segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A amizade


Hoje estou lamechas - deve ser do retorno do sol ou de ter tido o meu filho a almoçar, o que é raro, porque os nossos encontros são quase sempre ao jantar - e, por isso, apetece-me falar da amizade que, para mim, tem o valor do sangue que me corre nas veias.
Tenho dois amigos íntimos, daqueles que me conhecem como a palma das mãos. Não tenho amigas íntimas, mas tenho quatro ou cinco que estão perto disso. Falta-lhes um pequeno clic para se poderem situar ao nível dos outros dois.
Depois tenho as amizades que são constituídas por pessoas com quem gosto de estar, mas com peso e medida. E, por fim, tenho dois grupos com quem me divirto: um para as comidas e para o riso, o outro para os concertos, as exposições, as efemérides pelas quais eu não daria se não fossem eles.
Sou, portanto, uma felizarda, porque antes de todos estes, está a minha família que não troco por nada. Um dia passado com eles dá-me uns anitos de vida.
Mas o fundamental para que eu possa deliciar-me com este mundo de pessoas de quem gosto, reside  no facto de gostar muito de estar comigo mesma. Vai fazer quatro anos que perdi as duas pessoas de quem, então, mais gostava, com a pequena diferença de mês e meio entre essas duas mortes. Quando se passa por isso, tudo o resto é uma benção. Em particular os amigos!

HSC

domingo, 28 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Não havia necessidade...


Pessoalmente já exprimi aqui a minha posição relativamente à adopção por casais do mesmo sexo. Entendo que uma criança precisa de amor, seja ele dado pela família tradicional ou pelas famílias que o não são. As unidades familiares de hoje não são iguais às de há meio século e, portanto, os hábitos e os costumes terão de ir-se adaptando.
Na minha opinião, uma criança institucionalizada está pior do que numa família que tem amor para lhe dar, sejam dois pais, duas mães, uma só mãe ou um só pai. E se foi permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que um solteiro adopte uma criança, tenho dificuldade em aceitar que um casal do mesmo sexo não o possa fazer,
Posto isto, entendo de um profundo mau gosto e revelador de bastante desrespeito por quem pensa de forma diferente, os cartazes com que o BE resolveu pulverizar o país, usando como símbolo uma pirosíssima imagem de Jesus, com uma frase na qual se afirma que Ele tem dois pais.
Uma coisa é defender ideias que se considera estarem certas. Outra coisa é defendê-las exorbitando os limites, para ofender aqueles para quem Jesus representa algo de muito sério. A nossa liberdade termina onde começa a do nosso semelhante. Não havia necessidade!
Eu inclino-me para que estejam a faltar ao Bloco as causas que lhes davam alma. Agora, como situacionistas que são, começam a não ter temas fracturantes e portanto a perder a graça. Estão, de facto, a envelhecer!

HSC 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ser feliz


Hoje decidi o mesmo. Com um OE 16 aprovado pelo PCP e pelo BE, como é que não se pode estar feliz?!

HSC

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O país das medalhas


Em Portugal medalha-se por tudo e por nada. Pode até medalhar-se o criador das toillettes da Dra Maria Cavaco Silva que, como Primeira Dama, levou para fora de portas a moda regional, já que me dizem o homenageado ser de e viver em Viseu.
Tudo bem. Por mim desde que a Zara e a HML me vendam as pecinhas de roupa de que careço para embelezamento pessoal, a preço compatível, eu fico contente. Mas, claro, eu não levo a moda para além de França, Espanha ou de Inglaterra que por enquanto são "os meus destinos" e não represento nada que não seja eu própria!
Ora em 40 anos de democracia portuguesa, os quatro Presidentes da República já distribuíram 8400 condecorações. Tanta gente condecorada, num país tão pequeno, obriga à divulgação dos seus feitos que, creio, na maioria desconhecemos. Urge, pois, fazer essa divulgação sem a qual, um dia, até eu, uma ilustre desconhecida posso, meu Deus, acordar medalhada... 
Um País sem riqueza, quase miserável, com elites medianas e a ter mais de 8 mil heróis condecorados, levanta muitas dúvidas. São heróis de quê?!

