domingo, 14 de abril de 2024

SER OUTRO

A essência do "ser outro" reside na profundidade da experiência humana. É um convite para explorar a vastidão de perspetivas que o mundo oferece, para se despir das próprias limitações e mergulhar na mente e no coração de outro ser.

É uma jornada de empatia, um ato de compaixão que nos permite compreender mais plenamente a complexidade da condição humana. Ser outro é transcender as fronteiras do eu e abraçar a diversidade que enriquece a nossa existência.

Na pele de outro, podemos vislumbrar os desafios, as alegrias, as dores e os triunfos que moldam a vida de cada indivíduo. Podemos nos conectar com as suas histórias, suas lutas e suas conquistas, encontrando pontos de identificação que transcendem as barreiras do tempo, da cultura e da geografia.

No entanto, ser outro não é apenas uma questão de observação externa. É também uma jornada interna, um exercício de introspeção que nos convida a questionar os nossos próprios preconceitos, privilégios e suposições. Ao nos colocarmos no lugar do outro, somos confrontados com a complexidade de nossas próprias narrativas e com a necessidade de cultivar uma consciência mais profunda de nossa interconexão como seres humanos.

Ser outro é um ato de humildade e coragem, pois requer a disposição de deixar de lado o conforto do familiar e se aventurar no desconhecido. É um lembrete poderoso de que, apesar das nossas diferenças superficiais, compartilhamos uma humanidade comum que nos une na nossa busca por significado e pertença.

Em última análise, ser outro é uma celebração da diversidade e da riqueza da experiência humana. É uma chamada de atenção gentil de que, embora possamos ser únicos em nossa individualidade, estamos todos interligados na nossa jornada coletiva através da vida.

sábado, 13 de abril de 2024

A SAÚDE DAS PALAVRAS

A saúde das palavras é tão vital quanto a saúde do corpo. Assim como cuidamos da nossa saúde física, devemos também atentar para o bem-estar das palavras que usamos diariamente. Afinal, as palavras têm o poder de curar, inspirar, ferir ou destruir.

Primeiramente, a saúde das palavras está intrinsecamente ligada ao seu significado e uso adequado. Palavras bem escolhidas e empregadas com precisão podem comunicar pensamentos e sentimentos de forma clara e eficaz. Por outro lado, palavras mal utilizadas ou interpretadas de maneira equivocada podem gerar mal-entendidos e conflitos.

Além disso, a saúde das palavras também está relacionada com a sua origem e história. Palavras carregam consigo uma carga cultural e histórica que influencia a sua interpretação e impacto. Conhecer a origem e o contexto das palavras que usamos permite-nos usá-las com mais sabedoria e respeito.

Assim como uma dieta equilibrada é essencial para manter a saúde do corpo, uma exposição consciente a diferentes tipos de palavras é fundamental para manter a saúde da linguagem. Ler obras literárias, jornalísticas, científicas e filosóficas, por exemplo, amplia nosso vocabulário e nossa compreensão do mundo ao nosso redor.

Por fim, não podemos esquecer do poder transformador das palavras. Um simples elogio pode levantar o ânimo de alguém, enquanto uma crítica destrutiva pode causar danos emocionais profundos. Portanto, é importante cultivar uma consciência sobre o impacto das nossas palavras nas pessoas que nos rodeiam e usar esse poder com responsabilidade e empatia.

Em resumo, a saúde das palavras é essencial para uma comunicação eficaz e para o bem-estar das relações humanas. Ao cuidarmos das palavras que usamos, contribuímos para um mundo onde o diálogo é construtivo, as ideias são respeitadas e as emoções são tratadas com sensibilidade.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

UMA REFLEXÃO SOBRE O ORGULHO E O PRECONCEITO

No vasto tecido da experiência humana, duas forças muitas vezes colidem e se entrelaçam: o orgulho e o preconceito. São elementos intrínsecos à nossa natureza, que moldam as nossas interações, percepções e até mesmo as nossas identidades.

O orgulho, muitas vezes retratado como uma virtude, pode se manifestar de maneiras diversas. Pode ser o combustível que impulsiona a busca pela excelência, a força que nos faz perseverar diante das adversidades, ou até mesmo a base de nossa autoestima saudável. No entanto, quando cultivado em excesso, o orgulho pode se tornar uma armadilha, obscurecendo a nossa visão, alienando aqueles ao nosso redor e alimentando conflitos desnecessários.

Por outro lado, o preconceito surge das sombras da ignorância e do medo. É o resultado das nossas mentes enraizadas em estereótipos, generalizações e julgamentos precipitados. O preconceito obscurece nossa capacidade de ver a humanidade em sua plenitude, fragmentando-a em categorias simplistas e distorcendo nossas relações sociais. É uma barreira que nos impede de verdadeiramente compreender e apreciar a diversidade que enriquece o mundo ao nosso redor.

É interessante notar como esses dois elementos muitas vezes estão entrelaçados, alimentando-se um ao outro num círculo vicioso. O orgulho pode nos levar a formar preconceitos, pois nos faz acreditar na superioridade de nossas próprias crenças e identidades, enquanto o preconceito pode inflamar o nosso orgulho ao convencer-nos de que somos melhores do que aqueles que julgamos.

No entanto, apesar de sua influência, orgulho e preconceito não são imutáveis. Podemos desafiá-los, questioná-los e até mesmo transcendê-los. Através da empatia, da educação e do autoconhecimento, podemos aprender a reconhecer a humanidade em todos os seus matizes, superando as divisões que o orgulho e o preconceito tentam impor.

Em última análise, orgulho e preconceito são reflexos de nossa humanidade imperfeita, mas também são convites para a introspeção e o crescimento. Ao reconhecer e confrontar essas forças dentro de nós mesmos, podemos abrir caminho para uma compreensão mais profunda, tolerância e aceitação mútua - ingredientes essenciais para a construção de um mundo mais compassivo e inclusivo.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

A BELEZA DO EROTISMO

A beleza do erotismo reside na sua capacidade de transcender os limites físicos e mergulhar nas profundezas da alma. É um universo vasto e multifacetado, onde as fronteiras entre o desejo e a arte se desvanecem, dando lugar a uma experiência sensorial e emocional única.

