sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

MEDO, AUTORIDADE E RESPEITO (A pedido de uma comentadora)

O medo sempre foi uma ferramenta rápida de controle. Ele cala vozes, endireita posturas e cria obediência imediata. Mas o que nasce do medo é frágil: dura apenas enquanto a ameaça está presente. Quando ela desaparece, sobra o ressentimento, a revolta silenciosa ou a vontade de desafiar.

A autoridade, por sua vez, não deveria depender do medo. Autoridade verdadeira é construída com coerência, responsabilidade e exemplo. Ela não precisa gritar para ser ouvida, nem punir para ser reconhecida. Quando alguém exerce autoridade apenas pela força, revela mais insegurança do que poder.

O respeito é diferente dos dois. Ele não se impõe, conquista-se. Surge quando há confiança, justiça e humanidade. As pessoas respeitam quem as escuta, quem age com firmeza sem humilhar, quem mantém limites sem violência. O respeito cria vínculos; o medo cria distância.

Onde o medo governa, o respeito desaparece. Onde o respeito existe, a autoridade se torna natural. E talvez esse seja o maior sinal de maturidade de qualquer relação - pessoal, social ou institucional-  quando ninguém precisa de ter medo para fazer o que é certo.

 

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