domingo, 1 de agosto de 2021

A força da vontade

Já aqui contei que, no período da pandemia, sofri três intervenções cirúrgicas. Duas ao coração e uma á mão direita que, de tanto escrever, resolveu rebelar-se e deixar o canal cárpico em estilhaços. Só quem já passou por este problema pode avaliar as dores terríveis que provoca.

Esta situação, ligada ao risco Covid19, levou a que tudo o que antes me mantinha em ordem, fosse à vida e eu tivesse engordado cerca de 10Kg. O Natal fora o ponto de partida, com as malvadas doçarias de toda a espécie, que comi, e o resto era a compensação para tudo o que eu gostava e, não podia fazer.

Até que há três meses olhei para mim e não me reconheci. Não sou uma pessoa para pactuar com aquilo de que não gosto e, aquela visão, deu-me a noção de como, sem dar por isso, eu deixara de gostar de mim. Foi nesse preciso momento, há três meses, que decidi que "tinha mesmo" de voltar ao meu peso antigo. De voltar a ser eu.

Não se tratava , com esta idade, de um concurso de beleza. Mas, sempre fui uma pessoa que gostava de se arranjar, e as obrigações sociais da minha vida profissional, também muito contribuíram para isso. Cada idade tem a sua beleza, o seu interesse, o seu encanto e eu não estava disposta a abdicar do que tivesse. Penso que a minha cabeça valeu sempre mais do que a minha beleza, mas isso não era determinante de eu abandonar qualquer delas.

 Foi, confesso uma luta draconiana, mas hoje celebro o resultado dessa força de vontade com que Deus me dotou, oferecendo-Lhe os 10Kg que perdi. Voltei a ser a Helena que era e aprendi que, se quiser continuar a sê-lo, não poderei mais fazer, o que durante o ultimo ano fiz. E aprendi também a ser feliz com esta pequena limitação. Se um dia faço asneira, no outro compenso, com a frugalidade necessária.

É, de facto, verdade que querer é poder. Mas para querer, a força de vontade é a arma indispensável!

HSC

sábado, 31 de julho de 2021

Pedro Tamen


Morreu, ontem, alguém que, para além de amigo, é um dos grandes nomes da poesia nacional. O Pedro Tamen fez parte de um ciclo muito importante na minha vida e é a ele que devo o meu gosto pela poesia. Foi ele que me ensinou como se lê, se ouve, se compreende, enfim, se ama tal estilo de escrita.

Pertencemos todos ao chamado "grupo de católicos progressistas", que hoje está já muito dizimado. Restam poucos dessa época e, alguns desses poucos que ainda existem, não se encontram nas melhores condições físicas. 

Quando liguei a televisão e recebi a noticia, tive a sensação de ter levado um murro no estomago. Era mais um amigo com quem partilhei muito caminho da minha vida, que partia sem avisar. Que as portas do céu se abram para o receber e os amigos que lá temos, se juntem para o abraçar!

HSC 

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Por outro lado

Há muitos anos que não lia tanto como neste último da pandemia. E o que é curioso é que li, sobretudo poesia - muito boa - e, surpreendam-se, livros de economia, de história e de sociologia. O resultado foi tão compensador que, este fim de semana, perguntei a mim própria, como foi possível terem-me passado ao lado, alguns livros recentes, essenciais a quem nunca deixou de estudar questões económicas, pois economista é o que considero que sou por gosto e formação. É maravilhoso e, simultaneamente, surpreendente, verificar a evolução que se tem vindo a dar nestas áreas.

Menos feliz tenho sido nos concertos e nos ballets, espetáculos que antes não perdia e que, neste período, têm sido mais negligenciados. Já o cinema, uma das minhas grandes paixões, perdi-o quase completamente, nas salas que lhe são dedicadas e onde gosto de os ver. Compensei com as várias plataformas existentes, mas o facto é que vê-los na penumbra do meu quarto ou da sala não dá o mesmo prazer.

Levada,  quase à força pelo meu filho mais novo, assisti a um bom filme numa hora indigesta. Antes, clamava porque ele só queria ir às sessões da meia noite e eu detestava vir para casa sem parar num lugar calmo para beber e comer algo, antes de me deitar. Agora, ando tão habituada a estar em casa que virei doméstica quer a trabalhar ou a ler e, faço votos para que que ninguém me perturbe...

Enfim, o sol deixa-me como os lagartos. Detesto apanhá-lo, mas não posso andar o verão todo a fugir dele. Assim, este fim de semana silencioso, permitiu-me ler, ouvir música, pensar e ficar em casa, dando graças a Deus por filhos e netos, serem gente adulta com vida própria.

Foram todas estas circunstâncias que permitiram, afinal, que eu fizesse o balanço da minha valorização pessoal em período de pandemia. E conclui, como sempre, que em quase tudo que de mau acontece, há sempre um lado bom escondido, de que nem sempre nos apercebemos!

HSC

domingo, 18 de julho de 2021

Obrigada doce Nívea!