HSC

No Estado da Arte fala-se de felicidade!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Esta Europa


Pode pensar-se o que se quiser sobre David Cameron. A mim, que de política nada sei e nada me interessa, agrada-me a sua frescura e o seu apego na defesa dos interesses da pátria. É de direita? Quero cá saber. Até podia ser de extrema esquerda, mas consegue para o seu país a vitória de ficar com o melhor lado de todas as decisões.
Sou eu que sou de direita, loura e parva? Serei. Mas se fosse inglesa agradava-me ter como responsável do meu país alguém como ele. 
E agora venham daí os comentários a zurzir no meu reaccionarismo. Desde os anos sessenta que vejo os progressistas do meu tempo cada vez mais idiotas. Logo, terei boa companhia para aguardar o resultado do referendo à permanência da Inglaterra na União Europeia, já marcado para 23 do próximo mês de Junho.

HSC

Nota: Hoje no Estado da Arte fala-se de génios...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Há dias assim...

Há dias falei aqui da "serenidade" que as afirmações de membros deste governo me provocam,.Não estou certa de que todos tenham alcançado o objectivo do texto. Mas isso não será grave. Hoje o Pedro Correia salienta no seu Delito de Opinião mais três frases - desta feita do Ministro das Finanças - que também contribuem para a minha profunda tranquilidade. A saber:

17 de Fevereiro

17 de Fevereiro

17 de Fevereiro

Tudo isto foi ontem. Aguardo o que hoje poderá seguir-se. Estas novelas em pequenos capítulos trazem sempre um enorme suspense...


HSC

Nota: Hoje no Estado da Arte fala-se de bacon, ovo e suicidio. E está tudo ligado...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Vai continuando...


Na família desconfia-se que algum membro terá saltado a cerca com um alemão ou uma alemã, porque a minha obsessão pela organização denota isso. Sobretudo, o meu filho Miguel - o grande abusador destes meus predicados - gozava imenso com os meus dossiers, que por mais de uma vez lhe foram, aliás, muito úteis. 
Isto era sempre para me "denegrir" face à alma de artista do Pai que tinha pilhas de papeis onde era democraticamente proibido mexer, ou mesmo limpar pó. Vantagens de se ter casado com um pequeno génio que, sabe-se lá porquê, um dia pousou os olhos nesta vulgaríssima criatura que eu sou. Claro que a culpa também foi minha que fui sensível à genialidade...
Pois bem, aproximando-se esta casa da libertação final da política, descobri uma alma nova dentro de mim e, desde ontem, tenho andado num verdadeiro frenesim de arrumações, ou mais correctamente, de eliminação de papeis e objectos que há muito deveriam ter seguido o caminho do lixo. O luxo foi tê-los mantido!
A minha empregada, está tão inquieta que revista tudo, num justo receio que alguma coisa se tenha passado comigo. Hoje e de uma assentada foram as carta de amor que o meu ex marido me escreveu, não fossem ainda dar um filme como as do Lobo Antunes à mulher. Livra! 
Se amores mortos já são terror, que dizer de amores mortos aos quais se dá nova vida?! Parece--me dantesco!

HSC

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Lá teve que ser...


