Este Verão, por múltiplas razões, mais uma vez não fiz férias. O facto deveu-se, sobretudo, à circuntância de ter estado envolvida na escrita de um livro muito especial. E a minha vida espiritual, que é suporte do meu corpo, acabou, também, por se ressentir.
Uma amiga minha brasileira telefonou-me a perguntar se queria ir a Fátima com ela. Hesitei, face ao cansaço, mas acabei por aceitar.
Como sempre acontece, quando visito o Santuário, almocei na Tia Alice, casa onde todos me tratam com um carinho muito especial. Depois decidimos ir directas para Valinhos, o local onde o Anjo terá aparecido. Eu não conhecia, e fiquei a saber que é tido como fonte da melhor energia positiva do nosso país.
Não ia lá por isso. Ia para estar em paz comigo e com o mundo que me cerca, neste período em que os gritos e as acusações mútuas dos partidos que disputam as legislativas, têm consumido o melhor que há em cada um de nós. Foi onde estive mais tempo.
Passei depois pela nova Catedral e pela Capela, onde não me demorei muito. E não fui à antiga Catedral, onde me casei, porque depois dessa data e, por mera questão de sanidade espiritual, nunca mais lá voltei. Não seria agora que o iria fazer...
Acabada a viagem, voltámos para Lisboa. E, confesso, apesar de algumas sérias preocupações que tenho, senti que estava pacificada. Era disso mesmo que eu estava a precisar!
HSC