quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como disse?!

Consta - para mim esta é a frase que melhor define a política - que o Novo Banco tpoderá arrastar o défice para 7,2%. 
Porém e para espanto da economista que ainda penso ser, os governantes vêm dizer-me que este défice de 7,2% representa um mero registo contabilístico.
Ou eu já nada sei, ou vejo-me forçada a fazer três simples perguntas:
Como disse? 
Pode repetir?
Terei eu ouvido bem?!

HSC

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O jantar da Grupa



Já aqui tenho referido este grupo boémio de que faço parte e que me proporciona horas de muito agradável convívio. Vários são actores e caras conhecidas. Conheço-os há anos e sou incapaz de precisar quando e como nos constituímos. Mas temos uma história comum que nos une e nos torna felizes.
Claro que as Helenas são as mais belas - e as mais jovens - o que lhes dá aqui direito a um lugar de destaque. Desta vez houve uns faltosos, em especial os afadigados Pedro Rolo Duarte e Sérgio Figueiredo, sem os quais as televisões não seriam o que são!

HSC

Inegociável versus irrevogável...

“...O Tsipras de Setembro nada tem a ver com o Tsipras de Janeiro: confrontado com um iminente cenário de bancarrota e a perspectiva de colapso do sistema financeiro, conduziu a Grécia ao terceiro resgate externo de emergência em cinco anos, recebendo um cheque de 86 mil milhões de euros cuja aplicação será escrutinada até ao último cêntimo pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu. Na melhor das hipóteses, resta-lhe ser o Passos Coelho helénico na legislatura que vai seguir-se, forçando os gregos ao maior aperto de cinto de que há memória.
Bastaram oito meses para silenciar os hossanas ao antigo herói da esquerda radical, agora forçado a praticar políticas decalcadas de qualquer cartilha "neoliberal". Já nada me espanta. Nem me surpreenderia até que um dia destes víssemos Tsipras de gravata.”

                    Pedro Correia em Delito de Opinião

Afinal não é só cá que se fazem recuos... Na Grécia Tsipras também rasgou "inegociável" Programa de Salónica com que há oito meses se apresentou às urnas. Bem digo eu, que em política nunca se devem usar certos prefixos !

HSC

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Comentários e comentadores

Julgo que, desde que tenho um blog, apenas uma vez o fechei a comentadores. Faz parte do que eu entendo ser o jogo da democracia, deixar que aqui co-existam vozes concordantes ou discordantes, desde que obedeçam a critérios de civilidade.
Acontece que, ultimamente, alguns desses comentários são mera forma de catarse e nada têm a ver com o tema abordado no post. Trata-se, no fundo, de estar a utilizar um espaço alheio para escrever aquilo que deveria ser escrito em campo próprio, enviesando assim um diálogo que se deseja possa ser útil a todos os intervenientes.
Assim e para não limitar os comentadores, peço-lhes que, por norma, se cinjam ao tema que eu abordo, pos creio que, deste modo, todos ganharemos!

HSC

Então não vai à campanha?!

Se há comportamento pessoal de que me orgulho é o de nunca me ter envolvido nas actividades políticas dos meus dois filhos. Nunca ninguém me viu numa posse, numa campanha, num comício, numa homenagem. Faço uma rigorosíssima distinção entre o que é vida familiar e vida profissional de qualquer de nós.
Amo os meus filhos e não me furtei nunca à sua presença na minha vida, suportando as consequências de ser mãe deles. Mas sempre foi claro entre nós, que esse seria o preço a pagar por cada um desejar ser o que é e como é. E, quando um filho me acompanha a um cinema, um teatro, um almoço ou um jantar, tento passar o mais despercebida possível. Foi, aliás, o que também tentei fazer com o pai deles, quando do seu já muito longinquo tempo de frenesim político.
Pois apesar disto tudo ser bem conhecido, acabam de me perguntar se, à semelhança do que se prevê para outros candidatos, eu não iria aparecer na campanha eleitoral?
Fiquei tão atónita com a questão, que só me saíu como resposta a frase "certamente que a senhora não me conhece e não sabe com quem está a falar, senão já saberia a resposta". 
A interlocutora ainda tentou esclarecer-me da razão da pergunta. Mas eu gentilmente disse-lhe que não estava interessada em saber os meandros da mesma e, com delicadeza, desliguei o telefone. Ele há com cada pergunta mais idiota!

HSC

domingo, 20 de setembro de 2015

Uma ida a Valinhos


Este Verão, por múltiplas razões, mais uma vez não fiz férias. O facto deveu-se, sobretudo, à circuntância de ter estado envolvida na escrita de um livro muito especial. E a minha vida espiritual, que é suporte do meu corpo, acabou, também, por se ressentir.
Uma amiga minha brasileira telefonou-me a perguntar se queria ir a Fátima com ela. Hesitei, face ao cansaço, mas acabei por aceitar.
Como sempre acontece, quando visito o Santuário, almocei na Tia Alice, casa onde todos me tratam com um carinho muito especial. Depois decidimos ir directas para Valinhos, o local onde o Anjo terá aparecido. Eu não conhecia, e fiquei a saber que é tido como fonte da melhor energia positiva do nosso país. 
Não ia lá por isso. Ia para estar em paz comigo e com o mundo que me cerca, neste período em que os gritos e as acusações mútuas dos partidos que disputam as legislativas, têm consumido o melhor que há em cada um de nós. Foi onde estive mais tempo.
Passei depois pela nova Catedral e pela Capela, onde não me demorei muito. E não fui à antiga Catedral, onde me casei, porque depois dessa data e, por mera questão de sanidade espiritual, nunca mais lá voltei. Não seria agora que o iria fazer...
Acabada a viagem, voltámos para Lisboa. E, confesso, apesar de algumas sérias preocupações que tenho, senti que estava pacificada. Era disso mesmo que eu estava a precisar!

HSC

sábado, 19 de setembro de 2015

Homem Irracional


Ontem, fazendo juz ao fim de semana que ia começar, fui ver o último Wody Allen. Quase a completar 80 anos de vida e com cerca cinquenta filmes, este homem continua a surpreender-nos. Homem Irracional – desta vez o título resulta da tradução literal – é um filme profundamente perturbador.
Trata-se de um drama com suspense e um humor  negro pesado, onde estão todos os fantasmas deste realizador que é bem mais apreciado entre os europeus do que no seu país natal. 
Embora a história nasça da ideia de que pode haver crimes perfeitos, ela irá desenrolar-se no sentido de que as nobres causas são, por si só, a justificação suficiente para tudo o que de mau possamos fazer. Não se trata propriamente de uma novidade nos temas que são caros a Woody Allen. Abordá-los sem que haja um sorriso audível na sala é que pode ser uma novidade.
Sou uma fã incondicional do realizador e das suas histórias. Nunca um filme seu me deixou indiferente e aqueles que mais me entusiasmam são os que a intelectualidade costuma denegrir. Por outro lado, gosto muito do actor principal, Joaquin Phoenix, o homem do lábio rachado que, a meu ver, será o mais inesperado protagonista de Allen. Pois, multifacetado como é, desempenha o seu papel de forma impecável.
Todavia, se não há crimes perfeitos há, pelo menos, crimes que compensam. Talvez por isso, nesta película, a “moral” toma as mais variadas e até perversas formas. O que me leva a dizer que, como sempre, gostei bastante do filme. Pese embora, na verdade, ele ter algo de sombrio que me desagradou...mas essa é, talvez, a química do filme!

HSC