Nunca estive num manicómio. Naturalmente vivo nele e não dou por isso, tal a normalidade da loucura dos dias que correm. Ontem, munida de furador, agrafador, marcador e outros idênticos utensílios de assistente administrativa - gosto desta designação -, dei inicio à prova de fogo: a arrumação dos papeis que estiveram dias a aguardar o toque sensual das minhas mãos. Coitados dos papeis e da minha quase extinta sensualidade...
Não, não se trata de um problema etário, que manda que os velhos não tenham desejo. Ainda não estou nesse estádio e ainda desejo muita coisa. Trata-se do contrário. Com a idade tornamo-nos mais exigentes e aqueles papeis possuíam todas as características para provocar frigidez à mais empenhada das criaturas. 
Foi, assim, neste estado de espírito que os cataloguei, agrafei, furei e arrumei num miserável dossier azul forte, no qual coloquei uma etiqueta igualmente confrangedora que dizia "Assuntos de Familia 2016". Dentro, três cartolinas amarelas separavam os conteúdos, arrumados por Helena, Paulo e Netos.
Terminada a tarefa não consegui fazer mais nada, cansada que estava de tanta "administração". Meti-me num reparador banho de imersão com sais e óleos, velas acesas e Mozart a tocar. Quando for desta para a melhor, muito me hei-de rir lá de cima desta brilhante família...

HSC

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

É mesmo desta tranquilidade que eu preciso...

"O ex-ministro das Finanças e do Plano, João Salgueiro, afirmou que dentro do que Portugal estava a viver este é um "bom Orçamento" do Estado, que "ultrapassa as expectativas", antecipando uma luz verde "com cautelas" da Comissão Europeia." - Diário Económico

"Na opinião da antiga ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, "a crispação que existe no país relativamente à proposta do Orçamento é absolutamente injustificável". A ex-líder social-democrata desvalorizou, esta quinta-feira no programa Política Mesmo, na TVI24, a excessiva preocupação em relação ao Orçamento do Estado para 2016, falando de "dramatização".

"O que é normal é que analisem os países todos em conjunto, o que não foi o caso. Com o nosso atraso em relação à apresentação do Orçamento ficámos sozinhos na mesa das negociações e portanto ficou um foco maior sobre nós", analisou Manuela Ferreira Leite." - Jornal de Negócios



     (in Delito de Opinião)


Nem sempre consigo ter esta paz de espírito. Convenhamos que não é fácil. Sobretudo quando se é economista. E quando se criticou bastante o governo anterior.

Mas quando leio estas afirmações o meu coração tem obrigação de ficar sereno. Mas não fica e lembro-me do que nos prometeram. Ora é nesta altura que penso que são eles que devem ter razão e que a tola só posso ser eu em duvidar. Está-se sempre a aprender...


HSC

Hoje no Estado da Arte fala-se de Alegria e Felicidade. E na Agenda dos Sabores publicam-se mais três óptimas receitas. É só experimentar!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Amanhã é outro dia!


Eu sabia, claro que sabia. Não se passam duas semanas com incidentes domésticos dignos de uma telenovela mexicana, sem depois ter de se pagar um preçozinho. Eu sei sempre. Mas, como sou optimista acredito que um dia há-de acontecer sair-me a terminação, mesmo sem jogar.
Explico-me. Durante esta quinzena fui acumulando papeis na secretária, os quais, de vez em quando, mudavam de sítio com o respectivo risco de se perder a ordem cronológica. 
Catrapuz foi o que aconteceu depois de uma limpeza de pó mais dinâmica e voluntariosa da minha Luciana, empenhada em fazer render o pouco tempo que agora cá vem. Face à desgraça senti que me corria nas veias o sangue da heroína. Olhei para o "maralhal" de papeis com ar superior, juntei-os todos num só monte e decidi que, hoje, Domingo de chuva, lhes pegaria. Dantesco foi o quadro que encontrei. Era um mix de assuntos pessoais e profissionais meus, mais uns contributos expressivos de papeis pessoais do filho e cartas com que os meus queridos leitores me premeiam e às quais sempre respondo.
Tive um colapso psicológico. Que sempre curo indo para a cozinha, que é o local onde mais gosto de estar quando me enervo. Ficou-me esta "marca" dos tempos em que fiz análise e descobri que cozinhar me serena. 
Pus os Antónios a cantar- o Variações e o Zambujo - dei uma chance ao Camané e. feliz, em lugar de cozinhar, mandei vir um jantar japonês da Confraria só para mim, tendo mandado às urtigas os papéis. Amanhã é outro dia, como costumava dizer-me o Ernani Lopes quando me via aflita!

