Como é que isto se passa, perguntarão? Muito simples. Bastam dois impostos, a saber o ISP - sobre os produtos petrolíferos - e o IVA. O primeiro leva 58,3 centimos e o segundo 29,3 centimos.
O problema, entre nós, é que quando a cotação do barril de Brent sobe, os preços internos aumentam logo. Mas quando aquela desce o ajustamento é sempre inferior e muito lento.
Existe uma proposta do deputado Jorge Seguro que recomenda ao governo a criação de um regime diversificado de oferta e a publicação da respectiva estrutura dos preços.
Assim, e de acordo com ela, o cidadão poderia escolher os combustíveis não aditivados que resultam mais económicos e que, no momento, só existem nas bombas dos hipermercados.
O preço da gasolina desceu hoje no mercado interno 2,5 centimos e o do gasóleo manteve-se. Dizem os entendidos que a primeira deveria ter caído cinco centimos e o segundo perto de dois. Mas, como a Alta Autoridade para a Concorrência diz que não há cambão, ... nós aguentamos!
HSC
HSC
2 comentários:
Quanto a combustíveis não aditivados, o melhor seria as pessoas informarem-se, porque andam a pagar aditivos.
Segundo este filme, que surripiei no blogue do jornalista Carlos Narciso "Escrita em Dia", os senhores da GALP, são uns alquimistas de categoria! Quais aditivos, qual carapuça! Estamos num país de depredação económica em larga escala...e o Governo favorece-os, claro!
Este fim-de-semana fui atestar o depósito do carro que estava na reserva.
No final, fiz as contas e reparei que paguei mais cerca de 30€ do que era habitual pagar há uma meia dúzia de anos.
Isabel BP
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