qualquer ponta de humildade, que me soube muito bem ver o meu nome entre os melhores. E eu, que não sou passadista, comovi-me ao ver desfilar, em projecção, nomes e retratos de pessoas que me marcaram profundamente.
Apraz-me salientar Etelvina Torroaes Valente a minha primeira chefe no meu debute no mundo laboral, à qual estarei, para sempre, muito grata. 
Depois, os Professores Bento Murteira, Luis Teixeira Pinto, Jacinto Nunes, Silva Lopes, Bento Jesus Caraça, Sedas Nunes e tantos outros que me deixaram a sua forte marca.
O ISCEF - Instituto Superior de Ciencias Económicas e Financeiras - fez de mim alguém que sabe pensar e que ainda tem prazer em estudar. Parece pouco, mas afinal é quase tudo!

HSC