O medo sempre foi uma ferramenta rápida de controle. Ele cala
vozes, endireita posturas e cria obediência imediata. Mas o que nasce do medo é
frágil: dura apenas enquanto a ameaça está presente. Quando ela desaparece,
sobra o ressentimento, a revolta silenciosa ou a vontade de desafiar.
A autoridade, por sua vez, não deveria depender do medo.
Autoridade verdadeira é construída com coerência, responsabilidade e exemplo.
Ela não precisa gritar para ser ouvida, nem punir para ser reconhecida. Quando
alguém exerce autoridade apenas pela força, revela mais insegurança do que
poder.
O respeito é diferente dos dois. Ele não se impõe, conquista-se.
Surge quando há confiança, justiça e humanidade. As pessoas respeitam quem as
escuta, quem age com firmeza sem humilhar, quem mantém limites sem violência. O
respeito cria vínculos; o medo cria distância.
Onde o medo governa, o respeito desaparece. Onde o respeito
existe, a autoridade se torna natural. E talvez esse seja o maior sinal de
maturidade de qualquer relação - pessoal, social ou institucional- quando ninguém precisa de ter medo para fazer
o que é certo.
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