No cerne do erotismo, encontra-se a expressão mais íntima da paixão humana, uma dança sensual entre corpos e mentes que se entrelaçam numa sinfonia de prazer e conexão. Cada toque, cada suspiro, é uma nota na melodia da luxúria, uma ode à sensualidade que ressoa através dos séculos.

A beleza do erotismo reside também na sua capacidade de desafiar convenções e tabus, de explorar os recantos mais profundos da imaginação humana. É um terreno fértil para a criatividade, onde artistas de todas as épocas têm encontrado inspiração para dar vida a obras que celebram a sexualidade de forma sublime e provocadora.

Mas o erotismo não se limita apenas ao domínio da arte. Está presente em cada olhar carregado de desejo, em cada gesto que revela a tensão elétrica entre amantes. É uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e linguísticas, comunicando emoções e impulsos primordiais que habitam o âmago de cada ser humano.

A beleza do erotismo está na sua capacidade de nos transportar para além dos limites da realidade quotidiana, para um reino de prazer e êxtase onde as preocupações do mundo desaparecem e somos totalmente absorvidos pelo momento presente. É uma experiência que nos lembra da nossa própria humanidade, da nossa possibilidade de sentir e de amar.

Em última análise, a beleza do erotismo reside na sua capacidade de nos conectar uns aos outros de uma forma profunda e significativa. É através do erotismo que descobrimos a intimidade mais profunda, que nos tornamos vulneráveis e autênticos perante o outro. É uma jornada de descoberta e de autotranscendência, onde encontramos a verdadeira essência do que significa ser humano.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

A PERDA

A perda é uma experiência universal, um fio que tece a tapeçaria da existência humana com matizes de tristeza e crescimento. Ela manifesta-se     de inúmeras formas: a partida de um ente querido, o fim de um relacionamento, a saudade de um tempo que não volta mais, ou até mesmo a despedida de uma parte de nós que deixamos para trás ao crescer.

Cada perda carrega consigo uma sombra de dor, um eco de silêncio onde antes havia presença. Mas, paradoxalmente, é no vazio deixado pela perda que muitas vezes encontramos espaço para nos redescobrir e reconstruir. A dor da perda nos ensina sobre a efemeridade da vida e a importância de apreciar cada momento.

Com o tempo, a intensidade da dor pode diminuir, dando lugar a uma saudade serena ou a lembranças que aquecem o coração. A perda nunca é fácil, mas é um convite para a reflexão e para encontrar significado e beleza até nas experiências mais difíceis.

Aqui está um pequeno poema sobre a perda:

 

No silêncio da perda, o coração escuta,

O sussurro do tempo, que cura e disputa.

Na dança da vida, um passo é retirado,

Mas na música do amor, sempre será lembrado.

 

A dor que ensina, a lágrima que fala,

De um adeus que dói, mas também embala.

Na perda, um espaço, um vazio que clama,

Por novos começos, por uma nova chama.

 

Assim segue o rio, assim sopra o vento,

Levando a dor, trazendo alento.

Na perda, a vida se revela inteira,

Na dor, a esperança de uma nova maneira.

A perda é um capítulo inevitável na história de cada um, mas não é o fim. É, talvez, um ponto de viragem, um momento de introspeção e de encontrar novos caminhos.

AMOR NÃO CORRESPODIDO

O amor não correspondido é como uma sombra que paira sobre o coração, uma ferida invisível que dói mais do que qualquer outra. É a tristeza silenciosa que acompanha aquele que ama sem ser amado em retorno. É um labirinto de emoções onde a esperança e a desilusão dançam uma dança interminável.

Quando o coração se entrega sem reservas, quando os sentimentos fluem livremente, espera-se que o universo responda de volta com a mesma intensidade. Mas nem sempre é assim. Às vezes, o destino nos prega partidas cruéis, coloca-nos diante de alguém cujo coração não bate na mesma frequência que o nosso.

O amor não correspondido pode manifestar-se de várias formas. Pode ser aquele amigo que enxergamos como mais do que um amigo, mas que nunca nos vê da mesma maneira. Pode ser um amor platónico, aquele que nutrimos por alguém que está fora do nosso alcance. Ou pode ser até mesmo alguém que um dia nos amou, mas que, por razões que não compreendemos mais, deixou de nos amar.

A dor do amor não correspondido é única. É uma mistura de tristeza, frustração e uma sensação de vazio. É como se uma parte de nós estivesse faltando, como se a cor e a luz tivessem sido retiradas do nosso mundo.

Mas, apesar de toda a dor, há beleza no amor não correspondido. Há uma nobreza na capacidade de amar sem pedir nada em troca. Há coragem na vulnerabilidade de expor os nossos sentimentos, mesmo sabendo que podem não ser retribuídos. E há crescimento na aceitação de que nem todas as histórias de amor têm finais felizes.

No final das contas, o amor não correspondido ensina-nos a valorizar a nós mesmos. Ensina-nos a ser pacientes e resilientes. Ensina-nos que, embora não possamos controlar os sentimentos dos outros, podemos controlar como escolhemos lidar com os nossos próprios sentimentos.

E, talvez, um dia, quando olharmos para trás, perceberemos que o amor não correspondido foi apenas uma parte do nosso caminho, uma página no nosso livro de vida. Uma página marcada pela tristeza, sim, mas também pela coragem, pela esperança e pela capacidade de amar novamente, mesmo depois de termos sido esquecidos.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

UM ÓTIMO LIVRO

Há livros que nos tocam emocionalmente e outros que nos ensinam. Aquele de que vos vou falar tem o dom de conseguir os dois objetivos. Antes de matar a vossa curiosidade, quero esclarecer-vos sobre dois aspetos: não conhecia pessoalmente a autora, mas conhecia a qualidade do seu trabalho na Microsoft. Já posso, agora, revelar que se trata de Rita Piçarra e do seu livro “A VIDA NÂO PODE ESPERAR”.

Rita, aos 44 anos e sendo CFO da empresa Microsoft, decidiu mudar o rumo da sua vida e aposentar-se, antecipando aquilo que eu fiz, há três décadas, quando tinha 50 anos. Sei, julgo, que poderei falar da importância de uma decisão destas.

