quinta-feira, 12 de junho de 2014

O que se diz por cá (9)

Jorge Lacão é o promotor de um abaixo-assinado subscrito por um grupo de deputados socialistas, no qual se apela à presidente, Maria de Belém, para convencer António José Seguro a marcar eleições directas para a escolha do secretário-geral e um congresso extraordinário electivo. A iniciativa visa "transmitir ao secretário-geral o desagrado do grupo parlamentar e solicitar que não prolongue a crise política no partido, numa altura em que o país tanto precisa do PS". 
Os deputados consideram que a crise interna está a desgastar muito o partido e que é preciso resolvê-la rapidamente. Ao que se apurou, até ontem ao fim da tarde, o texto já teria sido subscrito por cerca de meia centena dos deputados afectos a António Costa, numa bancada parlamentar que conta com 74 .
Esta crise precisa de ser resolvida, porque não é só o PS que sai prejudicado. É a oposição que enfraquece e o país que tende a cansar-se da política, face a este tipo de conflitos!
HSC  

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A riqueza em tempo de crise


Um estudo do Boston Consulting Group, revela que o valor da riqueza privada, dinheiro administrado por gestoras de fortunas e bancos de investimento, atingiu um novo recorde em 2013, com 112 biliões de euros. É uma subida de 14,6% relativamente ao ano passado. Nunca houve tantos milionários como agora e são várias as razões apontadas: vigor dos mercados de acções, recuperação das economias industrializadas e políticas monetárias favoráveis por parte dos maiores bancos centrais. 
É nos Estados Unidos que se encontra o maior número de milionários (7,1 milhões). Porém, é no Qatar que existe a maior concentração de fortunas (175 milionários por cada 1.000 habitantes), revela aquele estudo. A America do Norte e a Europa Ocidental são as duas regiões mais ricas do mundo, apesar de ser a Asia-Pacifico que apresenta um maior crescimento da riqueza. A China deverá ser, em 2018, a maior superpotência mundial.
Não consigo comentar. Precisava de ter uma ideologia qualquer que me fizesse crer que há maléficas razões estruturais para que tal aconteça...
HSC

terça-feira, 10 de junho de 2014

Galeria de notáveis





Esta galeria de notáveis não é minha. Foi roubada ao blog DOTeCOMe em http://dotecome.blogspot.pt/. Confesso que me pareceu particularmente apropriada ao dia de hoje. Todos eles têm o poder de falar ao país e do país..

HSC

A 10 de Junho


Gravíssimas preocupações familiares obrigaram-me, hoje, a assistir pela televisão às cerimónias do 10 de Junho, como a única forma possível de passar um tempo demorado. Não comentarei aqui a enorme surpresa que me causaram duas ou três condecorações, pese embora ser natural e previsível que delas venha a falar um pouco mais tarde.
Tão pouco me irei ocupar do discurso presidencial que, por dezasseis vezes, insistiu no tema do "entendimento partidário" que tanto o preocupa. Ou, para quem prefira, os chamados "compromissos partidários", aos quais vem, sistematicamente, fazendo referência. Em política e em particular na portuguesa, não há nem lealdades nem amizades. Há conveniências.
O que agora me interessa aqui, é comentar a forma como a comunicação social se ocupou do esvaimento público que ocorreu ao Presidente da República. Aquilo que pode acontecer a qualquer cidadão toma, é claro, neste caso, uma outra dimensão. É evidente. Mas, mostrar as imagens que eu vi e relembrar, ao vivo, aquelas que haviam acontecido há cerca de dez anos, parece-me de expressivo mau gosto. Como me choca que perante o acontecimento as "manifestações livres previamente preparadas", não tivessem mostrado algum silêncio/respeito, perante um facto cujo grau de gravidade se desconhecia.
Só conheço Cavaco Silva porque foi meu colega no Banco de Portugal. Nada mais. Como PR não seria o meu eleito. Mas isso não faz com que me congratule com os seus males ou os deseje, como recentemente tive oportunidade de ler e ouvir.
Também não vejo bem a necessidade dos comentários feitos ao discurso, por Seguro ou por Teresa Caeiro. O que ali estava em causa era o país, o dia da portugalidade que, queiramos ou não e até fim do seu mandato, estão personificados no Presidente da Republica!

