Não falo habitualmente de política. Especialmente, num quadro
eleitoral como este que atravessamos que ultrapassa tudo o que se considera
democrático. Mas vou abrir uma exceção,
Na vida pública, nem todas as tentativas de difamação
produzem o efeito desejado. Em alguns casos, uma alegada calúnia dirigida a uma
figura política pode transformar-se num fator de fortalecimento da sua imagem.
Quando a acusação é percebida como injusta ou infundada, a reação do público
tende a ser de solidariedade e defesa do visado.
No caso de Cotrim Figueiredo, se surgirem ataques que não
sejam sustentados por provas, estes podem contribuir para reforçar a sua
credibilidade e visibilidade. A atenção mediática gerada por situações deste
tipo, muitas vezes permite que o próprio esclareça os factos, reafirme os seus
valores e consolide a confiança dos seus apoiantes.
Além disso, numa sociedade cada vez mais atenta à
desinformação, acusações levianas podem prejudicar mais quem as faz do que quem
as recebe. O público tende a valorizar a coerência, a transparência e a postura
serena perante a adversidade, o que pode transformar um ataque num ganho
político e pessoal.
Assim, embora a calúnia seja sempre condenável, a verdade é
que, em certos contextos, ela não só não atinge o seu objetivo, como pode
acabar por compensar quem é alvo dela, fortalecendo a sua posição perante a
opinião pública.
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