segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

ENFRENTAR A DESILUSÃO

Quem é que nunca sofreu uma desilusão? Respondo, convicta e segura, ninguém!

Enfrentar a desilusão, é um ato silencioso de coragem. Ela chega quando as expectativas se quebram, quando as pessoas, os planos ou os sonhos, não correspondem ao que imaginávamos. Dói, porque nasce da esperança — e só se desilude quem acreditou de verdade.

A desilusão obriga-nos a encarar a realidade sem os filtros do idealismo. No primeiro momento, tudo parece perda: a confiança abalada, o entusiasmo diminuído, o coração mais cauteloso. Mas, com o tempo, percebemos que ela também carrega uma aprendizagem profunda. Ao cair o véu, ganhamos clareza. Passamos a enxergar quem somos, quem são os outros e, o que realmente, merece o nosso investimento emocional.

Enfrentar a desilusão não significa endurecer ou deixar de sonhar. Significa amadurecer. É aprender a alinhar as expectativas com a realidade, sem abrir mão da sensibilidade. É entender que nem toda a queda é um fim — algumas, são apenas redireccionamentos.

Quando aceitamos a desilusão, transformamos a dor em força. Ela ensina-nos os limites, fortalece a autoestima e aproxima-nos de relações mais verdadeiras.

Seguir em frente, depois de uma desilusão, é um gesto de amor-próprio. É reconhecer o que feriu, acolher o sentimento, e escolher continuar, agora com mais consciência e menos ilusões. Nenhuma desilusão merece a nossa dor!

 

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