HSC

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

E já são 151 receitas!


Lá no meu cantinho de cozinha que apenas nasceu em Dezembro de 2015, chamado Agenda dos Sabores, já estão 151 receitas, todas boas e fáceis de fazer. Com estas já dava um livro. Quem sabe?
Agora o que vos posso garantir é que tudo o que lá está é muito bom. Tanto, que vos vou deixar para ir comer um pratinho lá do sítio!

HSC

Hoje, no Estado da Arte, uma história de amor no Dia dos Namorados!

Um exercício de paciência

O senhor devia ter mais de 70 anos e esperava pacientemente que na Repartição de Finanças chamassem o seu número. Reparei nele, porque logo na altura de retirar o ticket não se entendeu com a a máquina. E carregava em todos os botões donde saiam, listos, números sobre números. Alguém lhe perguntou que  assunto queria tratar, mas a explicação saiu tão confusa que o conselho foi que carregasse num botão que me pareceu ser de assuntos gerais.
Depois de ele ser chamado é que foi o calvário. Para o dito e para o funcionário que o atendeu e teve de vir com ele tirar-lha outra senha, porque aquela não servia.
Nova espera. Entretanto veio sentar-se ao meu lado e desabafou sobre o que o levava ali. Era um assunto do filho e não me pareceu que fosse naquela repartição que a coisa iria ser resolvida. A medo lá lhe falei dessa possibilidade. Até dava pena ver o olhar do homem que nada sabia do que ali o levava e menos ainda responder ao que lhe perguntavam.
O novo funcionário que o atendeu, bem tentava explicar-lhe o que ele teria de fazer, mas o coitado ouvia-o como se a língua fosse outra. Eu estava verdadeiramente entristecida de ver aquele espectáculo de duas gerações que pretendiam ajudar-se mas não encontravam caminho possível.
Qualquer dos dois funcionários que o atenderam foram exemplares.Mas não podiam substituir-se a quem não estava preparado.
O Estado, tão moderno e tecnológico devia perceber que há, ainda, muita iliteracia neste país e que ela já não tem solução para certas camadas populacionais. Mas não, entendeu que os meios tecnológicos são o futuro. E são. Só que ainda temos um passado, com muita gente que já não terá muito futuro. O que lhes fazemos? Acabamos com eles? Metemo-los todos em cursos de informática para a quinta idade?!
E que tal um pouco de bom senso, compaginando, por algum tempo, as duas situações?

HSC

O que eu sinto

"Não sou médica, nem psicóloga.Tão pouco sou investigadora ou estudei a fundo o tema da homossexualidade. Sou heterosexual porque nasci assim e me sinto bem desta forma. Como calculo que aconteça o mesmo com aqueles que nasceram com características diferentes da minha. Sempre respeitei pouco as chamadas discriminações, mesmo quando estas sejam pela positiva.
Vem tudo isto a propósito da adopção de crianças por casais do mesmo sexo. É pelo "sentimento" que sou a favor. Como, aliás, me acontece em muitas outras coisas na minha vida. É, sim, por esse sentimento de amor de que uma criança carece, que sou a favor.
Não tenho dúvidas? Tenho algumas, porque nos primeiros tempos as crianças podem ser cruéis umas com as outras . Mas tenho, sobretudo, uma certeza: é que numa família as crianças estão melhor do que numa instituição. Seja essa família  hetero, homo ou até mono parental.
Percebo que a questão é complexa. Como o foi o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas por eu ser hetero terei, alguma vez, o direito de negar os direitos dos que não nasceram como eu?! Não tenho. Nem quero ter. E lamento profundamente que numa sociedade aberta como a nossa os homossexuais e as lésbicas ainda sejam vistos como fenómenos de violência e de escárneo. Ou que lhes seja negado um direito - como casal - a poderem fazer aquilo que a lei, sendo solteiros lhes permite. Que é a de poderem adoptar um filho!"

