segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pensões milionárias de sobrevivência

O Correio da Manhã noticia que dez pensionistas recebem prestações de sobrevivência que custam aos cofres da Segurança Social 893 mil euros por ano.
A ser verdade e feita uma pequena conta de dividir, tal significaria que o/a sobrevivente casara e enviuvara de um verdadeiro “tubarão” salarial. Com efeito a viuvez permite que cada um destes pensionistas receba em média 89.300 euros anuais!
Há casos em que a viuvez parece compensar...

HSC


Eles "andem" por aí...

Só hoje ouvi Marcelo. Ontem foi um Domingo tranquilo e não me apeteceu macula-lo com bitaites televisivos. Aliás, raramente me apetece ser espectadora dos seus comentários. Faço-o por dever de ofício. Mas dever nem sempre é prazer...
De todos os actuais comentadores, o meu preferido é Louçã. Nem sempre concordo, muitas vezes discordo mas, por norma, dou-me conta de uma "outra" visão das coisas em que nem sequer tinha pensado. Logo, mesmo em discordância, é lucro garantido!
Voltando a Marcelo deu-me um ataque de riso quando, finalmente, teve de confessar que ele também andava por aí, quando fossem as presidenciais e que, se fosse preciso, mesmo preciso, não fugiria ao grande, enorme, sacrifício de poder vir a presidir ao país...
Vão ser muitos. Ele elencou-os. Talvez tenha esquecido um ou outro. Acontece. Mas o que vai mesmo acontecer é que são "muitos os que andem por aí"!

HSC

Reabertura de discussões sobre AO?

A senadora Ana Amélia Lemos defende a reabertura das discussões, entre todas as nações lusofonas, para a criação de um acordo que seja "fruto de um entendimento geral" e consensual em que nenhum dos países se sinta prejudicado.
Dois conceituados professores de língua portuguesa do Brasil reunir-se-ão, em novembro, em Lisboa, com representantes de Portugal, para avaliar a possibilidade de reabrir as discussões sobre o Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, disse à Lusa fonte oficial brasileira.
De acordo com a parlamentar, o próximo passo será a reunião dos professores brasileiros Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto com os representantes portugueses para avaliar se há disposição em reabrir o debate sobre o acordo.
Em Portugal, por sua vez, existe uma petição na Assembleia da República, pedindo que o país se retire do Acordo.
Os representantes brasileiros pretendem também manter contactos directos com representantes dos demais países lusófonos atraves de um site na internet e de um sistema de videoconferência para divulgar e receber sugestões "simplificadoras"..
"O nosso objetivo é simplificar e facilitar o acordo", observou a senadora, acrescentando que a comissão do Senado brasileiro se preocupa com o facto de o acordo não ter sido de todo consensual e ter gerado insatisfação nos restantes países lusófonos, o que ficou demonstrado com o facto de Angola ter assinado, mas não ratificado o documento.
A senadora defende assim a reabertura das discussões, entre todas as nações lusófonas, para a criação de um acordo que seja "fruto de um entendimento geral" e consensual para que nenhum dos países se sinta prejudicado.

Haja, enfim, esperança para todos aqueles que, como eu, entendem este acordo como uma forma espúria de unificar a língua portuguesa.