Já livre, fez umas férias e, para surpresa de todos, lança no mercado aquele livro que irá dar que falar, porque se trata de algo muito especial, em que vida pessoal e vida profissional se combinam de forma exemplar. Ao lê-lo tive três reações. A primeira, a de ter voltado aos bancos da Faculdade, tal a precisão dos métodos usados para ensinar ou apurar a nossa literacia financeira. Fá-lo de forma clara e percetível, muito útil para quem queira saber mais do essencial.

A segunda, de encantamento, pela capacidade de uma mulher com família formada, ter a coragem de fazer os sacrifícios, que o objetivo escolhido impunha. Para mim foi muito enriquecedor e, conhecendo, já hoje a autora, só posso aconselhar a sua obra, e esperar o que, mais tarde ou mais cedo, aquela cabecinha linda, ainda terá para nos continuar a surpreender.

Finalmente, a terceira, e não menos importante, o gosto enorme que tive de conhecer uma mulher de uma enorme simplicidade que, sabendo o que vale, não presume do seu valor, Já é muito raro!

domingo, 7 de abril de 2024

A SEDE HUMANA

A pessoa é um ser complexo, cuja essência transcende o mero conceito biológico, e é entendida como algo único e irrepetível, que se desenvolve e realiza na relação com os outros. As suas diferentes dimensões não são partes sobrepostas, mas constituem a unidade do ser pessoa. Nesse contexto, busca-se valorizar a relação com o transcendente, ou seja, a dimensão religiosa da pessoa.

A sede pode ser interpretada de várias maneiras, desde a necessidade física de água até um desejo profundo por algo mais abstrato.

Por isso, a sede não é apenas a ausência de água, é a presença de um vazio. Um espaço que clama por preenchimento, seja ele no corpo ou na alma, porque, na verdade há sedes que vão além do tangível.

Há a sede de conhecimento, que nos impulsiona a buscar respostas para as perguntas que a vida nos apresenta. Há a sede de amor, que nos faz estender as mãos em busca de outra pessoa que possa compartilhar a jornada conosco. E há a sede de propósito, que nos leva a questionar a nossa existência e a procurar o nosso lugar no mundo.

Além da dimensão espiritual, a sede humana também é uma necessidade vital. A água é essencial para o nosso organismo. Sentimos sede quando nosso corpo precisa de se hidratar. Enquanto podemos ficar sem alimentos por um tempo, não podemos sobreviver sem água.

Portanto, a sede é um aviso constante de nossa dependência da água para a manutenção da vida. Assim como na dimensão religiosa, a busca pelo que nos falta, é fundamental para a nossa existência como seres humanos.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

A DESCONFIANÇA

A desconfiança é um estado emocional ou mental caracterizado pela falta de confiança ou fé na integridade, habilidades, intenções ou comportamentos de uma pessoa, grupo ou instituição. Pode surgir por uma variedade de razões, incluindo experiências passadas negativas, falta de transparência, comportamento suspeito, rumores ou má interpretação de ações alheias.

A desconfiança pode ser prejudicial para relacionamentos pessoais, profissionais e sociais, pois mina a comunicação aberta, dificulta a colaboração e pode levar a conflitos. Por outro lado, em certas situações, um nível saudável de desconfiança pode ser prudente para proteger-se de possíveis danos ou enganos.

Superar a desconfiança muitas vezes requer esforço consciente para examinar as próprias crenças e experiências subjacentes, comunicar-se de forma aberta e honesta com os outros e construir gradualmente uma base de confiança mútua através de ações consistentes e comportamento transparente.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

UMA CERTA FORMA DE FELICIDADE


 

PESSOAS ESPECIAIS


 

AS PESSOAS: O CAPITAL MAIS IMPORTANTE

No palco do desenvolvimento económico e social, há um ator sempre brilha com intensidade singular: as pessoas. São elas que impulsionam as engrenagens da inovação, da produtividade e do progresso. Em qualquer empreendimento, organização ou nação, o capital humano emerge como o recurso mais precioso e valioso.

Ao considerarmos o tecido social e económico de uma comunidade, percebemos que são as habilidades, conhecimentos e criatividade das pessoas que verdadeiramente impulsionam o crescimento. Empresas podem ter tecnologia de ponta, infraestrutura robusta e recursos financeiros substanciais, mas é o talento e a dedicação dos colaboradores que transformam esses recursos em resultados tangíveis.

O conceito de que ”as pessoas são o capital mais importante” transcende a mera força de trabalho. Refere-se à valorização do potencial humano em todas as suas dimensões: intelectual, emocional, social e cultural. Quando as pessoas são capacitadas, motivadas e comprometidas, elas se tornam catalisadoras de mudança e fontes de inovação.

E uma era de rápida transformação tecnológica e globalização, o valor do capital humano torna-se ainda mais evidente. As habilidades de adaptação, aprendizado contínuo e pensamento criativo são as moedas do futuro. As organizações que reconhecem e investem nesse capital humano estão mais bem posicionadas para prosperar em um mundo em constante evolução.

Além do impacto económico, o reconhecimento do valor das pessoas também tem implicações sociais e éticas. Promover desenvolvimento pessoal de cada indivíduo a dignidade e o bem-estar, não fortalece apenas a coesão social, mas também constrói uma base mais sólida para a sustentabilidade a longo prazo.

Entretanto, para que o potencial humano seja plenamente realizado, é necessário um ambiente que fomente a equidade, a inclusão e o respeito mútuo. Políticas públicas, práticas empresariais e iniciativas sociais devem estar alinhadas para garantir que todas as pessoas tenham oportunidades justas de desenvolvimento e crescimento.

No fundo, a verdadeira riqueza de uma sociedade reside nas pessoas que a compõem. Ao reconhecermos que 'as pessoas são o capital mais importante', reafirmamos o compromisso com a construção de um mundo onde cada um possa alcançar seu pleno potencial e contribuir para o bem comum. Essa é a essência de um verdadeiro desenvolvimento humano e sustentável

quarta-feira, 3 de abril de 2024

A VOCAÇÃO

A vocação desempenha um papel fundamental na vida de uma pessoa e na sociedade como um todo. Ela refere-se à inclinação ou chamamento interior de uma pessoa para uma determinada atividade, carreira ou estilo de vida.