HSC

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O que se diz por cá (8)

Em Santarém, de visita à Feira da Agricultura que está a decorrer, Pedro Passos Coelho realçou que “o programa acabou a 17 de Maio”, mas que a transferência da última tranche do Memorando de Entendimento está suspensa. 
Relembrou que ela deveria ser paga a 16 de junho, mas “ já só poderá ser canalizada para Portugal” depois de resolvidas as dúvidas em torno dos cortes a implementar por parte do Executivo decorrentes da inconstitucionalidade de três medidas incluídas no Orçamento de Estado para este ano, decretadas pelo Tribunal Constitucional.
Segundo o PM, “a deliberação do TC ocorreu antes de o FMI ter podido realizar a reunião do seu ‘board’, onde seria libertada a última tranche”. As dúvidas sobre o caminho alternativo do Governo aos cortes chumbados “impedem estas instituições de procederem à transferência” da última parcela do empréstimo acordado com a troika.
Na perspectiva do primeiro-ministro, falta “ver como  ultrapassar esta situação criada por Portugal, que alterou o combinado na 12ª avaliação”.

Passos Coelho alegou ainda que “a leitura do acórdão deixa ao governo dúvidas sobre outras decisões, nomeadamente o orçamento rectificativo”, o qual também irá passar pelo crivo do TC.

O país anda suspenso pelas dúvidas do governo, pelas metáforas de circunstância do Presidente da Republica, pelas inseguranças de Seguro, pela bicefalia do BE, pelo futuro comportamento de Marinho e Pinto, pela insatisfação de todos nós. 
É muita complexidade junta...

HSC

A 9 de Junho

O Presidente da República, na sua intervenção desta manhã, na Câmara da Guarda por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas defendeu que é tempo de "o medo dar lugar à esperança" e de reencontrar o rumo certo para o país, insistindo que é fundamental evitar erros passados, para que as novas gerações não tenham de voltar a fazer os mesmos sacrifícios", frisou.
Agora, acrescentou, "finalmente vemos para onde nos devemos dirigir" e com os olhos postos no futuro temos de reencontrar no presente o rumo certo para o país.  
O Presidente da República recordou ainda que é a segunda vez em 37 anos que a Guarda acolhe as comemorações oficiais do 10 de Junho, destacando a evolução do país e da cidade ao longo de quase quatro décadas. 
De facto, disse, "a implantação de novas empresas no concelho e no distrito da Guarda, com forte aposta na inovação e desenvolvimento, é a prova de que a interioridade pode ser vencida e de que à fatalidade da geografia não corresponde a fatalidade da desertificação" e incentivou a procura activa de investimentos, a exploração de "potencialidades endógenas" e a aposta na divulgação do património histórico e das tradições, como forma de atrair os turistas.

Ao ouvir o pequeno discurso do chefe da nação, neste dia 9 de Junho, o meu pensamento perdeu-se no passado. E nele, eis que me lembrei que foi nesta data que há meio século me casei... 

HSC 

O que se diz por cá (7)


"É curioso isto. Um tipo olha para os noticiários, vê a barafunda policial na Praia da Luz e quase pensa que está em 2007. Se continuar a ver, apanha com o PS em fanicos e um Governo PSD/CDS fragilizado, e quase pode pensar que recuou até 2004. 
É por estas e por outras que Portugal não tem futuro - estamos sempre a reviver o nosso passado, numa versão muito rasca de um "Groundhog Day".
          (Comentário de J. Campos ao post "Os mesmos" de P. Correia)

E andamos nós a discutir o futuro de um país que muitos pensam sem futuro... Somos mesmo uns futurologos falhados!

HSC