HSC


domingo, 27 de outubro de 2013

Um Domingo tão simples

Ontem à noite andei pela casa a acertar os relógios que só daí a uma hora deveriam ser ajustados, na tentativa de prolongar o efeito do maravilhoso filme que acabara de ver. Acertadas as máquinas fui para o terraço e lá me deixei ficar estirada no cadeirão a olhar as luzes da cidade adormecida e a lembrar a conversa que, na véspera, havia tido com o Padre Tolentino de Mendonça, a quem fora levar o meu último livro que, como já qui disse, lhe é dedicado.
No silêncio da noite fiquei a pensar no filme e na conversa tida com o meu pastor, regozijando-me da chance enorme que tenho, por nesta idade, a vida ainda ter tanto para me oferecer.
Não me refiro a bens materiais - trabalho muito para manter o que tenho -, mas sim à liberdade de que gozo de pensar, de escrever, de dizer o que sinto e de ter um PadreTolentino que me ouve sem escândalo e que me ajuda neste meu último caminhar para Deus.
Muito possivelmente este texto não terá nexo para quem não seja crente. Mas isso não me inibe de confessar que o actual caminho que pretendo percorrer tem, sobretudo, em vista a aprendizagem do saber de que necessito para me entregar, com dignidade, nas mãos de Deus.
Porquê? Porque julgo ser a altura de aprender a saber morrer, já que julgo ter aprendido a saber viver. Estas palavras estão longe de ser tristes. Pelo contrário. Elas dão sentido ao que me falta ainda percorrer.
Considero que o saldo da minha vida, a diferença entre as dores que passei e aquilo que recebi é francamente positivo. Nada me foi dado gratuitamente. Mas é justamente esse custo benefício, esse preço anímico, a parte mais fascinante de tudo o que vivi.
A noite arrefeceu, eu voltei para dentro e, hoje, o sol entrava a jorros pelo meu quarto. Arranjei-me e fui deambular e rir com velhos amigos, a apanhar os bocados de vida que Ele, lá de cima, me ofereceu, num simples Domingo do início do Outono!

HSC

sábado, 26 de outubro de 2013

Hannah Arendt

Confesso que estava receosa do filme ser muito violento, porque Eichmann foi alguém que atravessou a minha infância e simbolizou os delírios hegemónicos da Alemanha. Mas venceu a pressão familiar, a troco do meio bife no Café Império da minha juventude. Cedência contra cedência portanto, ou como dizem os meus colegas de profissão, um caso de win/win.
Gostei imenso da película. Talvez porque me relembrou a importância de "pensar" - tantas vezes esquecida ou mal entendida -, a intransigência, a dureza, enfim, o lado claro escuro da vida.
Hannah Arendt foi uma filósofa que obrigou a rever muito do pensamento da época em que viveu - só muito mais tarde seria devidamente apreciada - e que prova bem como julgar as pessoas fora do contexto em que cresceram e viveram pode ser injusto.
Não se trata apenas do julgamento de Eichmann, nem sequer da incompreensão de que esta mulher foi, durante muito tempo, vitima. Trata-se de algo muito mais profundo, e que pode resumir-se dizendo que se pretendeu, de facto, fazer um julgamento da História.
Um filme a não perder, sobretudo por todos aqueles que, como eu, são fiéis leitores de Arendt. Iria dizer seguidores. Mas seria exagero, porque tenho algumas divergências com o seu pensamento filosófico. Mas isso será matéria de que, um dia, quem sabe, talvez me venha aqui a ocupar.

HSC

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Esperemos

Espera-se - eu pelo menos espero - que Barbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho se saibam separar em silêncio - atendendo a que existem dois filhos de nove e três anos e que um divórcio é um acto de natureza privada.
Infelizmente as notícias vindas a público não auguram que tal venha a acontecer, o que francamente lamento. E também seria bom que a comunicação social tivesse em atenção o que aquelas crianças, sobretudo o mais velho, possam vir a sofrer com o que leiam.

HSC

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Por que no me amas?!

"...Ó senhor deputado, eu não tenho amigos”, replicou, em resposta, o primeiro-ministro. “Não admira!”, exclamou de imediato o líder da bancada comunista, num aparte bem audível no plenário. “Eu não tenho amigos no Banif”, especificou Pedro Passos Coelho logo a seguir.

(Passos Coelho, ontem, no debate quinzenal em São Bento) 
Mas isso não impede que os bancos possam ser amigos de Passos Coelho, pois não?!
É que em política os casos de amizade não correspondida são frequentes...

HSC