Este foi o último post que escrevi no meu novo blogue O ESTADO DA ARTE em que me ocupo de posições mais pessoais. Uma comentadora resolveu abandona-lo, certamente chocada com o que eu escrevi. Vou aproveitar para aqui deixar a resposta que lhe dei:




"Madalena

Agradeço a sua frontalidade.

Quando escrevi este post sabia que iria chocar alguns comentadores. Mas isso é o risco de quem diz o que pensa. Para mim, o essencial é que uma criança viva rodeada de carinho e de amor. Mas também sei e aprendi que não é apenas a família tradicional que é capaz de o dar.

Para o meu Deus todos somos seus Filhos. Mostra-o bem a decisão do Papa Francisco mandar os seus padres por esse mundo fora, perdoar os miseráveis abortos feitos em países famélicos.

A longa vida que já levo ensinou-me a virtude da tolerância, aquela que faz com que tentemos entender aqueles que não são como nós e que ousamos considerar anormais. Que Deus nos proteja e a eles, porque é disso que todos precisamos. Crianças incluídas!

HSC


Nota: E se aqui eu perder mais alguns leitores isso significará que eles estavam a visitar um blogue que não era manifestamente para eles, porque a sua autora não se rege pelos princípios que muito justamente poderão defender. E eu compreenderei! Eliminar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Agora ri-me a sério!

No meio destas diatribes todas que me aconteceram, a minha querida amiga Rita Ferro enviou-me um mail a convidar-me para o aniversário dela, na sexta feira dia 26 de Fevereiro. O ano passado eu não tinha podido assistir e ela, triste, lembrou-mo. 
Desta vez respondi-lhe, bem penalizada, que também não poderia estar presente, porque já me comprometera com a minha Grupa a ir jantar a casa da Silvia Rizzo, que fazia anos  na mesma sexta feira. Mas disse-lhe que não deixaria de lhe ir dar " aquele abraço". 
Todavia fiquei a remoer se a teria magoado e falei com a nossa amiga Lopa - a Maria João Lopo de Carvalho - que nestas coisas tem sempre boas soluções alternativas. E não querem saber o que ela me gozou quando me disse que esta sexta feira era dia 12 e não 26, pelo que, portanto, não havia qualquer problema...
Nem vos digo o que senti. Por menos já outros passaram por loucos. Telefonei à Rita e contei-lhe tudo a rir à gargalhada. Sei-a muito feliz e se há algo de que muito gosto é poder partilhar a alegria dos amigos. Assim, lá estarei na Grupa e na Rita. Mas começo a admitir que anda aí um alemão qualquer a tentar fazer-me esquecida. Não tem sorte nenhuma, porque eu até gosto de me esquecer de algumas coisas. Ó se gosto!

HSC

Nota.Hoje no Estado da Arte fala-se da co-adopção por casais do mesmo sexo.

Hoje houve mais...

Eram 7:30 quando acordei, a pelar-me pelo duche que à noite não tinha tido coragem de tomar Saltitante, qual mariposa, pus a maquina novinha a trabalhar, lavei cabeça e corpo. E, como costumo fazer, agarrei-me a rampa do duche para ensaboar os pezinhos mimosos. 
Foi a great surprise. O varão não tinha ficado fixado -  esquecimento? erro? o que fosse - e esta vossa amiga estampou-se na banheira com um tubo na mão ao qual só faltava o estandarte da marca.
Magoei-me mais um bocadinho porque bati com o queixo nas torneiras, lá me limpei a custo e com algum receio sequei o cabelo sem grandes problemas, apesar de ter trocado o shampô pelo amaciador e ter ficado com cabeça de cão de água.
Fui ao Centro de Saúde onde o médico teve alguma dificuldade em não rir à gargalhada, olhou para mim e mandou-me lá voltar amanhã depois de me dar dois pontos que em nada me embelezam.
Irritada resolvi ir ao Pingo Doce comprar uns chocolates óptimos de amêndoas caramelizadas e sal. Cheguei a casa num frangalho para me atirar ao chocolate que, com a pressa... acabou por ficar lá.  Pela primeira vez não me ri e até disse uma palavra muito feia. Mesmo assim, voltei atrás e fui buscar os chocolates. Uma metade já marchou enquanto escrevi este post. E agora já me está a dar vontade de rir tanto mau olhado que me deitaram. Cheira-me que Só pode ser de não ter falado bem do Orçamento!
Oh! Valha-me Santa Helena - que, parece, não foi uma esplendorosa santa - para me tirar estes engulhos da frente. E acho que vou queimar folha de louro para defumar a casa, como fazia a minha avó. Se não der lá terei que dizer uma palavrinha dúbia sobre o OE para isto ficar por aqui...

