domingo, 25 de setembro de 2011

O animal que existe em nós


«Por debaixo do verniz civilizacional, todo o homem tem dentro de si um animal à espreita. Infelizmente, se esse verniz for arrancado, o animal vai mostrar a cara. A promessa de concessão de direitos sem a obrigatoriedade de deveres e de recompensas sem méritos foi o que arrancou o verniz na recente eclosão de episódios de vandalismo na Inglaterra.»
«É uma ilusão, senão uma loucura, acreditar que os alemães e os gregos podem pertencer à mesma organização e adequar-se às mesmas normas financeiras. Como impor a mesma moeda, o mesmo sistema e o mesmo modo de vida ao alemão trabalhador, cumpridor das leis, respeitador da hierarquia, e ao grego fanfarrão e avesso às normas?»
«A União Europeia é um objectivo inalcançável, pois foi escolhido pela sua pureza, que exige que todas as diferenças sejam atenuadas, os conflitos superados, e no qual a humanidade deve encontrar-se como sob uma unidade metafísica que jamais pode ser questionada ou posta à prova.»
«Optimismo e utopia em excesso geralmente acabam em nada ou, pior, dão em totalitarismo.».

Este texto foi roubado do blogue FORTE APACHE*, e constitui excertos de uma entrevista concedida por Roger Scruton à revista brasileira VEJA . O seu autor, Pedro Correia, é alguém que respeito muito e sigo com atenção.
O que aqui se diz é importante e faz pensar.

*forteapache.blogs.sapo.pt

HSC

Ele há coisas...


Hoje, eu e o meu querido Mário Zambujal - vamos sempre juntos a estas andanças -, fomos a uma sessão de autógrafos na Amadora, porque havia lá uma Feira onde nos queriam.
Ao contrário de muita gente que publica, eu gosto destes banhos de gente que vai "ver-nos".
Por norma, começamos por dizer alguma coisa sobre o que nos leva a escrever. E, por gentileza do Mário...sou sempre eu que começo. Sou boa, perdoem-me a imodéstia, nesta coisa de aquecer salas. Não tenho papas na língua, sinto-me entre iguais e sou muito reconhecida a quem num Domingo de sol, enche uma sala para ouvir, ver e conversar com quem escreve.
Foi comovente - e falo por mim - ver o carinho com que sou tratada e o espanto de alguns pela forma simples com que os recebo. Mas de que outra forma poderia ser, se são eles que fazem o sucesso ou insucesso de um livro e se é para eles e por causa deles que escrevo?!
Vim para casa satisfeita por ver que esta terra, que faz parte do que sou e que amo entranhadamente, pese embora todas as dificuldades com que vive, ainda continua a comprar livros e a ter paciência para ouvir os seus autores. Não há povo no mundo mais caloroso que o português.
E o resto são cantigas!

HSC

sábado, 24 de setembro de 2011

Assim é o amor!


Esta semana não foi fácil. Tive que discutir contratos, não sou negociadora fácil e tenho pouca paciência para o "chicoespertismo". Esta mistura explosiva deixou-me estafada. Nada como ir ao cinema para arejar a mente e o espírito, antes de sair do país, daqui a dias.
Resolvi, a medo, ir ver Beginners - entre nós traduzido por Assim é o amor -, que acreditei ser uma comédia.
Cinema sem conhecer o realizador é temeridade que raramente faço. Mas desta vez, embarquei...
A ideia central do filme tem interesse, porque perspectiva o amor em ângulos muito diversos e conta-se em poucas palavras.
Alguns meses depois do pai falecer de um cancro de pulmão, Oliver conhece Ana, uma jovem irreverente e imprevisível. E a relação entre os jovens irá desenrolar-se no rescaldo das memórias de Hal, pai de Oliver que, a seguir à morte da mulher, e já com 75 anos, resolve sair do armário e viver uma tumultuosa vida homossexual.
O impacto da nova vida do progenitor, ora comovente, ora cómica, aproximam pai e filho e vão dar à frágil relação com Ana uma nova dimensão.
Se o realizador tivesse garra, inspirado na sua própria história e com dois belíssimos actores - Christopher Plummer, excelente, e Ewan Mc Gregor - teria feito uma magnífica película. Mas não chega lá. E eu, apesar de ter gostado, não vim satisfeita.

HSC

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Corpo e alma


É sempre surpreendente quando se assiste a um espectáculo em que há uma total harmonia entre os movimentos de dois corpos. Os quais, pela busca da perfeição, nos deixam estupefactos. Aconteceu isso comigo quando assisti ao espectáculo para que nos remete o link que registo abaixo:

http://www.youtube.com/watch_popup?v=JGq4k8RMe9o

Não deixem de ver, mas não se assustem com o senhor que aparece no inicio, a falar uma língua que, julgo, será regional. E depois, por favor, pensem como se pode chegar a uma tal sinfonia corporal.
E andamos todos nós às turras... Haja paciência!

HSC

quarta-feira, 21 de setembro de 2011



Hoje celebra-se o dia da doença de Alzheimer que afecta pacientes e famílias de modo trágico. O meu Pai, nos últimos meses da sua vida, foi progressivamente invadido por este mal. É em seu nome e no de todos aqueles que passam por esta Via Sacra que não quero deixar de chamar a atenção dos que me lêem para este problema. Que um dia foi do meu progenitor e amanhã poderá ser meu e daqueles que amo. Nunca é demais lembrar que a desgraça dos outros pode, um dia, ser a nossa!

HSC

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma ilha ajardinada...



Recebi esta imagem de um amigo. No meio de tanta crise veja-se a nossa capacidade de encaixe...no duplo sentido da palavra!

HSC

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Angela que se cuide!


Com eleições nacionais em 2013, as coisas parecem estar a complicar-se para a Senhora Merkel, que se confronta com novas dificuldades internas, visto que os sociais-democratas (SPD) voltaram a ganhar as eleições em Berlim.
A CDU, da chanceler alemã, teve um discreto aumento, mas os Liberais Democratas seus parceiros de coligação e muito cépticos em relação à Europa, sofreram um duro revés ao ficaram-se pelos 1,9%, quando em 2006 haviam obtido 7,6% .
O partido ficou, deste modo, abaixo dos 5% indispensáveis para um assento em Berlim e Klaus Wowereit prepara-se para assumir um terceiro mandato à frente da cidade. 




Parece que uma boa parte das derrotas da CDU se ficará a dever ao modo como Angela Merkel tem estado a gerir a crise na zona euro.


Pese embora estas eleições serem de âmbito regional, a sua votação reveste significado quase nacional, o que torna mais difícil a capacidade de manobra da chanceler, que a 29 de Setembro tenciona levar ao Parlamento o assunto do alargamento de funções do Fundo Europeu de Estabilização Financeira.


A vida não está fácil para a senhora Merkel. E para nós muito menos!

HSC