Seguir uma vocação pode levar a uma sensação de realização pessoal e satisfação. Quando uma pessoa está envolvida em algo que é verdadeiramente significativo para ela, isso pode trazer um profundo sentido de propósito e contentamento.

As pessoas que seguem a sua vocação têm, muitas vezes, uma paixão natural pelo que fazem. O que, geralmente, se traduz num trabalho de maior qualidade e contribuições mais significativas para a sociedade. Quando as pessoas estão a realizar atividades alinhadas com sua vocação, elas tendem a ser mais produtivas e inovadoras.

Seguir uma vocação pode promover o bem-estar emocional e mental. Sentir-se realizado na sua vida profissional e pessoal pode reduzir o stresse, a ansiedade e a depressão, promovendo uma melhor saúde mental e emocional.

A busca e o seguimento da vocação exigem, muitas vezes, autoconhecimento, exploração e desenvolvimento pessoal. Isso pode levar a um maior crescimento e amadurecimento, à medida que a pessoa enfrenta desafios e se envolve num processo contínuo de aprendizagem e de autodescoberta.

Quando as pessoas seguem a sua vocação e são bem-sucedidas nela, podem inspirar e influenciar positivamente os outros ao seu redor. Isso cria um ciclo de encorajamento e motivação para que outras pessoas também busquem e sigam as suas vocações.

As pessoas que estão alinhadas com sua vocação, por noma, demonstram maior resiliência diante de desafios e obstáculos. Elas têm uma motivação intrínseca para superar dificuldades, porque estão comprometidas com algo que consideram verdadeiramente importante e significativo.

Em suma, a vocação é importante porque está intimamente ligada ao bem-estar pessoal, à contribuição para a sociedade e ao desenvolvimento humano. Quando as pessoas seguem a sua vocação, não só experimentam uma vida mais gratificante, mas também têm o potencial de fazer uma diferença positiva no mundo ao seu redor. E nós precisamos disso!

terça-feira, 2 de abril de 2024

COUGARISMO

Já se deu conta do aumento de casais cuja mulher é substancialmente mais velha do que o homem? E já se lembrou de que, até há pouco tempo, esse tipo de ligação era muito mal visto? Ainda pensa assim? Não deve!

O fenómeno de mulheres mais velhas casadas com homens mais jovens, também conhecido como "cougarismo" ou "cougar culture", vem sendo observado em várias sociedades, nas últimas décadas. Este movimento desafia as normas tradicionais, onde geralmente o homem é (era) mais velho do que a mulher. A que se deve a inversão?

Com o aumento da igualdade de género e do empoderamento feminino, as mulheres estão a tornar-se cada vez mais independentes financeira e emocionalmente. O que as capacita a tomarem decisões sobre as suas vidas amorosas com mais liberdade, incluindo a de escolher um parceiro mais jovem.

As normas sociais estão a mudar, e o estigma relativo a relações com diferenças de idade significativas, está a diminuir. As pessoas estão a tornar-se mais tolerantes em relação a envolvimentos que desafiam as normas tradicionais.

Há mulheres mais velhas que procuram relações mais informais, sem as pressões associadas ao casamento e à maternidade. O que pode tornar mais atraente a ideia de um envolvimento com um parceiro mais jovem, que partilhe das mesmas expetativas

Com os avanços na medicina e nas tecnologias de saúde, as pessoas estão, à medida que envelhecem a viver mais e a manter uma qualidade de vida melhor. Assim, as mulheres mais velhas sentem-se mais jovens e querem relacionar-se com parceiros de mentalidade semelhante.

Se há homens que preferem mulheres mais jovens, há mulheres que preferem homens mais novos. As preferências individuais desempenham um papel significativo na formação dos envolvimentos, e algumas mulheres não escondem sequer sentir-se atraídas por homens mais novos, independentemente da sua idade.

Em resumo, este comportamento reflete uma mudança nas normas sociais e nas expectativas sentimentais, bem como um aumento do empoderamento feminino e a aceitação da diversidade de preferências e estilos de vida.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

O PAPEL DO ENTRETENIMENTO

O entretenimento desempenha um papel significativo na formação das nossas percepções e comportamentos sem disso nos darmos conta.

Os personagens e histórias que vemos na televisão, filmes, jogos e outras formas de diversão, podem servir como modelos para o nosso próprio comportamento. Se vemos personagens agindo de certa maneira, especialmente se elas forem apresentadas como heróis ou modelos a serem admirados, podemos ser influenciados a imitar os seus comportamentos.

O entretenimento aborda, muitas vezes, questões sociais, políticas e morais, e as histórias que consumimos podem influenciar as nossas próprias opiniões sobre essas questões. Filmes, programas de televisão e outras formas de distração podem retratar certos grupos ou ideologias de maneiras positivas ou negativas, moldando, assim, as nossas visões de mundo.

O que vemos na média tende a normalizar certos comportamentos. Se alguns destes, como o uso de drogas, o consumo excessivo de álcool ou a violência, são retratados de maneira positiva ou de glamour na média, isso pode fazer com que pareçam mais aceitáveis ou normais na nossa própria existência.

O entretenimento, muitas vezes expõe-nos a diferentes culturas, perspetivas e experiências de vida, que podemos não encontrar no ambiente que nos rodeia. Isso pode ajudar a expandir os nossos horizontes e promover a compreensão e empatia em relação a pessoas de diferentes origens.

A distração tem o poder de nos transportar para outros mundos e nos fazer sentir uma ampla gama de emoções. Essas experiências emocionais podem influenciar os nossos estados de espírito e até mesmo afetar as nossas decisões e comportamentos futuros.

O entretenimento pode refletir e, ao mesmo tempo, influenciar as normas sociais e as expectativas de comportamento de uma sociedade. Por exemplo, programas de televisão populares podem definir tendências de moda ou popularizar certos estilos de vida.

