sábado, 22 de agosto de 2026

A MORTE DO PROF. CARLOS PORTAS

O Professor Carlos Portas foi meu cunhado. Faleceu ontem. A sua morte deixa um silêncio difícil de preencher.

Há pessoas que passam pela nossa vida e deixam apenas uma recordação; outras deixam uma marca. Um professor pertence, muitas vezes, a esta segunda categoria. Porque ensinar nunca é apenas transmitir conhecimentos. É também despertar curiosidades, formar consciências, estimular perguntas e, de alguma maneira, participar na construção das pessoas que os seus alunos virão a ser.

A partida do Professor Carlos Alberto Portas é, por isso, uma perda que ultrapassa o círculo daqueles que lhe eram próximos. Perde-se um professor, mas perde-se também uma presença, uma voz, uma forma particular de olhar o mundo e de o partilhar com os outros.

A morte obriga-nos a reconhecer a fragilidade de tudo aquilo que julgamos permanente. Mas há uma espécie de permanência que a morte não consegue apagar: a das palavras que ficaram, dos ensinamentos que foram assimilados, dos gestos que foram lembrados e da influência que, muitas vezes sem o sabermos, alguém exerceu sobre nós.

É essa a verdadeira herança de um professor. Não os livros, os programas ou as aulas que ficaram para trás, mas aquilo que permanece dentro de quem o ouviu.

Que o Professor Carlos Alberto Portas descanse em paz. E que a memória da sua vida e do seu trabalho possa continuar viva naqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, de o escutar e de aprender com ele.

 

Sem comentários: