quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Junta de Freguesia da Estrela


Sou um bocado avessa a escrever sobre assuntos autárquicos. Mais ainda, desde que o simpático Presidente Medina me pôs os cabelos em pé com os trânsitos invertidos na Avenida da Liberdade. A partir da data em que essa medida foi adoptada, fujo do Marquês como diabo da cruz
Mas não posso deixar de referir aqui, a Junta de Freguesia da Estrela, na qual agora estou integrada, não por ter mudado de morada - quem me dera sair da Lapa e ir para Campo de Ourique - mas porque a nova reorganização tal determinou. 
O seu Presidente, Luis Newton - que não tenho o prazer de conhecer -, preocupa-se em me manter informada de tudo o que se passa de importante na área a que pertenço. E a verdade é que, por causa disso, hoje sei muito mais do que antes sabia. O livrinho que regularmente recebo na minha casa, dá-me uma série de notícias que, de outro modo, talvez me passassem ao lado.
A zona em que vivo tem, sobretudo, problemas na calçada. Fiquei a saber que posso tirar uma foto, identificar o local e enviar para a Junta, que tem piquetes para este tipo de intervenção.
Assim e até que tenha a oportunidade de o conhecer pessoalmente, os meus parabéns, senhor Presidente, pela atenção que nos tem dispensado e que se estendem, naturalmente, a toda a sua equipa!

HSC

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Custa a acreditar neste novo mundo!


"La donación de 320 millones de euros que anunció el pasado marzo la Fundación Amancio Ortega para la renovación de los equipos de diagnóstico y tratamiento del cáncer en los hospitales públicos españoles no se ve con buenos ojos desde muchas asociaciones de usuarios de la sanidad pública.
El lunes pasado la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de Aragón mostró su rechazo a la donación de 10 millones que la Fundación Amancio Ortega acordó con la Comunidad Autónoma de Aragón. El colectivo explica que no es necesario "recurrir, aceptar, ni agradecer la generosidad, altruismo o caridad de ninguna persona o entidad".
"Aspiramos a una adecuada financiación de las necesidades mediante una fiscalidad progresiva que redistribuya recursos priorizando la sanidad pública", afirma el grupo.
Esta asociación no es la única que se ha opuesto a este donativo. La semana pasada se hizo pública la donación de 17 millones a la región de Canarias, y la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de esta comunidad criticó la actuación."

                                                      in El Mundo

Nem me dei ao trabalho de traduzir, porque se lê e se compreende. O que não se compreende, é a recusa elitista da Associação para a Defesa da Saúde Pública de Aragão em aceitar dinheiro, cuja finalidade se destinava à melhoria do sistema de saúde publico espanhol, no tratamento do cancro.
O que pensarão desta recusa todos aqueles doentes oncológicos a quem a referida doação poderia mitigar o seu sofrimento? Inacreditável, de facto, até onde a ideologia pode levar certas pessoas...
Amancio Ortega, filho de um ferroviário, começou a trabalhar aos 14 anos. Hoje é o dono da Inditex que possui marcas como a Zara, Massimo Dutti, Oysho, Zara Home, Kiddy's Class, Tempe, Stradivarius, Pull and Bear, Bershka e foi considerado pela Forbes o homem mais rico da Europa e um dos homens mais ricos do mundo.
Se o mundo não está louco, decerto que para lá caminha...

HSC 

terça-feira, 6 de junho de 2017

E continuar a pensar...


«A vida é um contínuo "olá" e "adeus"» e há sofrimentos que não se conseguem explicar."
                                                     Papa Francisco
HSC

Para pensar...

«No fim de tudo, a Felicidade com maiúscula compõe-se de minúsculos actos felizes; de agradáveis sensações passageiras; de um razoável estado de saúde; de expectativas positivas diante de um futuro sempre aziago, ainda que não totalmente tenebroso; de alguém que goste de ti; de um amigo que está disposto a ajudar-te; de pequenos prazeres inerentes aos cinco sentidos corporais.»

