No Domingo, Luís Marques
Mendes, no seu comentário habitual na SIC, dizia que tinha sido um crime contra
o país não só acabar com os serviços florestais e com a rede de guardas
florestais, como terem sido afastados da liderança da gestão e defesa da
floresta, os engenheiros florestais, cujo conhecimento técnico seria essencial na
prevenção e combate aos fogos.
Todos sabemos a partir de
que altura os incêndios começaram a devorar o país e porquê. De ano para ano é
sempre a mesma “conversa”. Chegam, até, a anunciar-se verbas e programas para
tal combate, esquecendo que o essencial é investir na prevenção. O resto é
favorecer um negocio que vive deste tipo de incúria.
A primeira causa dos
incêndios em Portugal é a manifesta ausência de uma política para as florestas.
É, aliás, esse facto que explica que o pais tenha, só ele, mais fogos do que o
conjunto dos quatro países europeus constituído pela Espanha, França, Itália e
Grécia.
É por isso que três dias
de luto nacional são, para muitos, aquilo de que não deveríamos necessitar, uma
vez que este padrão de comportamento já em 2005 tinha sido registado!
HSC




