segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Marcelo e as influencers...


Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, no Palácio de Belém, em Lisboa, várias dezenas de influencers portugueses. Com efeito, o Presidente mandou chamar a Belém quatro dezenas de pessoas que marcam a diferença pela sua presença nas redes sociais, num encontro que ficou de fora da agenda oficial. O programa, claro, incluiu, como seria de esperar, muitas selfies.
Estas cerca de 40 personalidades, na sua maioria associadas à moda e beleza, mas também às artes de representação, ao humor ou ao activismo social — que, nas redes sociais, somam fãs e uma posição de relevo —, compareceram em Belém, para uma conversa com o Presidente da República sobre a importância dos influencers no mundo do digital.
O convite seguiu para nomes como as Youtubers Sea3po e Mafalda Sampaio (Maria Vaidosa), a blogger Maria Guedes ou a apresentadora Raquel Strada. 
Aliás, esta última, partilhou logo no seu perfil de Instagram, que quando o Presidente da República te convida para ires ao palácio debater ideias, metes o fatinho e vais”. “No fim [do encontro com Marcelo Rebelo de Sousa] tiras uma foto, que eu e as selfies não nos damos bem”, escreveu a apresentadora que conta com 384 mil seguidores. E rematou “agora, a sério, estou muito feliz com o resultado deste encontro e tenho a certeza que estamos todos confiantes que vão sair daqui coisas espetaculares”.

                          excertos retirados das redes sociais

Confesso que, no inicio, fiquei um pouco baralhada com a avalanche de noticias e quantidade de fotos de Marcelo com as influenciadoras de moda e beleza, que vêem deste modo, consagrada uma nova profissão. E, pelo interesse presidencial, de vital importância para o país.
Só tenho pena que o Presidente não tivesse convidado quarenta dos nossos grandes cientistas e nos desse a conhecer o seu trabalho. Mas nos dias de hoje só posso exclamar " é a vida". A que temos, claro!

HSC

domingo, 20 de outubro de 2019

Ensinamentos!

"Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer as suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse: 
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu: 
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente.

- Você está certo - respondeu a senhora. 
A nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava-as de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso. E os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, muitas outras vezes, sempre esterilizadas.
Realmente, não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. 
Até as fraldas de bebês eram lavadas com sabão, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas secadoras elétricas. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. 
Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela de 14 polegadas, não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado, não sei como.
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia batedeiras elétricas, que fazem tudo por nós. Quando enviávamos algo frágil pelo correio, usávamos jornal velho como proteção, e não plástico bolha ou pellets de plástico, que duram cinco séculos para começar a se degradar.
Naqueles tempos não se usava motor a gasolina para cortar a relva, utilizávamos um cortador que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não era preciso ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos água diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Na verdade, não tivemos uma onda verde naquela época. Naquele tempo, as pessoas tomavam o electrico ou autocarro coletivos e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar os pais como serviço de táxi 24 horas. 
Então, não surpreende que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época!"

Aqui fica, numa espécie de metáfora, uma aula gratuita, dedicada aos jovens que tem tudo nas mãos e só sabem criticar os mais velhos, ministrada por uma idosa considerada ultrapassada!.

HSC

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O enorme valor dos amigos!

Depois da passagem pela TVI fiquei mesmo cansada, pese embora todos me tivessem tratado como uma princesa. Tudo o que pedi foi satisfeito e senti que todos compreenderam que eu só aceitara fazer aquelas cinco semanas, por amizade com a Felipa Garnel. 
Há muito que me vêm convidando para voltar à televisão e há muito que venho recusando, por saber muito bem qual é o formato em que eu mais renderia e o que me têm pedido não corresponder às minhas expectativas. Para ser inteiramente verdadeira um deles, bem recente, estaria lá muito próximo, mas como em tudo na vida, houve um senão, que foi a negociação das condições financeiras. E, aí, não chegámos a acordo.
É que eu prefiro não trabalhar, a faze-lo por um preço que não corresponda àquilo que eu entendo ser o meu valor. É um critério que sigo há muitos anos, talvez porque me posso, ainda, dar a esse luxo.
Este longuíssimo intróito vai explicar o que vem a seguir.
Vivo num prédio onde somos quatro condóminos. Difícil seria, não ter com qualquer deles relações de grande correção. De facto, assim é. À excepção de um, que está sempre alugado pelo proprietária, em termos de grande rotatividade e do qual não conhecemos nem inquilinos, nem dona.
Porém, desde que ali vivo, já lá vão perto de 30 anos, um dos andares trouxe-me sempre gente, que se havia de transformar, com o tempo, no que chamo de grandes amigos. Os últimos, chegados há 3 anos - a Rita decoradora e o António advogado -, foram mesmo o que chamo de algo especial e que se assemelha muito com a que tive com os primeiros proprietários, que continuam, para mim, a ser elementos de uma família escolhida.
Pois bem, quer a Rita quer o António, quando me vêem mais cansada, levam-me com eles para o Alvito onde têm duas casas maravilhosas, que gostam de ter sempre cheia de amigos, parte dos quais hoje já são, também, meus. A sua qualidade humana é tão rara que decidiram fazer de um palheiro um quarto, para que eu ficasse na sua habitação e não na das vistas.
Fui estrea-lo este fim de semana. É uma suite encantadora toda forrada a madeira, onde não falta nada de que possamos carecer. Para além disso e dos repastos em casa, saltitamos também a comer em sítios que só eles conhecem.
Este fim de semana teve, porém, um happenning. É que o António levou-me a passear, montada numa moto quatro,  perante a rizada de todos os amigos presentes. E eu, com esta idade, adorei... Foi um fim de semana de luxo, que só a muita amizade deste casal me poderia proporcionar.
Acresce que a casa, linda, e os seus donos, sempre que lá estão, atraiem montes de amigos, que ali se sentem bem tratados e em total à vontade. E eu que já tenho pouca familia, quando estou com eles, volto ao tempo da minha infância rodeada de primos e primas.
Bem hajam, Ritinha e António, pela  já muito rara amizade que ambos me dispensam!

