“Uma
empresa europeia deve poder trabalhar na Europa como se a Europa fosse o seu
mercado.”
1. Uma
empresa, uma porta de entrada
Uma empresa
constituída legalmente em Portugal deveria poder tratar grande parte da sua
expansão para outros países europeus, através de um único sistema digital
europeu.
Não deveria
ter de aprender um sistema diferente em cada país.
2. Menos
papelada
Se uma
informação já foi entregue ao Estado português, não deveria ser necessário
voltar a entregá-la cinco vezes noutro país europeu.
3. Vender
para toda a Europa
Uma pequena
empresa de Braga, Beja ou Faro deveria poder vender os seus produtos ou
serviços em qualquer país da União Europeia com regras claras e fáceis de
compreender.
4.
Contratar pessoas com mais facilidade
Uma empresa
portuguesa que precise de contratar alguém noutro país europeu deveria
encontrar um processo simples para o fazer, sem uma montanha de burocracia.
5.
Crescer sem ter de ser uma grande empresa
Esta parte é
essencial.
As grandes
empresas conseguem contratar advogados, contabilistas e especialistas para
entrar em novos mercados.
Uma
pequena empresa não consegue.
Por isso, o
Mercado Único Empresarial deveria ser pensado primeiro para quem tem 5, 10, 20
ou 50 trabalhadores.
6. Um
princípio muito simples
Sempre que
uma empresa quisesse fazer uma algo legal num país europeu, a pergunta deveria
ser:
“É mesmo
necessário criar uma nova barreira?” Se for necessário, elimina-se.
E PORTUGAL?
Aqui está, julgo,
a parte mais interessante.
Portugal tem
muitas empresas pequenas e médias que poderiam crescer muito mais se fosse mais
fácil chegar aos 450 milhões de consumidores europeus.
Em vez de
pensarmos apenas:
“Como
trazer empresas estrangeiras para Portugal?”
também
deveríamos pensar:
“Como
levar as empresas portuguesas para a Europa?”
Uma empresa
portuguesa não deveria ter de se transformar numa multinacional para conseguir
vender em vários países.
Deveria
bastar ser uma boa empresa.
A ideia
poderia resumir-se assim:
Um país
para criar a empresa.
Uma Europa para a fazer crescer.
Dito de outro modo “Uma empresa europeia devia poder trabalhar na Europa, como se a Europa fosse o seu mercado.”

Sem comentários:
Enviar um comentário