domingo, 2 de dezembro de 2018

Os jardins



Hoje quero falar-vos de bancos. Não, não são aqueles que todos nós somos obrigados - em nome do perigo de contágio - a sustentar depois das asneiras pelos mesmos cometidos cometidas. Falo dos bancos dos jardins, um dos poucos locais que os "velhos" ainda têm para respirar o ar que já lhes vai faltando.
Quem, como eu, gosta de caminhar pelos nossos jardins, já deve ter reparado que em alguns deles os assentos vão faltando, para darem lugar a umas barracas quase permanentes de comercio ecológico, artesanal ou de antiguidades, que pululam agora em locais verdes, onde antes tínhamos a noção de estar no paraíso.
Lisboa sempre foi conhecida pelos seus jardins, alguns dos quais eram mesmo tidos como magníficos. E que constituem uma terapia para quem só a eles pode recorrer. Pois bem, hoje, parte deles está impraticável com as feiras ambulantes que por lá se abrigam.
Passei muito tempo a estudar nesses recantos. O do Principe Real era um deles. Um destes dias passei por lá, mas a barafunda e o barulho eram tais, que dei graças a Deus por não ter comprado na zona uma casa que me fascinou. Se o tivesse feito, agora estaria muito arrependida e seguramente a procurar habitação noutro local.
Pergunto: estas feiras de acampamento não poderiam ser feitas noutras zonas, igualmente acessíveis mas que estão ao abandono? É que quando pagamos o IMI ninguém nos faz desconto por vivermos neste tipo de locais...

HSC

3 comentários:

Ana Vasconcelos disse...

Gosto do hábito dos britânucos de doarem um banco num espaço público em memória de uma pessoa querida, ou às vezes em comemoração de uma data memorável. Os bancos têm uma placa comemorativa e são mantidos pela autarquia durante um período de anos estabelecido.

maria madalena Martins disse...

Concordo em absoluto consigo. Os jardins agora não só não têm assentos, como os que os têm são de materiais impossíveis, género cimento, pedra e afins. Esta moda do minimalismo nos assentos não é acompanhada com a das feiras e mercados de todo o género. É o que temos, ou o quw merecemos.

Pedro Coimbra disse...

Não faz sentido nenhum roubar espaço e comodidade aos jardins públicos para fazer esse tipo de instalações.
Boa semana