Quem é que nunca sofreu uma desilusão? Respondo, convicta e
segura, ninguém!
Enfrentar a desilusão, é um ato silencioso de coragem. Ela
chega quando as expectativas se quebram, quando as pessoas, os planos ou os
sonhos, não correspondem ao que imaginávamos. Dói, porque nasce da esperança —
e só se desilude quem acreditou de verdade.
A desilusão obriga-nos a encarar a realidade sem os filtros do
idealismo. No primeiro momento, tudo parece perda: a confiança abalada, o
entusiasmo diminuído, o coração mais cauteloso. Mas, com o tempo, percebemos
que ela também carrega uma aprendizagem profunda. Ao cair o véu, ganhamos
clareza. Passamos a enxergar quem somos, quem são os outros e, o que realmente,
merece o nosso investimento emocional.
Enfrentar a desilusão não significa endurecer ou deixar de
sonhar. Significa amadurecer. É aprender a alinhar as expectativas com a
realidade, sem abrir mão da sensibilidade. É entender que nem toda a queda é um
fim — algumas, são apenas redireccionamentos.
Quando aceitamos a desilusão, transformamos a dor em força.
Ela ensina-nos os limites, fortalece a autoestima e aproxima-nos de relações
mais verdadeiras.
Seguir em frente, depois de uma desilusão, é um gesto de
amor-próprio. É reconhecer o que feriu, acolher o sentimento, e escolher
continuar, agora com mais consciência e menos ilusões. Nenhuma desilusão merece
a nossa dor!
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