HSC

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

As minhas desgraças...

Contei-vos aqui em tempos uma série de desgraças informáticas que me aconteceram. Pois bem, agora tive quinze dias que só podem ser castigo de algum pecado maior de que não me lembro. Deixem-me contar-vos. Depois daquela gripe de caixão à cova que tive, os céus brindaram-me com a possibilidade de ficar electrocutada. Forreta com os gastos de cabeleireiro em tempo de chuva, resolvi lavar a cabeça no duche. Limpei-a bem de água mas, de repente, secador começou a deitar faíscas e eu para o conseguir largar, vi-me grega. Num gesto violento para o retirar da ficha soltei-o e ele caiu em cheio no lavatório que se partiu em pedaços. O coração batia-me tanto que desliguei o quadro geral, o que me obrigou a reprogramar  tudo o que tenho de electrónico. Fiquei, assim, parada uns minutos. Quando recuperei deu-me um ataque de riso pelo estado miserável em que o meu romântico quarto de banho ficara transformado.
Depois de contactar várias pessoas e apesar da crise, só uma aceitou fazer o trabalho durante o Carnaval. E então foi tudo a eito, uma vez porque as torneiras também tiveram que ser novas e de caminho o duche velho precisou de rejuvenescer. 
Pronto. Gastei 500 euritos, fiquei com a casa cheia de um pó branco agarrado a tudo - foi necessário, claro, cortar pedra para colocar o novo lavabo - pó esse que vai levar meses a sair completamente.
Quando tudo parecia serenar - menos o meu bolso que ficou sem Carnaval - eis que um salto de um sapato meu se prendeu na grelha da garagem e eu dei o trambolhão da minha vida. Já dei outros, psicológicos - peanuts ao pé deste -, mas aqui, a única coisa que pretendi salvar foram os meus belos dentinhos, originais, e os olhos. Tudo o que levava na mão ficou em fanicos, em particular o vidro do belo telemóvel, passou a mostrar a cara dos meus amigos numa visão que concorria com os espelhos da Feira Popular. A do meu tempo, entenda-se.
Para me levantar foi o cabo dos trabalhos e a minha hérnia - que há 40 anos esteve para ser operada de urgência - mal me pus de pé deu sinal fortíssimo. Perdi a força no joelho e perna esquerda e não conseguia mexer-me. O filho estava no "tour du monde" e as minhas "anjas" estavam todas fora de Lisboa. Uma no Caribe, a rir-se de mim, e a outra, em Penamacor. Vá lá que me valeu esta última, que depois de um breve inquérito, me pôs a cortisona e Adalgur N.
Já não caio, mas não estou boa. No meio disto tudo, ainda perdi um almoço com um amigo que ia conhecer - pois fiquem sabendo que sou tão boa pequena que continuo a ter destas surpresas - mas esse repasto, seja lá quando for, não deixará de acontecer.
E quem me valeu nestas andanças todas? Os amigos, aqueles que nunca falham e me levam a todo o lado. Bem aventurados sejam!

