domingo, 2 de setembro de 2018

O Domingo

Confesso que não gosto particularmente do Domingo, mas não encontro uma razão plausível para tal sentimento. A psiquiatria tem várias explicações para o facto, mas nenhuma delas me assenta de forma convincente.
Quando os filhos eram pequenos eu não tinha fim de semana. Este era pautado pelo desejo de instruir / divertir os filhos e os gostos da mãe contavam pouco. E, como era boa cozinheira, os amiguinhos adoravam abancar lá em casa e esperar pelos lanches e, bem mais vezes do que eu gostaria, também pelos jantares...
Depois, com a escassez de pessoal doméstico, o fim de semana passou a ser dedicado às lavagens de roupa e ao congelamento de refeições para os dias de trabalho. Daqui se deduz - para a mentalidade da época e para os dois envolvidos - que era eu que apanhava com o grosso deste trabalho, enquanto outras mentes pensavam em como liquidar a ditadura ou conceber edificios inteligentes...
Finalmente, graças a Deus e a felizes decisões que o tempo sempre proporciona, dei o grito do Ipiranga e o Domingo passou a ser meu e só meu. Durante largos anos, aproveitei-o da melhor maneira, descansando dos sábados em que ainda trabalhava.
E mais recentemente chegou a época em que me libertei totalmente e resolvi que ao sábado e ao Domingo não faria nada que envolvesse qualquer tipo de esforço. Foi quando descobri que o dia em que o Senhor nos mandou descansar tinha muito pouca graça, justamente, porque quase todos fazíamos o mesmo, nos mesmos locais!

HSC

10 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Somos todos uns eternos insatisfeitos :)))
Boa semana

ركن الامثل disse...


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Anónimo disse...

Helena, podia dar uma sugestao de ementas para fazer ao domingo e congelar para toda a semana? E que nem toda a comida serve para congelar (assim de repente estou a lembrar-me de sardinhas assadas). Que tipo de comida fazia nessa altura para nao ter que cozinhar ao longo da semana?

Assinado: Um estudante longe de casa

Helena Sacadura Cabral disse...

Ao comentador das 11:26
Infelizmente não domino a sua língua,
Mas já que domina a minha poderá traduzir?

Helena Sacadura Cabral disse...

Ao estudante fora de casa
Vou arranjar-lhe algumas sugestões. Mas isso implica ter de cozinhar. Gosta de o fazer?
Para ja lembro caril de frango, pasteis de bacalhau, rolo de carne, strogonoff de peru, bacalhau à Braz - só a base de cebola e bacalhau bem cozinhadas - que descongela e junta ovos e batata palha na altura de comer, crepes que pode rechear com o que quiser nomeadamente atum em maionese, croquetes, legumes assados com azeite no forno, panquecas para rechear com fiambre e queijo.
Na net encontra a maneira de cozinhar qualquer delas!

Dalma disse...

HSC, ao lê-la, vi-me a mim, quando era professora e tinha miúdos pequenos e dp adolescentes, ás 6ªf á tarde, na azáfama de cozinhar e congelar para a semana seguinte... nesse dia o meu jantar era invariavelmente chá e torradas!

Anónimo disse...

Deu o grito de Ipiranga ou foram os filhos que cresceram? :-)

Maria Eugénia disse...

As rotinas de qualquer Mãe trabalhadora, fora de casa... Também passei por isso:=)
Bjs da Maria do Porto

Anónimo disse...

Um domingo especial

https://youtu.be/T-MNzKsd87g

Ghost

Anónimo disse...


Helena

O domingo!

Há meses, que descobri que gosto mais dos dias de semana do que o fds. Não acho normal, o domingo deprime-me o meu mundo interno não gosta do domingo. Não porque se aproxime a 2ª porque gosto de trabalhar da azáfama do dia a dia. É a azáfama do dia a dia que me preenche é sentir e saber que vou ter um dia cheio que me faz acalmar o mundo que tanto manda em nós, o interno. Ando numa inquietação adorava puder falar consigo, preciso de outra visão do mundo, sair desta pequenez que é a minha mente. Hoje, vou ter com alguém que fez a análise com o seu psicanalista, é urgente sair deste impasse em que vivo, nem vivo. Já li tanto, mas os livros não me salvam só me fazem pensar, o que quero é ação ou resignação esta seria má.

Continue a desbravar mentes, a fazer pensar, li uma coisa no seu último livro que me arrependi de não ter feito. A coragem vem do coragem, não tive coragem.

Abraço
Carla