domingo, 16 de novembro de 2014

Desiderata


Go placidly amid the noise and haste,
and remember what peace there may be in silence.
As far as possible without surrender
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even the dull and the ignorant;
they too have their story.

Avoid loud and aggressive persons,
they are vexations to the spirit.
If you compare yourself with others,
you may become vain and bitter;
for always there will be greater and lesser persons than yourself.
Enjoy your achievements as well as your plans.

Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs;
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals;
and everywhere life is full of heroism.

Be yourself.
Especially, do not feign affection.
Neither be cynical about love;
for in the face of all aridity and disenchantment
it is as perennial as the grass.

Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.
Many fears are born of fatigue and loneliness.
Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.

You are a child of the universe,
no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.

Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be,
and whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life keep peace with your soul.

With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful.
Strive to be happy.

E agora esta versão chamada "Desiderata" - do latim aquilo que desejamos - prosa poema que se atribui ao escritor americano Max Ehrmann, como tendo sido escrita em 1927...
Como não sou especialista de literatura e não conhecia o texto, deixo a informação que recolhi. E, convenhamos, se assim for trata-se de uma belíssima tradução. Tão boa que, confesso, não sei qual das versões do poema me toca mais fundo.

HSC

Encontrado numa Igreja de Baltimore em 1692

Allez tranquillement parmi le vacarme et la hâte et souvenez-vous de la paix qui peut exister dans le silence.
Sans aliénation, vivez, autant que possible en bons termes avec toutes les personnes.
Dites doucement et clairement votre vérité.
Écoutez les autres, même les simples d'esprit et les ignorants, ils ont eux aussi leur histoire.
Évitez les individus bruyants et agressifs, ils sont une vexation pour l'esprit.
Ne vous comparez avec personne : il y a toujours plus grands et plus petits que vous.
Jouissez de vos projets aussi bien que de vos accomplissements.
Ne soyez pas aveugle en ce qui concerne la vertu qui existe.
Soyez vous-même.
Surtout, n'affectez pas l'amitié.
Non plus ne soyez pas cynique en amour car, il est, en face de tout désenchantement, aussi éternel que l'herbe.
Prenez avec bonté le conseil des années en renonçant avec grâce à votre jeunesse.
Fortifiez une puissance d'esprit pour vous protéger en cas de malheur soudain.
Mais ne vous chagrinez pas avec vos chimères.
De nombreuses peurs naissent de la fatigue et de la solitude.
Au delà d'une discipline saine, soyez doux avec vous-même.
Vous êtes un enfant de l'univers, pas moins que les arbres et les étoiles.
Vous avez le droit d'être ici.
Et, qu'il vous soit clair ou non, l'univers se déroule sans doute comme il le devait.
Quels que soient vos travaux et vos rêves, gardez dans le désarroi bruyant de la vie, la paix de votre cour.
Avec toutes ses perfidies et ses rêves brisés, le monde est pourtant beau.
Tachez d'être heureux.

Este texto, que me foi enviado por uma amiga, é uma verdadeira conversa/meditação de cada um consigo mesmo. Mas pode, igualmente, ser uma lindíssima oração. De uma qualquer crença ou religião que acredita na natureza humana.

HSC

sábado, 15 de novembro de 2014

On My Hand


Amanhã vai fazer sol. Eu vou passear com um amigo de quem gosto muito e que está a passar um mau bocado. Deixo-vos uma bela canção numa bela voz. Todos precisamos!

HSC

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A perfeição

Sempre tive muitas dúvidas sobre se me interessaria ser perfeita. Claro que a pergunta é de fácil resposta, quando o objectivo é inalcançável. Mas não é esse o meu caso. 
Sempre tive melhores relações com o pecado do que com a virtude, se é que a questão se pode reduzir a estas duas palavras, cujo sentido religioso não é o que aqui me interessa.
Existe um lado estimulante no pecado que, confesso, muitas vezes, me atrai. E um lado melancólico na virtude que, muitas vezes, me enfada. No entanto, tenho passado a vida a tentar sair de um para atingir o outro.
Como conciliar? Há já algum tempo que que aprendi que o pecado pode ser, pela prática repetida, muito pouco aliciante e que a virtude, porque raramente praticada, pode conter em si ingredientes muito provocadores.
No meu caso tenho vindo a conseguir resolver esta ambiguidade com algum sucesso. Com efeito, este baseia-se na distinção que importa fazer entre os bons pecados e as más virtudes. A partir daí trata-se apenas de escolher os que comportam "melhor" custo/benefício. Prática a que todos os economistas - eu incluída - estão muito habituados!

