sábado, 5 de outubro de 2019

Um dia muito feliz!


Costumo dizer que a felicidade é feita de muitos momentos felizes.  O dia de hoje é, para mim, um desses momentos, em que me foi dada ocasião de assistir à subida de José Tolentino de Mendonça a Cardeal.
Não porque isso altere nalguma coisa a relação de amizade que nos une, mas porque fico muito feliz ao ver reconhecida pelo Papa a qualidade humana e cultural deste homem que conheci na ocasião mais dolorosa da minha existência. 
Depois dos meus pais, dos meus filhos e da escassa família que me resta, o padre Tolentino, agora Cardeal da Igreja, é a pessoa mais importante da minha vida, aquela que, eu sei, velará sempre por mim.
Assim, no dia de hoje, sinto-me muitíssimo feliz. E enche-me de alegria poder partilhar este momento, com todos os que me lêem e também apreciam aquele que sempre veremos como o nosso padre Tolentino!

HSC

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A acabar a... experiência!

Há um mês escrevi aqui um post, intitulado "À experiência", em que dava conta de que iria participar, durante 5 semanas, no programa O RESTO É CONVERSA, que serviria  de rampa para o novo concurso de Pedro Fernandes, VER PARA CRER. Falta-nos, assim, uma semana para desaparecermos do ecrã e dar o espaço ao dito concurso, ao qual desejo o maior sucesso.
Para mim, foi um tempo divertido, com gente de quem gosto e com quem estreitei relações. Fui tratada como uma princesa pela CORAL, a nossa produtora, que tudo fez para que eu me sentisse confortável. O mesmo digo da Felipa, aquela amiga especial que consegue, sempre, arrastar-nos para o que ela quer e nós temos reticências em fazer. Estava eu nas minhas tamanquinhas a preparar a saída do novo livro quando, vem ela, um autêntico furacão, tirar-me da quietude do lançamento
Logo eu, que tinha tido uma experiência traumatizante na SIC, com a antiga produtora e a antiga direção, que nos tratou -  ao Mario Zambujal e a mim - de forma muito pouco elegante. Felizmente a estação tem hoje á frente Daniel Oliveira de quem muito gosto.
Com esta aventura na TVI fiquei, de novo, conciliada com a televisão. E tenho a certeza de que, com o Daniel Oliveira, tudo teria sido diferente, no passado. Poderíamos sair na mesma, mas seriamos corretamente tratados. Disso não tenho qualquer dúvida!
A Felipa Garnel apostou em nós e se tivessemos podido fazer algo de parecido com a brasileira SAIA JUSTA, teriamos tido, talvez, sucesso garantido. Não foi possível, porque nem uma semana tivemos para nos preparar. Mas cumprimos a promessa de rir e distrair.
Quem sabe, se não acabaremos por o fazer, noutro tempo e noutro local, com outros conteúdos? Houve quem gostasse de nos ver e se divertisse bastante connosco.
Até 8 de Outubro é lá no O RESTO É CONVERSA,  que iremos despedirmo-nos de vós. Depois, o tempo e o modo determinarão o que se irá seguir...

HSC

sábado, 28 de setembro de 2019

Armas ou panelas?

Há um ano que se anda à volta da "estória" do roubo de armas em Tancos, a qual pela gravidade que reveste, deveria ficar na História do país. 
O que se tem ouvido e lido, se tomado a sério, imporia, logo no início, medidas de exceção. Não foi o que aconteceu. Até há bem pouco tempo parecia que tinha havido apenas um roubo de panelas de cozinha, numa qualquer Feira Popular.
Já estamos tão habituados a trapalhadas, que nem sequer nos espantamos que o PR, um primeiro ministro, um ministro e algumas altas patentes militares sejam arrastadas para o centro deste furacão e ninguém ponha ordem no assunto e esclareça o povinho sobre o que se passa. E tudo isto, claro, em plena e séria campanha eleitoral...

HSC

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Gente que não sabe estar


Num período de caça ao voto, a que liricamente chamamos de eleitoral, surpreende que alguém consiga fazer-nos rir diariamente sobre o tema da política que, como sabemos, é suposto não fazer rir ninguém.
Ricardo Araujo Pereira tem a seu favor, convenhamos, factos politicos e autores dos mesmos que, por si só, permitem uma enorme risada. Mas ele consegue transforma-los naquilo que eles verdadeiramente são. Ou seja uma tragicomédia. Mas fa-lo com tal humor, com tal qualidade que sabe por-nos a rir de nós próprios. Porque é isso que ele faz de forma admirável através dos politicos que escolhe e dos factos que relata. É preciso ser mesmo muito bom, para o fazer e ainda ter a colaboração dos visados. 
Por mim, todos sabem que gosto de rir e de o fazer a meu próprio respeito. Assim estou extremamente grata ao RAP pelas seriíssimas gargalhadas que, à sua custa, tenho dado. 
Parabéns ao autor e à TVI.

