No meu escritório, está pendurado um azulejo com árvore da
vida, que me foi dado pelo meu filho Miguel. Muitas vezes, é olhando para ele,
que escrevo as minhas crónicas. Mais tarde havia de comprar uma que trago
sempre comigo ao pescoço. Por isso para mim, esta Árvore da Vida, sempre foi
mais do que um símbolo bonito — ela é quase um espelho da nossa própria
história.
Quando penso nela, imagino raízes profundas, escondidas sob a
terra. São as nossas origens, as pessoas que vieram antes de nós, as
experiências que moldaram quem somos. Nem sempre vemos essas raízes, mas são
elas que nos sustentam quando o vento sopra forte.
O tronco lembra o presente, o agora. É onde a vida realmente
acontece. É aqui que enfrentamos desafios, crescemos, criamos marcas e seguimos
em frente, mesmo quando não sabemos exatamente para onde os galhos se vão
estender.
E os galhos… ah, os galhos são os sonhos. São os caminhos que
escolhemos, as oportunidades que surgem, as mudanças inesperadas. Alguns
crescem fortes, outros precisam ser podados, mas todos fazem parte do processo
de crescimento.
A Árvore da Vida fala sobre ciclos. Sobre perder folhas e,
ainda assim, continuar viva. Sobre aceitar que há estações de flores e estações
de silêncio. Ela ensina que crescer nem sempre é visível, mas é constante.
No fundo, ela é um sinal delicado de que estamos todos
conectados — à nossa história, às pessoas que amamos e ao mundo ao nosso redor.
E que, mesmo nos dias mais difíceis, ainda estamos enraizados em algo maior.
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