HSC

Esclarecendo

Este blog começou em 30 de Dezembro de 2009 e, ao longo destes quase cinco anos, abordou as mais variadas questões, desde a politica, à economia, à sociedade. Nele sempre disse o que pensava e nunca o usei para defender posições que não fossem exclusivamente as minhas. 
Tendo, como sempre tive, dois filhos na política, isso nunca me inibiu de me expressar como alguém que tem pensamento próprio. Em raras ocasiões concordei com as posições de um ou do outro. Também por esse facto não deixei de as manifestar. Aliás, era só o que faltava a qualquer cidadão que tenha familiares na política, não poder expressar o seu pensamento de forma independente
Há cerca de uns meses este blog passou a atrair os descontentes com o actual situação do país, que aqui começaram a comentar não os post´s que publico, mas o governo, esquecendo que não só não faço parte dele, como já publicamente disse não ter sido com o meu voto que ele foi eleito.
Por causa disso, em tempos avisei aqui que seriam eliminados todos os comentários que pretendessem fazer desta casa o vomitório de criticas ao meu filho Paulo, porque como se deverá compreender, eu não teço aqui comentários sobre ele. Critico a actuação do governo sempre que entendo dever faze-lo, mas não lavo em praça pública, questões familiares. Nem eles, irmãos, alguma vez o fizeram, porque aquilo que os unia era bem mais forte do que aquilo que os separava. Não é o nosso modo de gerir a vida, pese embora o contrário disso até seja hoje muito frequente.
Assim, não vale a pena os anónimos darem-se ao trabalho de me tentarem ofender pelos actos de quem governa. Há imensos blogues onde serão muito bem vindos. Aqui não. 
E aproveito para esclarecer que quando emito opiniões, elas são as minhas, e por elas nunca recebi compensações de natureza alguma. Bem pelo contrário. O que me dá o direito a dizer o que penso, mesmo quando isso coincida com posições familiares. 

HSC

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A taxinha para dormir


“Mais uma vez se verifica que são sempre os munícipes a pagar os custos da irresponsabilidade financeira dos municípios, sendo que qualquer pretexto serve para inventar taxas que não correspondem à contrapartida de qualquer serviço público prestado, e que por isso não passam de impostos encapotados. Um exemplo típico é a protecção civil, que é uma função geral do Estado, e que por isso já é paga nos impostos, não podendo servir de pretexto ao lançamento de taxas.”...

                 (Luís Menezes Leitão in Delito de Opinião)

E agora alguns excertos dos comentários feitos ao mesmo texto de Luís Menezes Leitão:


"O mesmo António Costa que tinha garantido em Julho de 2013, aquando da campanha autárquica que não aplicaria tais taxas."

" Se um passageiro desembarcar no aeroporto de Lisboa em transito para Coimbra, tem de pagar a taxinha de turismo?"

"Pergunta no ar... Isto é constitucional? A taxa pelo Aeroporto, digo. Bota descriminação em cima, desde quando um aeroporto é usufruto de uma só cidade?"

Julgo que depois dos aumentos no IMI, da água, do gás e da eletricidade que por aí já foram anunciados, só nos faltava mesmo esta "taxinha" que para qualquer economista mais não é do que um imposto mal encapotado. Só falta que tenha de pagar por me deitar na minha cama em Lisboa e mudar-me para o Porto onde parece que o autarca ainda nos permite dormir em paz!


HSC 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O silêncio como refúgio


Cheguei à conclusão de que, com o andar dos anos, o silêncio se me impõe. Não porque viva na solidão mas porque, em quase três anos, a morte de dois seres muito queridos, permitiu que de tal tomasse consciência.
Escrever é, como todos sabem, um trabalho muito solitário que, na maior parte dos casos, tento combater ouvindo boa música. Há dias disse-vos que a Paixão segundo S. Mateus me serenava e é verdade. Todavia, começo a dar-me conta de que há um outro tipo de silêncio que pode co-existir com certas melodias ou mesmo certos ruidos de fundo. Dito de outra forma, o silêncio contém em si uma harmonia que quase diria musical, um som que só quem medita sabe entender.
Hoje a minha estadia junto do meu irmão foi silenciosa, sem qualquer troca de sons. De mão dada com ele, ali fiquei na penumbra do seu espaço, e foi tão bom como os risos que na última vez trocámos.
Nesta fase da minha vida, o silêncio é um bálsamo de que dificilmente prescindo. Na sua infinita sabedoria, Deus deu-me a oportunidade de perceber agora muito melhor, uma ferramenta a que nem sempre consegui dar o verdadeiro valor.
Talvez por isso e ao contrário de alguns amigos meus que não param em casa e transferiram o seu mundo para as obrigações exteriores, aquela seja, para mim, o grande refúgio para  o qual fujo cada vez com mais satisfação.

HSC