O entretenimento também pode ser uma ferramenta poderosa para educar e consciencializar as pessoas sobre questões importantes, como saúde, meio ambiente, direitos humanos e muito mais. Filmes, documentários e programas de televisão podem levantar questões importantes e inspirar ações positivas. Em suma, o entretenimento desempenha um papel complexo e multifacetado em nossas vidas, influenciando não apenas nossas percepções e comportamentos, mas também nossa cultura, sociedade e visão de mundo.

domingo, 31 de março de 2024

DOMINGO DE PÁSCOA

Neste Domingo de Páscoa, celebramos não apenas a chegada da primavera, mas também a ressurreição da esperança, amor e renovação. É um momento de reflexão profunda, onde olhamos para além das limitações do presente e abraçamos a promessa de um amanhã repleto de possibilidades.

Assim como a natureza se transforma nesta época do ano, florescendo em cores vibrantes e renovando-se em todo o seu esplendor, nós também somos convidados a nos renovar interiormente. A Páscoa lembra-nos que, mesmo nos momentos mais sombrios, há sempre uma luz a brilhar, uma oportunidade para recomeçar, para nos reconciliarmos com nós mesmos e com aqueles que estão ao nosso redor.

Que neste dia possamos olhar para o nosso próprio caminho de ressurreição, para as áreas em que podemos crescer, perdoar, e espalhar a luz que existe dentro de nós. Que possamos compartilhar sorrisos, gestos de bondade e palavras de amor, nutrindo os laços que nos unem como comunidade.

Enquanto trocamos ovos de chocolate e nos reunimos em volta da mesa, que possamos também lembrar o verdadeiro significado desta celebração: a vitória da vida sobre a morte, da esperança sobre o desespero, e do amor sobre todas as adversidades.

Que este Domingo de Páscoa seja uma lembrança poderosa de que, mesmo nos momentos mais difíceis, a luz da esperança nunca se apaga. Que possamos carregar essa luz em nossos corações, iluminando os nossos dias e guiando os nossos passos em direção a um futuro de promessas.

Feliz Páscoa a todos! Que a paz e a alegria deste dia sagrado estejam presentes em cada lar e em cada coração.

sábado, 30 de março de 2024

BRISAS

Quantas brisas, suaves e delicadas,

Passaram por nós, ao longo das jornadas,

Cada uma, como um sussurro no ar,

A nos envolver, a nos acarinhar.

Uma dança etérea, um ballet sem fim,

Cada brisa, um verso, uma página assim,

Na história das nossas vidas, sutil e serena,

Cada uma, uma história, uma cena.

Quantas vezes nos afagaram o rosto,

Nos envolvendo num suave e doce gosto,

E quantas nos desafiaram, vigorosas,

Como se o mundo, em sua dança, fosse ousar.

Contar as brisas seria como contar estrelas,

Uma tarefa impossível, cheia de vielas,

Mas em cada uma delas, um momento, uma história,

Que se entrelaça em nossa memória.

Assim como as brisas que vêm e vão,

Nossas vidas seguem, em sua própria canção,

E em cada sopro do vento, um novo começo,

Uma jornada de encantos, um eterno regresso.

sexta-feira, 29 de março de 2024

A MÃE CORAGEM

"A Mãe Coragem" é uma peça teatral escrita pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht. O título original em alemão é "Mutter Courage und ihre Kinder", e foi publicada em 1939 durante o período entre guerras. A peça é uma das obras mais importantes do autor e é frequentemente encenada em teatros em todo o mundo.

"A Mãe Coragem" é uma tragédia épica que se passa durante a Guerra dos Trinta Anos, no século XVII, na Europa Central. A protagonista, Mãe Coragem, é uma vendedora ambulante que segue o exército sueco com os seus três filhos, na esperança de lucrar com a guerra. Ela representa a luta pela sobrevivência em meio à destruição e à brutalidade da guerra, mas também a natureza ambivalente do lucro obtido através do conflito.

Brecht usa “A Mãe Coragem" para questionar a moralidade da guerra e os valores sociais que perpetuam o conflito. Emprega técnicas teatrais inovadoras, como a quebra da quarta parede e o distanciamento emocional, para encorajar a reflexão crítica por parte do público.

A obra de Brecht é conhecida pela sua abordagem política e social, e  esta peça não é exceção. Ela retrata o impacto devastador da guerra na vida das pessoas comuns e faz um apelo para que sejam questionados as instituições e os sistemas que permitem a perpetuação do conflito armado.

Hoje, por ser Dia da Paixão de Cristo, lembrei-me das centenas de mães coragem, que por esse mundo fora, choram os filhos que perderam e a barbárie a que estão sujeitos, aqueles que ainda estão vivos!

quinta-feira, 28 de março de 2024

A SEMANA SANTA

A Semana Santa é uma semana importante no calendário litúrgico cristão que antecede a Páscoa. Ela começa no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa. Essa semana é celebrada em muitos países do mundo com uma série de eventos religiosos e tradições específicas que variam de acordo com as práticas e costumes locais.

A Semana Santa é uma época de reflexão, penitência e renovação espiritual para os cristãos, especialmente para os católicos e alguns grupos protestantes. Durante essa semana, são relembrados os eventos da Paixão de Cristo, incluindo sua entrada triunfal em Jerusalém (Domingo de Ramos), a Última Ceia com seus discípulos (Quinta-feira Santa), a crucificação (Sexta-feira Santa) e sua ressurreição (Domingo de Páscoa).

As celebrações da Semana Santa variam amplamente de acordo com a cultura e tradições locais. Em algumas regiões, há procissões elaboradas, encenações da Paixão de Cristo, cerimónias religiosas especiais, como a Via Sacra, e várias práticas devocionais, como o jejum e a oração.

É importante notar que, além do significado religioso, a Semana Santa também é um período de feriado em muitos países, com atividades culturais, festas e eventos locais que variam de acordo com a região.

Que cada um de nós possa viver com paz e alegria, de acordo com as suas crenças, este período num mundo cheio de guerras

quarta-feira, 27 de março de 2024

A PÁSCOA


 A Páscoa é uma das festividades mais importantes do calendário cristão, celebrada em diferentes culturas em todo o mundo. A sua importância está profundamente enraizada na tradição religiosa e nos significados simbólicos associados a ela.

