sexta-feira, 16 de outubro de 2026

MERCADO ÚNICO EMPRESARIAL. ( Uma espécie de proposta) Uma espécie de proposta

“Uma empresa europeia deve poder trabalhar na Europa como se a Europa fosse o seu mercado.”

1. Uma empresa, uma porta de entrada

Uma empresa constituída legalmente em Portugal deveria poder tratar grande parte da sua expansão para outros países europeus, através de um único sistema digital europeu.

Não deveria ter de aprender um sistema diferente em cada país.

2. Menos papelada

Se uma informação já foi entregue ao Estado português, não deveria ser necessário voltar a entregá-la cinco vezes noutro país europeu.

3. Vender para toda a Europa

Uma pequena empresa de Braga, Beja ou Faro deveria poder vender os seus produtos ou serviços em qualquer país da União Europeia com regras claras e fáceis de compreender.

4. Contratar pessoas com mais facilidade

Uma empresa portuguesa que precise de contratar alguém noutro país europeu deveria encontrar um processo simples para o fazer, sem uma montanha de burocracia.

5. Crescer sem ter de ser uma grande empresa

Esta parte é essencial.

As grandes empresas conseguem contratar advogados, contabilistas e especialistas para entrar em novos mercados.

Uma pequena empresa não consegue.

Por isso, o Mercado Único Empresarial deveria ser pensado primeiro para quem tem 5, 10, 20 ou 50 trabalhadores.         

6. Um princípio muito simples

Sempre que uma empresa quisesse fazer uma algo legal num país europeu, a pergunta deveria ser:

“É mesmo necessário criar uma nova barreira?” Se for necessário, elimina-se.

E PORTUGAL?

Aqui está, julgo, a parte mais interessante.

Portugal tem muitas empresas pequenas e médias que poderiam crescer muito mais se fosse mais fácil chegar aos 450 milhões de consumidores europeus.

Em vez de pensarmos apenas:

“Como trazer empresas estrangeiras para Portugal?”

também deveríamos pensar:

“Como levar as empresas portuguesas para a Europa?”

Uma empresa portuguesa não deveria ter de se transformar numa multinacional para conseguir vender em vários países.

Deveria bastar ser uma boa empresa.

A ideia poderia resumir-se assim:

Um país para criar a empresa.
Uma Europa para a fazer crescer.

Dito de outro modo “Uma empresa europeia devia poder trabalhar na Europa, como se a Europa fosse o seu mercado.”

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