domingo, 30 de outubro de 2011

Quando Sampaio fala


Desde que afirmou, há poucos anos, que havia vida para além do deficit, o Dr Jorge Sampaio quando fala leva-nos sempre a meditar seriamente nas suas palavras.
Foi o que aconteceu ontem quando o ex-presidente da República alertou todos nós para o facto de que Portugal não se pode dar ao "luxo" de ter uma "depressão" e realçou a importância de "olhar para a criação de emprego" e de "encontrar renovados consensos políticos e sociais".
Trata-se, como se vê, de um discurso inovador por parte do Presidente do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães. Aliás, esta entidade que, como se sabe, se encarrega da programação da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, tem o seu destino, a partir de agora, entregue João Serra, o antigo assessor e ex-chefe da Casa Civil de Sampaio, que acaba de ser nomeado seu presidente.

HSC

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Amor obsessivo


Costuma dizer-se que amor e dinheiro, nunca são demais. Não sei se é verdade.
Hoje um dos meus queridos comentadores referia o meu excessivo - o termo é meu - amor a Portugal. E põe depois algumas questões, perguntando-se mesmo se o patriotismo não era, afinal, também, uma forma de religião.
É muito capaz de ter razão. Mas eu não sinto esse problema. Para já, porque tenho uma religião e a "escolhi" aos 19 anos, quando me baptizei. Ninguém a escolheu por mim. E, ainda, porque tendo nascido aqui, nunca desejei ter nascido noutro lado.
Posso zangar-me com o país de vez em quando. Como os meus ascendentes fizeram comigo e eu fiz e faço com os descendentes. Mas isso não belisca minimamente o meu amor por eles, nem o deles por mim.
De facto, gosto muito desta terra. Tanto, que lhe aceito os defeitos e quando estou longe, eles até me parecem qualidades.
Há um vídeo excelente que fala deste tipo de "obsessões". Foi considerado como merecendo o Oscar para o melhor anúncio do ano. Se quiserem espreitem o link abaixo e riam-se.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=fER-WhFUzoA

Ou pensem. Às vezes significa o mesmo...

HSC

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Longe é um bom lugar



Mário Zambujal é um amigo querido com quem faço parceria todas as semanas na SIC. Conheço-o de toda a vida embora não me lembre nem quando, nem como nos encontrámos, porque foram muitas as ocasiões em que nos cruzámos pelos mais variados motivos. Acresce que ele é amigo de grande parte dos meus amigos, o que cobre um espectro que vai da direita à esquerda sem deixar de pingolejar pelo centro.
Os Mários da minha vida são dois. Este e o Castrim, que foi certamente aquele que melhor conheceu o que até agora ainda não tive a coragem de publicar. A ele devo a prosa e a ameaça de poesia...
O Zambujal acaba de lançar um livro cujo título e conteúdo são deliciosos. Nestes contos do "Longe é um bom lugar" está o português de gema, aquele que, por mais gerações que passem, continua imutável, vagamente machista, mas adorando a Mulher. Não só a sua, que ama sempre, mas também as outras, que deseja eternamente.
O Mário esquissa com o mesmo amor as nossas qualidades e os nossos defeitos. No fundo, retrata, amorosamente, Portugal. De que gosta tanto como eu!

HSC

A Marquesa de Alorna



Eu gosto muito da Maria João Lopo de Carvalho. Gosto dela como pessoa, da sua alegria, da sua fidelidade aos amigos, da sua ternura e da sua capacidade de trabalho. Está feita a declaração de interesses.
A Maria João acaba de publicar um romance histórico que gira em torno da figura da Marquesa de Alorna, uma mulher rebelde, culta, apaixonada e sonhadora. São 656 páginas que podem fazer esmorecer incautos. Os que o fizerem, perdem uma excelente oportunidade de ficarem a conhecer uma das mais curiosas personagens femininas da nossa História.
A autora levou muito tempo a preparar este romance. Em boa hora o fez. Porque gostei muito de o ler e porque aprendi uma série de coisas que não sabia. É um excelente livro para aquecer a nossa alma neste Inverno que se aproxima!

HSC

sábado, 22 de outubro de 2011

Mais um!

Para os que gostam de cozinha, para os que gostam de comer, para os que gostam de preparar refeições e não têm nem muito tempo nem muito dinheiro, aviso que saiu o meu quarto livro dedicado à gastronomia.
Vai estar nas livrarias no fim da próxima semana e é um tributo à personagem feminina mais importante da minha vida depois da minha Mãe, que é a minha avó Joana, a quem devo o meu lado mais doce e quase tudo o que me tornou feliz em criança.
Para além disso, contem uma série de receitas que estão devidamente assinaladas e que são para o quotidiano de quem se quer manter na linha. O que não é manifestamente o meu caso, mas é o de outros membros da minha família que gostam de comer bem, mas têm preocupações de regime e por isso são muito mais elegantes do que eu...
Espero que gostem. E que ao prepararem as suas receitas se lembrem de mim!

HSC

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Não é que falaram todos?!


Eu já não consigo entender os políticos quando fala um de cada vez. Tudo porque cada um que abre a boca, desdiz o que o último a falar havia dito.
Mas, se por um azar inesperado, falam todos no mesmo dia, acredito que haja quem duvide da sua própria sanidade mental.
Ontem foi um desastre. Não sei se falaram todos ao mesmo tempo. Nem me interessa. A televisão transmitiu tudo no mesmo dia. E já não bastava a maioria de nós não ter conseguido compreender a intenção do discurso do Presidente da República na abertura do Congresso da Ordem dos Economistas - já nem falo do conteúdo - mas ainda ouvimos Manuela Ferreira Leite - que costuma ter razão antes de tempo - Pires de Lima empresário, Francisco Van-Zeller, Presidente do Conselho pela Promoção da Internacionalização, Durão Barroso e...milagre dos milagres, também arcámos com Teixeira dos Santos. Este último, que eu julgava ter fugido para um continente distante onde, com o seu antigo colega Manuel Pinho, andasse a ensinar aos nativos o milagre económico português...
Foi demais. Fiquei com as minhas defesas tão afectadas que hoje acordei com uma fortíssima gripe, apesar de já ter levado a vacina. A qual, quem sabe, com a crise, é capaz até de já ter os efeitos reduzidos.
Será possível que um desgraçada portuga como eu, que não faz mal a uma mosca e se farta de trabalhar, seja ao fim do do dia, submetida a uma tal tortura, no único tempo que tem para descansar? Não fora a entrevista dada por Silva Lopes, na véspera, e eu estaria certamente incapaz de escrever este post.
Mas o que me preocupa é "o depois", quando tudo se clarificar na minha cabeça, porque duvido muito do que me possa ter acontecido...

HSC

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para quem goste...

Sei que alguns dos meus leitores apreciarão o estilo e o conteúdo do link abaixo. Embora no seja o género que mais aprecio, julgo que vale a pena ouvir até ao fim. Aqui fica, esperando que não tenham nenhum ataque cardíaco...

http://youtu.be/Vomxdz1ggNI

De qualquer modo, obrigada Dylan Ratigan.

HSC