Ressurreição de Jesus Cristo: Para os cristãos, a Páscoa marca a ressurreição de Jesus Cristo, que, de acordo com os Evangelhos, ocorreu três dias após sua crucificação. Esta ressurreição é vista como um evento central na teologia cristã, simbolizando a vitória sobre o pecado e a morte, e oferecendo a promessa da vida eterna.

Redenção e Renovação Espiritual: A Páscoa é um momento de reflexão, renovação espiritual e redenção. Ela representa a oportunidade para os fiéis renovarem o seu compromisso com sua fé e buscarem o perdão por meio do arrependimento.

Celebração da Esperança: A Páscoa é celebrada como uma fonte de esperança para os cristãos. Ela representa a crença na promessa de vida após a morte e a certeza de que, assim como Jesus ressuscitou, os crentes também ressuscitarão para a vida eterna.

Tradições e Rituais: A Páscoa é acompanhada por uma série de tradições e rituais, como a missa da ressurreição, a celebração da Última Ceia, a preparação e o consumo de alimentos específicos (como o pão ázimo e o cordeiro pascal), além de atividades como a caça aos ovos e a troca de presentes.

Comunhão Familiar e Comunitária: A Páscoa é frequentemente um momento de reunião familiar e comunitária. As pessoas se reúnem para participar de serviços religiosos, compartilhar refeições e fortalecer laços familiares e sociais.

Significado Cultural: Além de suas raízes religiosas, a Páscoa também tem significados culturais em muitos países. Ela é frequentemente associada à primavera (no hemisfério norte) e às tradições pagãs de renovação e fertilidade, que foram incorporadas nas celebrações cristãs ao longo dos séculos.

No geral, a Páscoa é uma celebração profundamente significativa para os cristãos, marcando a ressurreição de Jesus Cristo e transmitindo mensagens de esperança, redenção e renovação espiritual. Além disso, ela desempenha um papel importante na coesão social e cultural de muitas comunidades ao redor do mundo.

segunda-feira, 25 de março de 2024

O MITO DE EROS

O mito de Eros, o deus grego do amor e da atração, desempenha um papel significativo na compreensão da psique humana, na literatura, na arte e na cultura em geral. Destaco algumas das maneiras pelas quais ele é importante:

Exploração da natureza do amor: O mito de Eros fornece uma lente através da qual diferentes culturas e indivíduos exploram e entendem a natureza do amor. Ele aborda questões sobre o que motiva o amor, como ele se manifesta e como ele pode transformar as pessoas.

Complexidade do desejo humano: Eros representa o desejo humano em todas as suas formas, desde o desejo romântico até o erótico. Ele exemplifica como o desejo pode ser uma força poderosa que impulsiona as ações e os relacionamentos humanos.

Inspiração para a arte: O mito de Eros tem sido uma fonte de inspiração para inúmeras obras de arte ao longo da história, incluindo pinturas, esculturas, música, dança e literatura. Ele proporciona um tema rico para explorar a beleza, a paixão e as complexidades dos relacionamentos humanos.

Metáfora para o impulso criativo: Eros também é associado ao impulso criativo e à busca por significado e beleza na vida. Ele simboliza a busca pela perfeição e pela harmonia, tanto na arte quanto na vida quotidiana.

Compreensão da psique humana: Na psicologia, o conceito de Eros tem sido explorado por pensadores como Carl Jung. Ele representa uma das forças motrizes fundamentais da psique humana, juntamente com o "Thanatos", ou instinto de morte. Eros é associado à busca por conexão, relacionamentos significativos e crescimento pessoal.

Exploração do desejo versus razão: O mito de Eros também é frequentemente utilizado como uma maneira de explorar o conflito entre o desejo e a razão, especialmente em obras literárias e filosóficas. Ele levanta questões sobre como equilibrar impulsos emocionais e racionais nas nossas vidas.

Em resumo, o mito de Eros desempenha um papel importante na compreensão da natureza humana, na arte e na cultura, fornecendo um meio rico para explorar temas relacionados ao amor, desejo, criação e crescimento pessoal.

domingo, 24 de março de 2024

A DÚVIDA É BELA

"A dúvida é bela" é uma frase que reflete a ideia de que questionar, explorar e buscar entendimento são partes essenciais do processo de aprendizagem e descoberta. A dúvida pode impulsionar a busca por respostas, incentivando a curiosidade e o pensamento crítico. Em vez de ser vista como uma fraqueza, a dúvida pode ser encarada como um estímulo para o crescimento pessoal e intelectual.

A dúvida surge de várias fontes, incluindo a falta de conhecimento sobre um determinado assunto, a complexidade de uma situação ou a presença de informações conflitantes. Às vezes, a dúvida surge quando confrontamos ideias ou crenças que entram em conflito com as nossas próprias experiências ou convicções. Noutras situações, a dúvida pode surgir simplesmente da natureza humana de questionar e buscar entendimento mais profundo sobre o mundo ao nosso redor.

A maneira como a dúvida é encarada ou esclarecida varia em função do contexto cultural, educacional e pessoal do individuo. Alguns podem vê-la como algo negativo, associado à incerteza e à falta de confiança. E sentir desconforto com a ideia de não ter todas as respostas imediatamente disponíveis.

No entanto, muitos filósofos, cientistas e pensadores ao longo da história têm valorizado a dúvida como uma ferramenta essencial para o progresso humano. Para eles, a dúvida não é apenas uma hesitação passageira, mas sim, uma atitude ativa de questionamento e investigação. Eles veem a dúvida como uma força motriz por trás da descoberta, da inovação e do avanço do conhecimento.

A maneira como a dúvida é encarada pode ser influenciada pela disposição da pessoa em enfrentar a incerteza e pelo seu desejo de buscar respostas. Ela pode ser vista como uma oportunidade para explorar novas ideias, testar hipóteses e expandir os limites do que sabemos. Quando encarada dessa forma, a dúvida  leva a um maior entendimento e crescimento pessoal. 

sábado, 23 de março de 2024

O ERRO CRASSO


 Um meu comentador pediu-me que escrevesse sobre aquilo que muitos de nós apelidam de “erro crasso”. Eu prometi que escreveria. Dou, agora, forma ao meu compromisso.

