sábado, 8 de dezembro de 2018

Fazer anos e ter amigos!

Fiz ontem e hoje anos, já que nasci às 00:00 de 7 para 8 de Dezembro. O meu Pai registou-me a 7 porque no dia seguinte era feriado, contra vontade da minha Mãe que queria que o "seu" dia coincidisse com o meu. E assim, durante estas oito décadas, eu festejei com os amigos a 7 e com a familia a 8.
Cumprindo a praxe, ontem jantei com o "Grupo da Vida Airada", que reune algumas das melhores cabeças deste país. Hoje almocei com o meu filho que, de seguida, ia estrear-se como padrinho  do primeiro filho de um grande amigo seu. O garoto, o Manuel irá ter, com toda a certeza, o melhor padrinho do mundo.
Sem poder ter a presença física do Miguel, tive dois dias felizes rodeada de amigos que me encheram de ternura e de alegria. Quanto mais a minha familia se reduz, mais os meus amigos se multiplicam. Sou uma abençoada por Deus!

HSC

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O lado estimável dos comunistas!

"O PCP continua sempre ao lado dos hipercapitalistas chineses, membros do Partido Comunista lá do sítio. Mesmo quando ordenam o fecho total do luxuoso Ritz só para se instalarem - algo inédito nos 70 anos de história deste hotel, fundado durante o consulado de Salazar. Só nisto, a factura ascendeu a dois milhões de euros. Para eles são trocos.
Imagine-se só como reagiria o PCP se Donald Trump, Angela Merkel ou Emmanuel Macron procedessem assim numa visita a Lisboa."

                   Pedro Correia in Delito de Opinião

Há um "comunismo gostoso". Nós é que não o conhecemos. Nem, possivelmente, os comunistas nacionais. Excepto raras excepções. 
De facto, é agradável ter uma ideologia dura e poder viver com outra assaz aprazível. Fechar totalmente um hotel como o Ritz diz muito desse lado aprazível, que também vi em Moscovo em certos locais. É obra!
Felizmente que o motim dos presos, no dia do jantar ao Presidente da China, foi resolvido. Porque podia ter tido insólitas consequências...

HSC

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

As greves

A greve é um direito do trabalhador. Serve para - prejudicando a vida de outros - forçar quem governa a ceder às pretensões que defendem.
Confesso que este clima se está a instalar entre nós de forma que não deixa de me surpreender, porque vai dos médicos, juizes, professores, enfermeiros até aos funcionários administrativos de suporte a cada uma destas áreas. E, hoje, as greves podem durar meses, porque passaram a ser feitas por regiões e por tempo parcelar. Acresce que nalguns sectores até já há sindicatos contra sindicatos.
Em consequência, as exportações diminuem e o investimento foge para outros locais mais serenos. É por isso que se diz há muita causa justa, cujas consequências são por vezes muito injustas!

HSC

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Grande Clara de Sousa


Absolutamente notável este apontamento de Clara de Sousa, que é alguém por quem tenho muita amizade e admiração!

HSC

O Fado da Severa


Embora goste muito de vender os meus livros pertenço a um mundo em que me revejo no sucesso dos meus amigos. Não sou escritora, sou cronista e, quando muito, autora. Nunca me apresentei como escritora porque bitola pela qual me meço é muito alta.
Por isso, as crónicas em que falo de livros ou de filmes são meras opiniões pessoais que partilho com quem me lê. Mas não deixo de falar dos livros de que gosto, sobretudo quando são escritos por amigos.
Hoje falo da Fado da Severa e da sua autora Maria João Lopo de Carvalho.
A Severa vivia longe dos salões onde as damas e as joias eram legítimas. O seu mundo, sórdido, mas apaixonante, era aquele onde se cantava e batia o fado. Ninguém o conhecia melhor do que a Severa, filha de cigano e de meretriz. Do pai herdaria a morenez do rosto e o sangue quente. Com a mãe aprenderia a profissão e as artes de seduzir os homens,
Foram muitos os que passaram na sua vida.  Apenas um lhe deixará a sua marca. Foi o Conde de Vimioso. É esse amor proibido que a Maria João narra - pela boca da Severa -, não se subtraindo à linguagem da época e da classe social da sua protagonista.
É uma história de luz e sombra dessa Lisboa e da indomável Severa, a cigana que inventou o fado, a mulher que vendeu o corpo - mas que nunca vendeu a alma.

HSC

À bon entendeur salut!



"A dívida pública voltou a aumentar em outubro. Segundo os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal, o valor do endividamento em Outubro situava-se nos 251,1 mil milhões de euros, o que significa um aumento de 2,1 mil milhões face ao mês anterior. O supervisor em comunicado, esclarece que para este aumento contribuíram muito as emissões de títulos de dívida de 1,9 mil milhões de euros".
O valor da dívida pública é o que conta para Bruxelas. E este valor de 251,1 mil milhões de euros, foi considerado pelo Banco Central um novo máximo.
Por seu lado, os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 1,3 mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou um acréscimo de 0,8 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 224,5 mil milhões de euros. 
António Costa, anunciou que Portugal irá pagar até ao final do ano a totalidade da dívida ao FMI de 4,6 mil milhões de euros, facto que, considera, poderá vir a inverter a tendência de aumento da dívida pública."

Confesso que a situação da nossa dívida pública e privada me preocupam imenso e não consigo deixar de pensar nelas quando me lembro dos motivos que determinaram a entrada da Troika em Portugal. Como dizem os franceses, “â bon entendeur salut!”

HSC

domingo, 2 de dezembro de 2018

Os jardins



Hoje quero falar-vos de bancos. Não, não são aqueles que todos nós somos obrigados - em nome do perigo de contágio - a sustentar depois das asneiras pelos mesmos cometidos cometidas. Falo dos bancos dos jardins, um dos poucos locais que os "velhos" ainda têm para respirar o ar que já lhes vai faltando.
Quem, como eu, gosta de caminhar pelos nossos jardins, já deve ter reparado que em alguns deles os assentos vão faltando, para darem lugar a umas barracas quase permanentes de comercio ecológico, artesanal ou de antiguidades, que pululam agora em locais verdes, onde antes tínhamos a noção de estar no paraíso.
Lisboa sempre foi conhecida pelos seus jardins, alguns dos quais eram mesmo tidos como magníficos. E que constituem uma terapia para quem só a eles pode recorrer. Pois bem, hoje, parte deles está impraticável com as feiras ambulantes que por lá se abrigam.
Passei muito tempo a estudar nesses recantos. O do Principe Real era um deles. Um destes dias passei por lá, mas a barafunda e o barulho eram tais, que dei graças a Deus por não ter comprado na zona uma casa que me fascinou. Se o tivesse feito, agora estaria muito arrependida e seguramente a procurar habitação noutro local.
Pergunto: estas feiras de acampamento não poderiam ser feitas noutras zonas, igualmente acessíveis mas que estão ao abandono? É que quando pagamos o IMI ninguém nos faz desconto por vivermos neste tipo de locais...

HSC