segunda-feira, 16 de julho de 2018

Um mês especial

Terminamos um mês marcado pelo acidente dos jovens futebolistas encerrados numa gruta da Tailandia, com a paranóia de quem iria ganhar o Mundial de 2018, com um debate da Nação que mais parecia o "olhem como nós somos competentes e os anteriores uns asnos" e, finalmente, para dar alguma pimenta à historia o fica ou sai de Lula da Silva, coroado pela transferência do nosso Cristiano Ronaldo para o Juventus de Turim e mais uma "estórias" das gaffes do Sr Trump ou a visita quase misteriosa do Sr Obama...
Convenhamos que qualquer destes acontecimentos deu pano para mangas nas televisões e orgãos de comunicação social. 
Assim, as notícias da terrinha ficaram-se pelos festivais - mais do que as mães - e a entourage que os rodeou, uns tantos crimesitos já banais de violência domésticas, coisa pouca, uns maridos que matam mulheres, uns filhos que matam os pais e umas rusgas feitas ao futebol e autarquias cujo resultado demorará tanto tempo como o roubo das armas de Tancos, cujas ultimas peripécias envergonhariam qualquer país decente.
Escrever sobre estes pontos seria um mera perda de tempo. Eles só interessam a quem vende jornais ou aos que dependem das audiências. Não é, felizmente, o meu caso, que nem publicidade consenti ter neste blogue.
Esperemos, enfim, por melhores dias, embora a silly season seja tudo menos a mais adequada a algo de interesse que se possa escrever.

HSC

terça-feira, 3 de julho de 2018

Viver feliz para sempre!


“...Num mundo em que as ideologias - de esquerda e de direita - estão a soçobrar, os eleitores também se tornaram "migrantes". Tal como eles, flutuam entre quem a cada instante lhes oferece as soluções que lhes parecem mais adequadas aos problemas do momento, ou que estão mais conforme o que exigem as suas preocupações. É asfixiante o espaço reservado para a discussão dos problemas estruturais e à política distante do ruído dos holofotes mediáticos que, como é natural, estão mais interessados em ganhar audiências do que em resolver os problemas do mundo...”
 
Álvaro Nascimento in Negócios

É um facto que o debate politico no nosso país está reduzido à chamada propaganda eleitoral. As televisões encharcam-nos de pseudo discussões que, em lugar de nos esclarecerem, visam apenas definir quem é o vencedor das mesmas.
Sendo assim, os melhores não perdem tempo com querelas partidárias e, quando chegam ao topo das carreiras, sabem que para se manterem é conveniente/vantajoso ir distribuindo as suas benesses por todos os partidos do chamado arco do poder e deste modo... viverem felizes para sempre!

HSC

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Madonna nossa!



A notícia divulgada no último sábado, sobre uma cedência a Madonna de uns terrenos da CML para que esta pudesse estacionar a sua frota de 15 carros é algo que, no mínimo, se reveste de alguma bizarria.
Com efeito, Fernando Medina gere e administra dinheiros que são dos contribuintes. Logo, impõe-se que a “coisa pública” seja tratada de acordo com regras de transparência e clareza.
É claro que todos sabemos existirem benefícios quando grandes estrelas internacionais se instalam no nosso país, já que divulgam e promovem lá fora a “marca” Portugal e, no caso, a “marca” Lisboa. 
Mas, ou a “estória” está mal contada, ou as decisões tomadas são tudo menos transparentes. De facto, a Câmara começou por não divulgar o valor do contrato. Depois, lá revelou que o valor cobrado seriam 720 euros mensais e,  por fim, soube-se que este valor não só não está ainda a ser cobrado, como só o será no fim do período de utilização.
Os mecanismos de excepção sempre existiram. Mas, por norma, as balizas são previamente definidas. Como seria de esperar, a oposição camarária trouxe o tema para a praça publica.
O que significa que Medina não só vai ter de esclarecer este assunto rapidamente, como os seus esclarecimentos têm de ser muito claros e...transparentes. É que ser autarca e político com ambições, tem os seus custos!

