Há uma semana relembrei, aqui, a morte do meu filho mais
velho, o Miguel.
Hoje, falo da alegria por comemorar o dia 1 de maio, data do
seu nascimento e que carrega uma luz especial no meu coração. Há 68 anos, nascia
um filho meu — momento que marcou para sempre a minha vida, como se o tempo
tivesse parado, para dar lugar a um amor novo, imenso e inexplicável.
Recordo esta data, como se ainda pudesse sentir o mesmo misto
de emoção, esperança e encanto. Era o início de uma história feita de risos,
desafios, discussões, aprendizagens e, acima de tudo, de um amor que só cresce
com o passar dos anos. Cada etapa vivida, cada conquista, cada dificuldade
superada, ajudou a moldar não apenas em quem ele se tornou, mas, também, em
quem eu me tornei.
Hoje, ao olhar para trás, sinto uma profunda gratidão. Pela
vida dele, pelo privilégio de o ter visto crescer, e por todos os momentos
partilhados — dos mais simples aos mais marcantes. É uma alegria serena, daquelas que aquecem a
alma e nos lembram do que realmente importa. E também um sorriso terno, pelas
datas escolhidas para ele viver e morrer. O que nos riamos por isso!
Vou celebrá-la com carinho, memórias felizes e a certeza de
que o amor de uma mãe nunca envelhece — apenas se torna mais forte e mais
profundo com o tempo.
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