Em 59 A.C, o poder em Roma foi dividido entre três figuras: Júlio César, Pompeu Magnus e Marco Licinius Crasso. Enquanto os dois primeiros eram notáveis generais, que ampliaram os domínios romanos, Crasso era mais conhecido pela sua riqueza, do que por seu talento militar.

César conquistou a Gália (França), Pompeu dominou a Hispânia (Península Ibérica) e Jerusalém, por exemplo. Crasso tinha uma ideia fixa: conquistar os Partos, um povo persa cujo império ocupava, na época, boa parte do Oriente Médio - Irão, Iraque, Arménia e outros.

À frente das suas sete legiões, ou 50 mil soldados, confiou demais na superioridade numérica das suas tropas. Abandonou as táticas militares romanas e tentou simplesmente atacar.  Na ânsia de chegar logo ao inimigo, cortou caminho por um vale estreito, de pouca visibilidade. As saídas do vale, então, foram ocupadas pelos partos e o exército romano foi dizimado - quase todos os 50 mil morreram, incluindo o próprio Crasso.

A partir daqui o termo "erro crasso" passou a ser utilizado para descrever um equívoco substancial ou notável, facilmente identificável. Ele é tão evidente e significativo que não passa despercebido. Quando alguém comete um erro crasso, isso geralmente indica uma falta de atenção, conhecimento ou julgamento, adequado à situação em causa.

Como eles podem ocorrer em várias áreas da vida, com consequências catastróficas, é importante reconhecer e corrigir este tipo de erros. Às vezes, são tão óbvios, que podem ser constrangedores para a pessoa que os cometeu.

Evitar erros crassos requer não só atenção, cuidado e conhecimento adequado da situação em causa, mas também a consideração cuidadosa das possíveis consequências de tais ações.

sexta-feira, 22 de março de 2024

A BRISA

Numa tarde ensolarada, encontrava-me eu à beira-mar, observando as ondas suaves que banhavam a costa. Uma brisa fresca soprava do oceano, arrastando consigo um aroma salgado e revigorante. Fechei os olhos e deixei que a brisa acariciasse a minha pele, trazendo-me uma sensação de calma e renovação.

Enquanto isso, no horizonte distante, uma neblina começava, lentamente, a tomar forma. Observei-a, fascinada enquanto a névoa suave avançava sobre as águas, envolvendo tudo ao seu redor numa espécie de abraço etéreo. Eu sentia que a combinação da brisa suave e da neblina, criava uma atmosfera mágica e serena, como se o próprio tempo estivesse suspenso.

Neste ambiente, refleti sobre o efeito que estes elementos naturais tinham sobre mim e sobre os outros. A brisa, com sua suavidade e constância, trazia um sentimento de frescura e leveza, dissipando preocupações e tensionando os músculos. Era como se cada sopro de ar, fosse uma lembrança subtil de que a vida continuava em movimento, e que havia, sempre, espaço para respirar fundo e nos renovarmos.

Por outro lado, a neblina exercia um efeito diferente sobre os sentidos. Os seus véus translúcidos criavam uma sensação de mistério e contemplação, ocultando o que estava além do alcance visual e convidando à introspeção. Era como se a névoa trouxesse à tona as camadas mais profundas da mente, desafiando-a a explorar os cantos mais sombrios e os sonhos mais secretos.

Juntas, a brisa e a neblina, formavam uma sinfonia da natureza, tocando os corações e as mentes daqueles que as experimentavam. Lembravam-me a delicadeza e a grandiosidade do mundo ao nosso redor, que nos convidava a desacelerar, a contemplar e a apreciar cada momento presente.

À medida que o sol se punha no horizonte, a brisa e a neblina permaneciam, dançando em harmonia sob o céu crepuscular. E eu, com os olhos cheios de admiração, senti-me grata por testemunhar, mais uma vez, a beleza e a magia desses elementos naturais e o efeito transformador que eles tinham sobre a minha vida.

quinta-feira, 21 de março de 2024

HERMAN JOSÉ

Julgo que sempre conheci o Herman, tantos são os anos decorridos sobre a entrevista que a Madalena Fragoso, então diretora da Máxima, me encarregou de lhe fazer. Eu ia um pouco nervosa porque, se por um lado, dava os primeiros passos no jornalismo, por outro, ele era uma estrela nacional.

Combinámos que eu aparecesse na casa dele – aliás, perto da minha -, pelas 21h. Lá fui eu, de gravador, apetrechada com um guião de perguntas muito bem preparado. Cheguei à hora, mas o jantar dele e de um comum amigo – sorte minha - ainda não tinha sequer começado.

Foi uma entrevista verdadeiramente épica, porque nenhuma das questões que levava preparada foi feita. O Herman sabe fazer de uma entrevista um espetáculo, e eu saí de casa dele sem saber bem o que ia escrever, tal a variedade dos temas de que falamos e das inevitáveis gargalhadas, que ambos demos.

Foi assim que o conheci. Ficou para toda a vida. Ele é, para mim, o verdadeiro criador do humorismo português e em 1980 ninguém o superava, porque a sua genuinidade só é comparável à sua genialidade.

Uma altura houve em que o país o tratou com injustiça. Nem isso levou o humorista a sair ou a parar. Ao invés, deu-lhe novo alento para se refazer, voltar à estrada e recomeçar, porque quem não deve não teme.

Mais, as pessoas que ele imita, apanhando os nossos pontos fortes ou fracos - eu sou uma delas - não se sentem, nunca, menorizadas. Pelo contrário, percebem muito bem como ele as conhece e riem-se com ele.

Finalmente, houve quem se lembrasse que a influência de Herman José vai além de Portugal, pois ele não só é bem visto em países de língua portuguesa, como entre  as nossas comunidades em todo o mundo.

Talvez porque todos temos memória, Herman José recebeu, esta semana, do governo a Medalha de Mérito Cultural  e no dia do seu aniversário recebeu das mãos de Marcelo Rebelo de Sousa, a Ordem do Infante D. Henrique, numa celebração dos seus dos seus 50 anos de carreira. Parabéns Herman!