HSC

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Re-escrever a História

O Supremo Tribunal de Espanha decidiu a favor do Governo socialista e ordenou a exumação de Franco do Vale dos Caídos. Os restos mortais do ditador vão ser transferidos para o Cemitério El Pardo.
A família de Francisco Franco recorreu aos tribunais e ameaçou enterrar os restos do ditador na Catedral da Almudena, onde possui uma campa. A perspetiva de transferir o culto ao caudilho para pleno centro de Madrid fez o Governo apertar o cerco à família Franco. 
O executivo anunciou, então, o enterro do ditador no cemitério El Pardo, nos arredores de Madrid, o mesmo onde está enterrada a mulher de Franco.
O Governo alegava razões de segurança e de ordem pública para impedir o enterro de franco na Catedral de Madrid.
A decisão do Supremo Tribunal foi tomada esta terça-feira, no dia em que se dissolvem as cortes e em plena pré-campanha eleitoral.

                                                     in TSF

Independentemente das razões de natureza ideológica que estejam na base desta decisão – será que a trasladação de Franco altera, em alguma coisa, a história da Espanha? - há nela algo que me incomoda, talvez porque eu própria já tenha passado por uma situação que se assemelha.
Creio que, depois de alguém morrer, se devem cumprir os desejos expressos por cada um ou, na ausência deles, que seja a família próxima a decidir o que fazer com o cadáver do ente que acaba de perder.
O governo espanhol tomou esta decisão contra a vontade da família do caudilho, impondo que Franco ficasse enterrado ao lado da sua mulher. 
Mas com que direito, pergunto, um governo se apodera do destino que, no seu tempo, foi considerado o mais digno, obrigando a família, ditatorialmente, a aceitá-lo?
Serão, possivelmente, razões desta natureza, que levam a que o corpo de Marcelo Caetano continue em terras brasileiras e que o meu filho Miguel não pudesse ter tido, como era meu desejo, um funeral vivido em toda a intimidade. É triste!

HSC

domingo, 22 de setembro de 2019

Lá se vai o bitoque...

O Reitor da Universidade de Coimbra, Amilcar Falcão, parece querer competir, em popularidade, com Greta Thunberg, a adolescente ativista em greve escolar. 
Com efeito, esta última, sentada ao lado de António Guterres, falou na abertura da Cúpula do Clima da ONU, para salientar que “os jovens têm força para pressionar governantes por mudanças”.
Já o Reitor, em defesa de princípios semelhantes, decidiu proibir nos refeitórios da Universidade, o consumo de carne de vaca, medida que, não resolvendo qualquer problema, entende ser importante na consciencialização do mundo académico.
Tal decisão, pouco expectável num académico de excelência - já que não obedece a critérios científicos - foi, diz-se, apoiada pelos alunos, embora, curiosamente, não respeite a liberdade de escolha dos mesmos. 
Haverá sempre, julgo, quem goste de comer um bitoque ou um hambúrguer – mais compatíveis com a algibeira estudantil – e quem considere que carne de vaca deve fazer parte da sua dieta alimentar. 
Com tal decisão, a partir de 2020, estas almas ficam obrigadas a comer fora da Universidade. Algo me diz, haver nesta deliberação um vago toque totalitário. Porque, daqui a pouco, a liberdade individual desaparece, para dar lugar a uma ditadura do politicamente correto, cujo único objectivo é proteger os seus arrojos com uma superioridade moral, ditada neste caso, pela luta contra as alterações climáticas.
Em tempos de populismo, já nem sequer se considera bizarro que um académico de topo tome este tipo de decisões!

HSC

sábado, 21 de setembro de 2019

Está tudo doido!


O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, disse esta quinta-feira que “lamenta profundamente” ter escurecido o tom da pele para uma festa, em 2001, depois de a revista Time ter divulgando uma fotografia em pleno arranque da campanha eleitoral no país.
A imagem, que mostra Trudeau, então com 29 anos, na companhia de quatro mulheres, foi retirado de um álbum de final de ano de uma escola privada de Vancouver, onde Trudeau ensinava, e foi captada durante uma festa com o tema das Mil e Uma Noites.

                                                  In Observador

Nem sei o que é mais lamentável. Se o pedido de desculpas, se o politicamente correto que as ditou. Isto numas eleições renhidas, como as que, no Canadá, estão a correr.
Lamentável, é o mínimo que posso dizer!

HSC