HSC

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Aquilo de que gosto!


Daqui a uma semana, ou seja no próximo dia 23, estará nas livrarias o meu novo livro, de que vos mostro a capa, acima.
Os livros são sempre uma parte de nós. Talvez por isso, quando saem das nossas mãos , o sentimento que temos é semelhante ao de ver um filho levantar asas e largar os progenitores, para seguir o seu caminho. A partir daí, ele é mais vosso do que do seu autor. Cada leitor irá lê-lo de forma diferente. O livro irá transformar-s e já não será, mais, apenas aquilo que o autor escreveu. Será, também, aquilo que o leitor nele percepcionou, dando-lhe uma alma nova.
O que eu desejo, quando escrevo, é exactamente isso. E a cada novo título, o que eu espero, é que ele seja mais uma obra escrita, afinal, a várias mãos. As minhas e as vossas!

HSC

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Pronto, já está!

A experiencia televisiva acabou! Durante cinco semanas, no meio de discursos politicos e campeonatos de futebol, um quarteto ao qual pertenci, pretendeu desanuviar o espírito de quem só nos falava das desgraças eminentes ou das complexas estratégias futebolísticas.
Embora seja muito cansativo fazer um programa de televisão diário, sobretudo aquela hora e porque apenas tivemos uma semana e um "piloto" para nos prepararmos, julgo que cumprimos aquilo que prometemos e no fim já só acontecia o inesperado e era nele que funcionávamos melhor.
Sei que me diverti, me irritei, e ri. Tudo ao mesmo tempo. Fiz este sacrifício - estava muito longe de pensar aceitar voltar à televisão - porque sou muito amiga da Felipa Garnel que já fez, por minha causa, alguns "sacrificios". Não me arrependo. Ganhei amigas e amigos que conhecia mal e confirmei as qualidades humanas da Silvia Rizzo, que todos devíamos conhecer melhor.
Como se costuma dizer aqui em casa, face às dificuldades, "pronto, já está. Até à próxima..."

HSC

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Partiu Manuela Silva


Conheci Manuela Silva depois de me ter tornado amiga de Lurdes Pintassilgo e ao mesmo tempo de Adérito Sedas Nunes e João Salgueiro. Todas estas pessoas deixaram em mim uma marca que, ao longo da vida, jamais se desvaneceu. De cada uma e de cada um recebi ensinamentos. 
Acabo de ter conhecimento da morte da Manuela, tendo já perdido o Adérito e a Lurdes. Aos poucos, devagarinho, vão-se esvanecendo bocados de mim.
A Manuela, com aquele seu olhar límpido que todos lhe conhecíamos, era muito mais que a Presidente do Movimento Internacional dos Intelectuais Católicos, ou da Comissão Justiça e Paz ou da Fundação Betânia. 
Ela foi a pioneira do desenvolvimento comunitário em Portugal e era alguém profundamente preocupada com as desigualdades ou com a injustiça social.
Guardo e guardarei sempre dela a imagem da colega, da amiga e da profissional que nunca se dobrou perante aquilo em que não acreditava. 
E, quem sabe, talvez por isso, fosse menos ouvida, conhecida e admirada do que devia. Em Portugal as ideologias ainda separam muito as pessoas...

HSC