quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A MINHA NOVA VIDA

 

Continuo a cumprir a minha decisão de mudar de vida, procurando, pouco a pouco, construir uma forma diferente de estar no mundo.

Uma das coisas que mais me tem surpreendido é descobrir como essa mudança me tornou mais disponível para aquilo que acontece à minha volta. E há algo especialmente valioso nisso: não se trata apenas de “mudar de vida” em abstrato, mas de começar a viver de outra maneira, prestando atenção ao que nos pode trazer prazer e sentido.

Tenho-me alegrado com acontecimentos culturais que, de outro modo, provavelmente nem saberia que existiam. Concertos, exposições, peças, conversas, livros, encontros — pequenas oportunidades de sair da rotina e de me deixar surpreender por coisas novas. São momentos que talvez pareçam simples, mas que têm para mim um significado especial, porque representam uma vida mais aberta, mais curiosa e mais atenta.

Percebo agora que mudar de vida não significa, necessariamente, fazer grandes mudanças de um dia para o outro. Pode, também, significar a recuperação da curiosidade, aceitar convites, experimentar coisas diferentes e permitir que o mundo nos traga possibilidades que antes não procurávamos.

E é precisamente essa sensação que quero conservar: a de que ainda há muito para descobrir e de que, quando nos abrimos a novas experiências, podemos encontrar alegria em lugares e acontecimentos que antes nem faziam parte do nosso horizonte.

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