Neste quadradinho em que vos vou dando conta das observações desta "mente privilegiada" - gaba-te cesto -, fui-vos dando conta das efemérides pelas quais passei em 2020, embora elas já tivessem começado a dar  sinal nos finais do ano anterior. E, no meio desta espécie de diário público, havia-vos confessado que era fã dos produtos Nívea. 

Foi com a sua diversidade que ao longo de muitos anos, fui mantendo em bom estado, aquilo que fisicamente Deus me deu. E contei-vos da minha surpresa, quando da primeira cirurgia, o médico me recomendou usar creme Nivea para acelerar a cicatrização. Seguiram-se outras duas operações mas o conselho manteve-se, embora os médicos fossem diferentes.

Pois bem, verifico que a marca trata muito bem os seus clientes fieis. Com efeito, nos três meses que se seguiram à última intervenção, feita em Abril, a Nívea cuidou que nada me faltasse dos produtos que eu eventualmente necessitaria. Foi perfeito e eu não quero deixar de agradecer à Paula Pimentel, diretora geral da Beiersdorf Portugal e à sua equipa, o carinho com que me trataram. 

Bem hajam pelo exemplo que deram, que só veio, afinal, reforçar a preferência que tenho mantido!

HSC

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Porque será?

Quem entre neste país sabe que há um dualismo intransponível constituído pela política e pelo futebol. Nesta matéria não interessa a cor do clube ou a cor das ideologia. Todos estão ligados pelo pior laço da corrupção sem rosto.

Os clubes de futebol são enormes empresas, pouco fiscalizadas, e com  que a fiscalização de contas nos partidos políticos, sabe-se que  não é melhor .

Assim, cada vez que rebenta um escândalo no futebol, vêm logo, de roldana, uma série de nomes ligados à politica e vice versa. Se é na politica que o escândalo rebenta, surgem logo nomes ligados ao desporto envolvidos nos processos.

Não seria possível que políticos e dirigentes futebolísticos assumissem a sua situação de cidadãos comuns quando se inscrevem num clube ou num partido sem misturarem as opções livremente feitas?

É que já é cansativo para a maioria dos portugueses ouvir o diz e o desdiz no campo da governação. Começa a ser insuportável ouvir, simultaneamente, as historias rocambolescas dos clubes desportivos. 

A cada ano corresponde sua cor. O ano passado foi o verde. Este ano estamos virados para o encarnado. Por favor, poupem-nos!

HSC 

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Eu e o OBSERVADOR

Tenho uma assinatura premium do jornal online OBSERVADOR. Quando essa assinatura foi feita eu tinha uma conta net cabo, que ia dando cabo da minha cabeça, desde que deixou de ser da ZON.

Hoje entrei em contacto com as assinaturas do referido jornal, para alterar o meu mail, dado que estava a ter dificuldades em aceder aos artigos que os assinantes premium tinham. A senhora, muito atenciosa, que me atendeu disse-me que conseguia fazer a alteração do mail, mas que a renovação deixava de ser automática e no dia 29 de Julho eu teria que fazer uma nova assinatura.

A coitada teve de me ouvir. Então, eu tenho a atenção de avisar a empresa de que o meu mail fora alterado - não por minha vontade, mas porque a net cabo foi vendida e não funciona - e o OBSERVADOR, por esse facto, não mantém a renovação automática e obriga-me a fazer uma nova assinatura a partir de 27/7?

Não consegui entender a lógica do raciocínio e disse-o à minha interlocutora. Mais, considerava a imposição da nova assinatura um tratamento pouco elegante - não encontro outra palavra - para quem tinha tido o cuidado de informar, em tempo oportuno, uma alteração desta natureza.

Fiquei irritada e, claro, não vou renovar a assinatura no dia 29, data em que nem sequer sei onde estarei. Assim, o jornal perde uma leitora sem qualquer importância, mas eu procedo de acordo com o meu conceito de justiça relativamente a uma obrigação que considero inaceitável.

E é deste modo, por normas de pouco sentido, que certas empresas, às vezes sem saberem porquê, perdem clientes!

HSC

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Tirem-me deste filme!

 Então não é que, há um mês, a minha caixa de correio passou a ser inundada por uns cavalheiros, vindos através de um endereço hi5, que dizem estar muito interessados em me conhecer?

A primeira vez que isto aconteceu, o riso aqui em casa foi total. Além do interesse manifestado, os mail's vinham acompanhados das fotos respetivas. O que ainda provocou mais riso na família e amigos...

Acontece que passei a receber dezenas de mail's destes e a coisa começou a irritar-me. Não sou uma mulher livre. Mas se o fosse, não seria, com certeza, através deste tipo de contacto, que iria encontrar companhia. O que surpreende é que estas agências, que não devem trabalhar de graça, não possuam, pelo menos, uma  mailing list atualizada dos possíveis candidatos.

Enfim, cada um ganha a vida como pode. Mas se há aí tanta gente gira e disponível, porque carga de água, é que eu fui apanhada nesta idade, com tais pretensões? Felizmente que vivo rodeada de gente inteligente, senão este tipo de brincadeiras podia criar problemas, a pessoas com outras características.

HSC