OS PODCAST

O Podcast vem desde há já bastante tempo sendo usado como forma de comunicação, substituindo as estações de rádio que antes ouvíamos sobretudo enquanto usávamos carro como meio de deslocação.

Acordei bastante cedo para esta nova situação e por isso quando o meio desenvolveu eu já estava razoavelmente preparada. Lembro-me de na altura ter recebido dois honrosos convites para os fazer em nome próprio, que não aceitei, apesar da honra que me deram esses convites vindos de quem vinham.

O tempo foi passando e agora sou eu que vou aos podcasts dos outros. E foi assim que comecei a dar-lhes a importância que merecem de acordo com os meus critérios. E também foi assim que aceitei ir ao que o Luis Osório faz para o Centro Cultural de Belém e que é excelente

Tenho um imenso apreço pela pessoa e pelo excelente profissional que ele é. Disse-lhe logo que sim em total confiança. E creio que valeu a pena, porque o Luis sabe muito bem como tirar o “melhor” dos seus convidados. Foi uma ótima conversa sobre assuntos variados sérios e divertidos. E eu confirmei o excelente profissional em ação.

Obrigada Luis pelo convite e pela oportunidade que me deu, de o conhecer melhor!

quarta-feira, 20 de março de 2024

O MEDO

medo é um estado emocional que surge em resposta à consciência perante uma situação de eventual perigo. A ideia de que algo ou alguma coisa possa ameaçar a segurança ou a vida de alguém faz com que o cérebro ative, involuntariamente, uma série de compostos químicos que provocam reações que caracterizam o medo1. Essas reações podem incluir aumento do batimento cardíaco, aceleração da respiração e contração muscular. O medo é uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das espécies, principalmente para o ser humano.

Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga. Normalmente, para surgir o medo, é necessário a presença de um estímulo que provoque ansiedade e insegurança no indivíduo. Porém, em determinadas situações, o medo pode se desencadear apenas a partir da ideia em relação a algo que seja desagradável.

Nos seres humanos, o medo também pode ser provocado por razões sem fundamento ou lógica racional, quando estão baseados em crenças populares ou lendas. O medo de fantasmas é um exemplo. Existem diferentes tipos e níveis de medo, que podem ir desde uma ligeira ansiedade ou desconforto até o pavor total. As respostas do organismo também se apresentam de diferentes modos de acordo com a intensidade do medo. Quando o medo passa a ser patológico, ou seja, quando afeta profundamente um indivíduo no âmbito físico, psicológico e social, os psicólogos podem diagnosticar a pessoa como portadora de uma fobia.

terça-feira, 19 de março de 2024

QUANDO OS PAIS SE TORNAM FILHOS

Quando os pais passam a ser filhos, ocorre uma inversão de papéis que pode trazer desafios emocionais e práticos para a família. Esse fenómeno é conhecido como parentalização. Vamos explorar um pouco este tema que começa a ser preocupante, face aos novos valores familiares e à agitação da vida atual.

Ela ocorre quando os filhos assumem responsabilidades e papéis normalmente reservados aos pais. É um processo normal quando temporário, pois permite que a criança desenvolva habilidades e compreenda os papéis parentais. No entanto, quando se torna contínuo, pode gerar sofrimento para os filhos e distorcer o equilíbrio familiar.

 

Causas possíveis

Carência emocional dos pais: Quando os pais são emocionalmente carentes, podem buscar apoio e consolo nos filhos.

Divórcio: Filhos de pais divorciados assumem, frequentemente, mais tarefas e decisões do que os outros.

Ausência de um dos cônjuges: Se um dos pais é ausente ou falece, o filho mais velho pode tender a ocupar o seu lugar.

Impactos:

Os filhos podem sentir-se responsáveis demais e negligenciar as suas próprias necessidades

Os pais podem evitar enfrentar os seus próprios problemas, mantendo-se numa posição infantilizada.

Como lidar:

Reconhecer a inversão de papéis é o primeiro passo.

Conversar abertamente sobre as expectativas e limites.

Tentar a terapia familiar para ajudar a lidar com os desafios emocionais.

Em resumo, a inversão de papéis entre pais e filhos requer sensibilidade, compreensão e busca por soluções saudáveis para o bem-estar de todos.

segunda-feira, 18 de março de 2024

NUNO JÚDICE

Podíamos saber um pouco mais

da vida. Talvez não precisássemos de viver

tanto, quando só o que é preciso é saber

que temos de viver.

Podíamos saber um pouco mais

do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar

de amar ao saber exatamente o que é o amor, ou

amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada

sabemos do amor.

JUBILO

Que seus dias sejam de jubilo — uma palavra que dança na língua, uma melodia de alegria e exuberância. Ela sussurra celebrações, corações leves e momentos em que o mundo parece um prado beijado pelo sol.

Nessa sílaba fugaz, jubilo, encontro ecos de risadas, o calor de abraços compartilhados e a promessa de amanhãs mais brilhantes. É uma palavra que nos convida a girar na chuva, a saborear a doçura dos prazeres mais simples da vida.

Então, ergamos nossas taças imaginárias, cheias do espírito efervescente do jubilo, e brindemos à magia que reside na linguagem — como ela tece emoções em sílabas, pinta memórias com vogais e dança em nossas almas como um raio de lua na água.

Que os nossos dias sejam repletos de risos jubilosos, e que cada um de nós saiba encontrar deleite no ordinário e maravilha no extraordinário

Jubilosos são aqueles dias que transbordam de júbilo, alegria e entusiasmo. São momentos em que o coração se enche de contentamento e a vida parece mais leve. Pode ser um dia de conquista, uma celebração especial, ou simplesmente um momento em que nos sentimos plenos e felizes.

Em cada país, há diversas datas comemorativas consideradas jubilosas, desde por exemplo, o Dia de Reis (6 de janeiro) ocasião festiva que marca o encerramento das celebrações natalícias, ou o  Dia Mundial da Paz (1º de janeiro), um momento de reflexão e esperança para um mundo melhor.

Além destes há aqueles que cada um de nós viveu e mantém num lugar muito especial do coração e que apenas nós continuamos a relembrar com saudade!