                                  Manuel Vicent, no El País

HSC


domingo, 4 de junho de 2017

Certas mulheres

Gosto francamente de ser mulher e não me lembro – nem no tempo dos feminismos exacerbados – de, alguma vez, me ter passado pela cabeça, a vontade de ter nascido homem.
Mas concordo que há certas mulheres que fazem perder a paciência a um santo – incluindo a mim, que estou longe de ser santa – com a obsessão que têm de mostrar que, agora, “ a força está do lado delas”. É que, de facto, ainda não está.
Mas, do mesmo modo que um rico não alardeia a sua riqueza e um bem nascido não refere o seu berço, também me parece que não será necessário ou desejável, que uma mulher sinta necessidade de afirmar um “poder” que, sendo hoje maior, está  longe de ser o que algumas apregoam.
Um dos motivos porque gosto de pertencer ao meu género, é justamente esse direito – que esse, sim, já me é reconhecido - à diferença. E é esse direito a ser diferente, que, no fundo, sempre me afastou da masculinização das mulheres no campo profissional.
Gosto de ter um olhar feminino sobre o mundo que me cerca, a sociedade que me rodeia, os colegas com quem trabalho, as pessoas com quem me relaciono. Enfim, até gosto de mostrar esse lado, à vertente masculina da minha própria família.
Porque é essa visão de género que constitui um dos aspectos mais importantes da minha verdadeira liberdade. E desta, eu não tenciono abdicar!


HSC

sábado, 3 de junho de 2017

A vida

Sempre entendi que aquilo que nos ensinam nas escolas deveria servir para que aprendêssemos a viver. É que muito para além das matérias ministradas – umas obrigatórias, outras não – que constituem meras ferramentas para, num futuro, arranjarmos um emprego, elas deveriam preparar-nos e ajudar-nos a descobrir o nosso caminho e a ética com que o iríamos percorrer. Dito de outro modo, o ensino e a educação ajudar-nos-iam a tornarmo-nos melhores “pessoas”.
Infelizmente, se assim não foi no meu tempo, nos dias que correm as coisas não se alteraram muito na sua essência. Podem mudar-se as matérias e podem mudar-se as formas como as mesmas são ministradas, mas enquanto a preocupação central do ensino for, apenas, ministrar conhecimento - necessário, mas não suficiente – a escola ou a universidade não formará homens e mulheres. Formará advogados, engenheiros, economistas ou médicos, mas não conseguirá preparar pessoas. E é destas “pessoas” que também têm uma profissão, que a sociedade necessita, para não ficar reduzida a núcleos de meros tecnocratas, cuja existência, na sua grande maioria, está longe de ter o que apelido de vida!

HSC

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Realidade

Depois de semanas consecutivas a ouvir falar de futebol – que é diferente de “ver futebol” – seguiu-se um período em que a banca e os banqueiros foram menu permanente dos meios de comunicação. Depois, foi a euforia com os resultados da selecção nacional e do Benfica, o Salvador a salvar o Festival da Canção e o crescimento (in)sustentável do país.
Desde há alguns dias, começaram a despontar as autárquicas e intui-se um novo tema, não menos apelativo que os anteriores, que se chama OE 2018, ou seja o próximo Orçamento de Estado, que regulará a actividade do governo e a nossa, no ano que se aproxima.
Abstenho-me de considerações técnicas sobre o dito, dado que, como economista, sempre que oiço as palavras seguras do Ministro das Finanças, fico com mais dúvidas do que as que já tinha.
Enfim, parafraseando um colega meu, o longo prazo é amanhã e o curto prazo foi ontem. Aconteceu comigo. Já estou no medio prazo, que é hoje. Assim sendo, para quê preocupar-me com algo que nem sei se chega a vir?!
O lema em Portugal, parece mostrar que a vida é curta e as decisões sobre ela, também. Então, vivamos o presente, com a maior alegria possível, já que essa é a nossa única realidade!

HSC