HSC

Nota Hoje no Estado da Arte fala-se de desejo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Amigos da Helena





No dia dos amigos recebi este vídeo que me encheu de alegria. Gosto muito dos meus amigos, mas a verdade é que eles também gostam, muito, de mim. Este vídeo prova-o bem. Aos que aqui estão e a todos os virtuais que me acompanham há anos o meu muito obrigada!

HSC

sábado, 6 de fevereiro de 2016

TAP



Na privatização inicial da TAP Neelman e Pedrosa detinham 61% da companhia. Agora, Costa guarda para si 50% dos riscos de exploração que, sabe-se, são muitos. Mas, estranhamente, entrega aos outros 50% a gestão da empresa. Qual é a contrapartida que justifica esta decisão e qual a vantagem que ela traz ao país?

HSC

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É a vida!

Creio ter lido em Abril um documento de Centeno-Galamba, no qual se aventava que o nosso país iria crescer 2,4% já em 2016.
Todavia, já no Governo - face à dura realidade e aos comentários de Bruxelas -, Centeno vem corrigir as estimativas anteriores e atirar o crescimento para 1,8%.
É a vida, dizem uns. Habituem-se, dizem outros!

HSC

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O governo, o acordo e a Europa

"...Desde Abril até esta semana, ouvimos quatro metas socialistas para o défice de 2016: primeiro 3% do PIB com um crescimento de 2,4%, depois 2,8% e 2,6% com um crescimento de 2,1%, e agora 2,4% com um crescimento de 1,9%. Tomando os números como bons, isso significa que o PS está conscientemente a impor ao país um conjunto de medidas que significam mais austeridade e menos crescimento a troco do apoio das extrema-esquerda para estar no poder.

Todos os organismos, nacionais e internacionais, que se pronunciaram sobre os planos orçamentais do PS desaprovaram-nos, nos seus números e nas suas orientações. Nos cálculos da UTAO, o ilusório "adeus à austeridade" exigirá que o Estado peça emprestado mais 11 mil milhões de euros do que estava previsto há apenas três meses. A aliança do PS com os que diabolizam a Europa, os mercados, a banca e os capitalistas está, afinal, a querer ficar mais dependente de todos eles e fazer mais dívida para ser paga pelos governos que se lhe seguirem – e talvez para ter ainda mais argumentos para logo a seguir exigir à Europa, aos mercados, à banca e aos capitalistas que perdoem o dinheiro que agora se lhes pede.

O PS que há menos de cinco anos pediu a Bruxelas um empréstimo de mais de 70 mil milhões de euros para evitar a bancarrota, que tem defendido mais integração, que é até favorável a um governo europeu - o que significa dar real direito de veto à Comissão Europeia sobre esboços de orçamentos - é o mesmo PS que destrata o Conselho de Finanças Públicas (que, em bom rigor, deveria não emitir um parecer mas fazer os cenários macro sobre os quais os governos fariam opções de políticas). É o mesmo PS que manda para Bruxelas um orçamento com contas marteladas e em "risco de grave incumprimento" das regras acordadas. Nenhum país, nem França, nem Itália, nem Espanha ousou tanto: os seus esboços de orçamentos também foram recusados, mas por mero"risco de incumprimento".

Isto não é negociar. Negociar passa por explicar com transparência o que se pretende alcançar, tentando cumprir com boa-fé as regras acordadas, podendo ganhar-se com isso também credibilidade para ser-se agente da sua mudança. Foi isso que Vítor Gaspar tentou, e até poupou ao país dois mil milhões de euros em juros. Os partidos também morrem, e o PS europeísta estará a definhar. Ainda não será eurocéptico, mas parece ser hoje conduzido por uma tropa de eurocínicos..."

(In Público, excertos do artigo "Os partidos também morrem", de Eva Gaspar)



Confesso que não perceber a causa das coisas me incomoda bastante. Ora eu por mais esforço que faça não estou a compreender o que se passa com o OE. Por um lado, diz-se, a discussão técnica está terminada. Mas a política ainda não. Alguém me explica porquê?

HSC