quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A ÁRVORE DA VIDA

No meu escritório, está pendurado um azulejo com árvore da vida, que me foi dado pelo meu filho Miguel. Muitas vezes, é olhando para ele, que escrevo as minhas crónicas. Mais tarde havia de comprar uma que trago sempre comigo ao pescoço. Por isso para mim, esta Árvore da Vida, sempre foi mais do que um símbolo bonito — ela é quase um espelho da nossa própria história.

Quando penso nela, imagino raízes profundas, escondidas sob a terra. São as nossas origens, as pessoas que vieram antes de nós, as experiências que moldaram quem somos. Nem sempre vemos essas raízes, mas são elas que nos sustentam quando o vento sopra forte.

O tronco lembra o presente, o agora. É onde a vida realmente acontece. É aqui que enfrentamos desafios, crescemos, criamos marcas e seguimos em frente, mesmo quando não sabemos exatamente para onde os galhos se vão estender.

E os galhos… ah, os galhos são os sonhos. São os caminhos que escolhemos, as oportunidades que surgem, as mudanças inesperadas. Alguns crescem fortes, outros precisam ser podados, mas todos fazem parte do processo de crescimento.

A Árvore da Vida fala sobre ciclos. Sobre perder folhas e, ainda assim, continuar viva. Sobre aceitar que há estações de flores e estações de silêncio. Ela ensina que crescer nem sempre é visível, mas é constante.

No fundo, ela é um sinal delicado de que estamos todos conectados — à nossa história, às pessoas que amamos e ao mundo ao nosso redor. E que, mesmo nos dias mais difíceis, ainda estamos enraizados em algo maior.

 

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