terça-feira, 30 de julho de 2013

Um novo léxico

"Portugal é um país muito dado à semântica". Assim começa, hoje, a crónica de Tiago Freire no Jornal Económico. Com base nesta afirmação séria, decidi tecer algumas considerações sobre sinónimos especiais para uso publico, de modo a ajudar aqueles que tenham de discursar no exercício de funções oficiais, mas não queiram ser vaiados.
Dando corpo ao exercício fiz uma pesquisa das palavras mais utilizadas na actual oratória, às quais entendi dar um cunho pessoal de modo a que, quem necessite, possa ir mais longe na utilização das mesmas.
Assim, sugere-se que a mentira seja apenas uma inverdade, e a miséria uma questão de ajustamento económico. Continuando, teremos a salvação nacional como sinónimo de simples acordo entre partidos do arco da governação e os swaps uma encrenca financeira que utilizada em certos contextos é uma excelente opção e noutros uma péssima escolha. O problema aqui reside na definição do dito contexto, como deverão ter percebido. Já a expressão saber deve significar, sempre, o conhecimento atempado de tudo e não apenas de uma parte, excluindo portanto daquele conceito o estar informado. Finalmente austeridade será, pelos tempos mais próximos, sinónimo de rigor e seriedade. E, para não ser criticada, irrevogável será tudo o que, a seu tempo e por motivos alheios à vontade de cada um, se torne reversível.
Acredito que com este novo léxico ninguém ficará mal visto nas diversas ocasiões em que for chamado a pronunciar-se sobre o que quer que seja!

HSC

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A alegria na Igreja


Uma esperança de amor e de paz com o Papa Francisco no Brasil. Oxalá esta seja uma marca numa Igreja que se deseja virada para os mais fracos e desprotegidos.

HSC

domingo, 28 de julho de 2013

Banderas de presente

Eu disse, eu avisei que agora teríamos muito tango. A minha comentadora Maria Virgínia prefere Banderas a Richard Gere. Eu, confesso, ficava com os dois...a dançar, claro. Portanto, para ela, aqui vai um Banderas, de morrer e chorar por mais!

HSC

Uma curta explicação

Como devem ter reparado, os últimos seis post's - desde o "Cá e lá mais feridas há" - são sobre o meu quotidiano, o quotidiano de todos nós. Acabou-se a política. Cansei. Aos poucos convenci-me que escrever sobre ela é "promove-la". Não quero. Não estou para isso. Não se trata de uma decisão irrevogável, nem de um tabú, porque sou pouco dada a eles.
Aliás, dei há dias, à Cristina Esteves, uma longa entrevista política, onde falei sem reservas. Não tinha que as ter. Mas decidi que havia dito tudo sobre esta desinteressante matéria nacional.
Assim, de futuro, o Fio de prumo, por norma, não se dedicará mais a "analisar" o que nem sequer merece ser analisado. E, a menos que haja, entre nós, uma qualquer surpresa nesta área, não será aqui que encontrarão notícias. Nem boatos.
Aqui, como sempre, vão poder encontrar tudo o resto!

HSC

Em Sesimbra

Ontem quase voltei à minha juventude. Com efeito, as primeiras férias que fiz sem ser em família, passei-as em Sesimbra, onde vivia a família de uma amiga minha. 
Acabara de atingir a maioridade, aos 18 anos, e decidi alugar um quarto em meia pensão em casa de uns seus tios. Foram quinze dias em que me senti dona de mim própria e aos quais o meu Pai teve a inteligência de me não levantar grandes oposições, seguro que estava, que esse não era o melhor método de lidar comigo.
Não abusei da liberdade. Mas gozei-a com o prazer de quem se sente senhora do seu destino e responde por ele com toda a responsabilidade. Foi a primeira de todas as férias que haviam de seguir-se a solo, até casar, aos 21 anos, com o meu amor, encontrado numa dessa férias, desta feita em Cascais, onde o dito cumpria o serviço militar.
Enquanto assinava livros a gente boa e que gosta de me ler, recordava esses tempos longínquos e pareceu-me que Sesimbra continuava com a mesma simplicidade de vida com que a havia conhecido. Ainda há, felizmente, neste país, lugares onde a democracia não estragou aquilo que eles tinham de melhor, ou seja uma certa forma, natural, de viver a vida. Bom começo de férias em trabalho. Até porque vendi para cima de sessenta livros!

HSC

sábado, 27 de julho de 2013

Shall We Dance?

E agora que vou às nove e meia da noite para uma sessão de autógrafos em Sesimbra deixo-vos esta amostra de como a idade pode ser uma mais valia. No caso de Gere é de facto. Quando jovem era um pouco canastrão. Ao envelhecer ganhou "corpo" como o vinho!

HSC

Um sábado em Lisboa

Deviam ser sete e meia da manhã quando acordei. Fiquei uns minutos na minha conversa habitual com Ele. Finalizei, como sempre, com um Pai Nosso. 
Arranjei-me, preparei um bacon no forno, bem tostadinho, acompanhado de uns quartos de maçã passadas na manteiga, tudo acompanhado de um sumo natural de laranja  e duas fatias de pão torrado. Este é um dos meus pequenos almoços preferidos!
Alcei de casa, pelas nove da manhã e fui a pé até ao Terreiro do Paço, já cheio de turistas a essa hora. Sentei-me e fiquei por ali a ver o mar, sem pensar em nada. De repente lembrei-me das praias artificiais de Paris, junto ao Sena e apeteceu-me molhar os pés. Andei um pouco mais, descalcei-me e fiquei sentada na pedra e pés dentro de água gozando o fresco da manhã, turista no meu país e na minha cidade. Meia hora depois eram vários os que me haviam copiado!
Confesso que sorri face à minha liberdade de não ser ninguém, ou de, sendo alguém, me ter sido perfeitamente indiferente o que os outros pensassem de mim, caso me reconhecessem. Só não me deitei porque o chão era duro e eu não tenho vinte anos. Mas já havia quem o fizesse.
Estive neste preparo três quartos de hora. Os pezinhos foram secos com os lenços de papel que trago sempre comigo. Depois, fiz a caminhada inversa e no Cais Sodré tomei um belo café num restaurante africano.
Era quase meio dia quando me meti no duche para ir almoçar com um amigo. Fresca que nem uma flor!

HSC