domingo, 27 de março de 2011

A frase

LA FRASE DEL AÑO, DICHA POR EL ONCÓLOGO BRASILEÑO DRAUZIO VARELLA.

"En el mundo actual, se está invirtiendo cinco veces más en medicamentos para la virilidad masculina y silicona para mujeres, que en la cura del Alzheimer. De aquí a algunos años, tendremos viejas de tetas grandes y viejos con pene duro, pero ninguno de ellos se acordará para que sirven".

Não sei se é verdade.Nem sei se o autor é verdadeiro. Reproduzo-a tal como a li, em espanhol. Mas que o assunto merece ponderação, lá isso merece. Que me desculpem os homens para quem a pastilha azul foi uma descoberta muito importante e as mulheres que se sentem felizes com seios que não abatem quando se estendem na areia...

HSC

sexta-feira, 25 de março de 2011

A urgente verdade

Neste momento em que verdade sobre o país vem saindo a conta gotas, sempre que uma instituição internacional contradiz o governo, é urgente - face ao acto eleitoral que se aproxima - que seja esclarecida a real situação económica e financeira em que Portugal se encontra.
Com efeito, a única vantagem que uma crise política deste tipo poderá ter é a de que os portugueses saibam, finalmente, o que lhes tem vindo a ser ocultado. Mas esse quadro real do país, não pode ser dado por quem esteja directamente envolvido no processo. Até porque, no dia em que Socrates ou o Dr Teixeira dos Santos decidissem falar verdade, ninguem iria acreditar...
A Unidade Técnica Independente que o ainda Primeiro Ministro havia prometido para 2010, mas acabou por inviabilizar, destinava-se, justamente, a auditar cada mês as contas do Estado. Se ela tivesse funcionado, talvez agora a situação fosse diferente.
Ainda ontem recebemos outro aviso por parte do Eurostat. É que o defice do ano passado não é, como se afirmou, de 7,3%, mas sim de 8%. Se a isto juntarmos os malabarismos da contabilidade pública, que ora atrasa pagamentos, ora não regista as dívidas, são mais que justificadas as razões para duvidar seriamente do estado em que nos encontramos.
A mim, enquanto cidadã, o que me interessa é a verdade dos factos e não a mentira das falsas esperanças. Ganhámos liberdade, é verdade. Mas perdemos um conjunto de valores que acabam por lhe tirar uma boa parte da força.

HSC

quinta-feira, 24 de março de 2011

A vida privada

Rita Cabral, jurista, tem uma tese na qual delimita muito bem o que é privado, público e particular. O nosso Embaixador em França, Dr. Francico Seixas da Costa publicou, há dias no seu blogue http://www.duas-ou-tres.blogspot.com/, um excelente post sobre o assunto. E no seu último programa, Pacheco Pereira abordou, com bastante inteligência, este tema.
Trata-se de algo que, parece, preocupa as pessoas e deve ser criteriosamente ponderado, se não quisermos fazer da devassa individual um mal colectivo.
Hoje, tendo em especial atenção os dias que se aproximam, julgo que é altura de tambem dizer alguma coisa sobre esta questão, já que, por condição familiar e pessoal, lhe tenho sofrido na pele as consequências. E o pior é que elas não vêm só de orgãos de comunicação privados...
É evidente que os políticos têm um escasso campo de manobra nestas questões, porque a "imprensa dita cor de rosa", entende poder fazer uso de imagens privadas não autorizadas, como se públicas fossem. E também é verdade que, à caça de votos, há quem se promova por este meio. Resultado, reina a impunidade, apesar de existir legislação adequada.
Por pensar assim é que não gostei de ver os nossos políticos - todos - prestarem-se a ir aos Gato Fedorento. Ainda bem que o Presidente teve o bom senso de lá não ir. Ou...não foi convidado. Disse-o na altura. Repito-o agora.
Avizinham-se campanhas eleitorais em que todos os partidos se arrogam o direito de dizer barbaridades uns sobre os outros. Tivemos oportunidade de assistir a uma pequena amostra na última eleição presidencial.
Gostaria, enquanto cidadã, que nos poupassem a este lamentável espectáculo, que só serve para enxovalhar famílias inteiras e enfraquecer a democracia. Em política não vale tudo. Na comunicação social também não!

HSC

terça-feira, 22 de março de 2011

Alguem especial

Habituei-me à sua voz.
Habituei-me à sua presença.
Enfim, habituei-me a ele.
Acaba de morrer sem que se saiba porquê,
Ou mesmo de quê.
Desapareceu Artur Agostinho.
Um homem que o país maltratou.
Por pura maldade, inveja ou traição.
Porque era conhecido, uns dirão...
Voltou a Portugal quando o tempo permitiu,
Sem traumas ou revoltas,
Que jamais alguém viu.
Morreu um homem bom e digno,
Que sempre honrou a sua terra
E nunca esqueceu os amigos.
Morreu, afinal,
Simplesmente
O homem a quem me habituei!

HSC

Geração à rasca - a nossa culpa

"Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma!Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço? ".

Estas palavras correm na net e foram atribuídas a Mia Couto. Não é verdade. Foram escritas por Maria dos Anjos no seu blogue www.assobiorebelde.blogspot.com em 9 de Março.
Tentei escrever sobre a matéria. Mas o texto acima, fê-lo muito melhor do que eu faria. Por isso, aqui ficam as palavras e o meu preito à coragem e sabedoria que as mesmas revelam.
HSC

segunda-feira, 21 de março de 2011

A fatia de leão

Num litro de gasolina que pagamos, mais de metade vai para o Estado. Mais precisamente 56% é a fatia que o governo embolsa. Ou seja, se o preço do litro de gasolina custar 1,558 euros, para os cofres públicos vão directamente 87 centimos. Nada mau!
Como é que isto se passa, perguntarão? Muito simples. Bastam dois impostos, a saber o ISP - sobre os produtos petrolíferos - e o IVA. O primeiro leva 58,3 centimos e o segundo 29,3 centimos.
O problema, entre nós, é que quando a cotação do barril de Brent sobe, os preços internos aumentam logo. Mas quando aquela desce o ajustamento é sempre inferior e muito lento.
Existe uma proposta do deputado Jorge Seguro que recomenda ao governo a criação de um regime diversificado de oferta e a publicação da respectiva estrutura dos preços.
Assim, e de acordo com ela, o cidadão poderia escolher os combustíveis não aditivados que resultam mais económicos e que, no momento, só existem nas bombas dos hipermercados.
O preço da gasolina desceu hoje no mercado interno 2,5 centimos e o do gasóleo manteve-se. Dizem os entendidos que a primeira deveria ter caído cinco centimos e o segundo perto de dois. Mas, como a Alta Autoridade para a Concorrência diz que não há cambão, ... nós aguentamos!

HSC

domingo, 20 de março de 2011

O PEC XXII


Hoje é Domingo e dia de descanso. Depois do cansativo sábado, deixem-me brincar. Esta imagem mostra o nosso futuro, em banda desenhada e a cores.
Estaremos em Janeiro de 2014 a discutir as últimas medidas do PEC XXII. Ainda mantemos os chinelos. Salve-se isso... para não ficarmos descalços!
HSC