HSC

domingo, 1 de julho de 2018

O caminho é para a frente

Lá estive pendente do aparelho, a ver a nossa seleção. Malfadada relva aquela em que os jogadores escorregavam como se estivessem numa pista de gelo. Julgo que não jogámos mal, mas a equipe adversária não largava os nossos pés. Parece que havia sempre um uruguaio á frente de cada um dos nossos jogadores.
É o futebol, é a vida. Ganhámos quando jogámos pouco e perdemos quando fizemos bom serviço. Mas fiquei com pena, gostava que pudéssemos chegar às finais. Não foi possível. Não vale a pena chorar sobre leite derramado. Para a frente é que é o caminho!

HSC

sábado, 30 de junho de 2018

Uma experiência desagradável

Com a idade que tenho, não estou habituada a estar doente. Mas chega um dia em que, inesperadamente, os "azares" que habitualmente se resolviam numa semana, ficam e se transformam em estados complicados. Estou, desde o dia 5 de Junho, com uma situação totalmente nova, ou seja, em casa doente. E o que começou por ser uma inflamação respiratória transformou-se num pesadelo.
Às vezes precisamos deste tipo de abanões para tomarmos consciência da idade, da finitude da vida e da vulnerabilidade do ser humano. E, às vezes, também se juntam, sabe-se lá porquê, um conjunto de circunstâncias que nada mais faz do que agravar as nossas falências.
Acredito que, mais devagar, a outro ritmo, as coisas hão-de voltar ao normal. Felizmente e de novo, pude confirmar o amor do meu filho e a inesgotável amizade de certos amigos. Sou uma felizarda!

HSC

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Tolentino de Mendonça


Todos os que lêem este blog com alguma regularidade, sabem quanto estimo e quanto devo ao Padre Tolentino de Mendonça. Desde a morte do meu filho mais velho, ele foi o suporte da força de que eu carecia para continuar a tratar dos vivos que ainda necessitavam de mim. Posso afirmar que cada degrau que subi neste seis últimos anos teve a sua marca.
A recente indigitação do seu nome para arcebispo e bibliotecário da mais rica biblioteca do mundo, encheu-me de uma profunda e sentida alegria. Mas, egoísta que também sou, senti um aperto de coração ao pensar que deixava, para sempre, de o ter ali "ao alcance da vista". O ser humano é capaz destas ambivalências e eu não sou "super" em nenhum aspecto.
Irei, assim - como, aliás, muita gente que conheço e que o estimava tanto com eu -, iniciar uma nova caminhada na fé e na vida, um pouco mais solitária, porque não vai ser fácil substitui-lo na orientação espiritual que me dava. Já aqui disse que não o via muito neste seu mister. Posso dizer que o procurava cerca de duas vezes no ano. Mas cada uma delas enchia-me o coração até à visita seguinte.
Não perco um amigo, porque hei-de ir a Roma vê-lo se Deus me der vida e saúde. Mas perco a "proximidade" que tanto me fortaleceu estes anos. 
Parabéns Arcebispo Tolentino. Bem haja por tudo quanto partilhou connosco!

HSC

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Por mais que se queira...


Por mais que alguém se queira desligar do futebol, não é possível enquanto durar este mundial. Ontem creio que todo o país terá parado - felizmente para a economia nacional foi no horário do almoço... - para assistir ao jogo com Marrocos. O primeiro e único golo nacional, de Ronaldo, aos primeiros minutos ditaria a nossa sorte. Porque foi, de facto, sorte. A seleção portuguesa - como com Espanha - foi bastante medíocre, os assobios foram mais que muitos e alguns bem merecidos. Estiveram desorganizados, sem posse de bola frente aos marroquinos, que se mexeram bem mas, chance nossa, não sabem marcar. Porque senão poderíamos ter sido bem despachados... 
Julgo que Fernando Santos demorou a fazer substituições e quando as fez deixou Quaresma no banco. Mas alguém, além de Ronaldo, nos deu a vitória. Foi Patrício que, na baliza, mais parecia um lince. Para mim, esse, foi o grande porteiro da noite. Revi todas as defesas que fez e fiquei orgulhosa com o espectáculo. 
Grande Patricio!

HSC