sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O PERDÃO VALE MAIS QUE O ESQUECIMENTO?

Muitas pessoas acreditam que, para seguir em frente, é preciso esquecer o que nos magoou. No entanto, esquecer nem sempre é possível — e talvez nem seja o mais importante. O perdão, ao contrário do esquecimento, é uma escolha consciente. Ele não apaga o passado, mas transforma a forma como lidamos com ele.

Esquecer pode ser apenas uma consequência do tempo. As lembranças enfraquecem, os detalhes se apagam, e a dor perde intensidade. Porém, o sentimento pode continuar guardado, mesmo que silencioso. Já o perdão exige reflexão, maturidade e, muitas vezes, coragem. Perdoar é decidir não alimentar o ressentimento, mesmo lembrando claramente o que aconteceu.

Perdoar não significa concordar com o erro, justificar atitudes ou permitir que a situação se repita. Significa libertar-se do peso da mágoa. Quando alguém escolhe perdoar, deixa de ser prisioneiro da própria dor. O esquecimento pode aliviar, mas o perdão cura.

Além disso, o perdão fortalece relações e promove crescimento pessoal. Ele desenvolve empatia, compreensão e humildade. Em muitos casos, é o que permite reconstruir laços e restaurar a confiança. Mesmo quando não há reconciliação, o perdão interior traz paz.

Portanto, o perdão vale mais que o esquecimento, porque é um ato ativo de libertação. Esquecer pode depender do tempo; perdoar depende de decisão. E é essa decisão que transforma feridas em aprendizagem e sofrimento em amadurecimento.

 

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