quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Zotto dancing milonga

E agora uma milonga de arrasar.Há muito tempo que uma área de estudo me não dava tanto prazer. Quando me desafiaram para fazer este trabalho estava bem longe de pensar o que iria descobrir. Como prometi, de vez em quando vou aqui deixando pequenas gotas dessas descobertas. Espero que gostem tanto como eu!

HSC

OE 2014

Um tanguinho mais para esquecer o OE de 2014. Ou antes, para fugir do dito, como fazem os bailarinos. Eu sei que é dificílimo, mas são uns minutos deliciosos!

HSC

terça-feira, 22 de outubro de 2013

As dores e as alegrias

A propósito do post anterior, vários comentadores manifestaram dificuldade em compreender uma regra na qual fui educada, que pratico, e que tem por base um lema muito simples: "consumir as dores e partilhar as alegrias". Uma parte dos comentários defendia que a dor não deve ser vivida em solitário e, como a alegria, deve ser dividida.
A minha posição - cujo exercício está longe de der fácil -, baseia-se num sentimento muito pessoal. Com efeito, aquilo que denomino de dor, é tão íntimo, tão profundo que seria impossível reparti-lo com quem quer que fosse, mesmo sendo muito amigo. Talvez, no máximo, conseguisse faze-lo com a minha mãe, de quem sempre me considerei uma extensão. Jamais com amigos, por muito íntimos que estes possam ser.
Vejamos um exemplo. Perdi um filho há ano e meio. Alguém imagina que essa dor imensa pudesse ser dividida, falada, descrita, chorada com um amigo? Para mim, isso seria insuportável. Essa mágoa, como tantas outras pelas quais já passei, precisaram de um enorme silêncio dentro de mim. Silêncio para aceitar, para suportar, para me não revoltar, enfim, para poder continuar a viver.
O luto que acompanha a perda - pode não ser uma morte, pode ser um divórcio, pode ser uma doença grave - impõe, por norma, percorrer um caminho de pedras, que sendo o "nosso" caminho, tem de ser escolhido pelo próprio.
Acresce a tudo isto, que existem "outras pessoas" que esperam, que precisam do exemplo da nossa fortaleza. Não para sermos tidos por heróis, mas porque uma parte da força deles reside na nossa própria força.
A minha mãe viveu dezasseis anos com um cancro de sangue. Da sua cama, na parte final da sua vida, comandava toda a casa. Nunca vi nos seus olhos senão alegria. Por estar viva e por poder gozar da nossa companhia. Nunca lhe ouvi um queixume. E sempre se riu do médico lhe ter dado seis meses de vida e ela ter durado mais dezoito anos!
Ao contrário, quando partilhamos alegrias, contribuímos para a paz dos outros, para o seu bem estar, para a sua pequena felicidade. Por isso sempre achei útil para mim e para aqueles que me estimam, dividir com eles as minhas pequenas vitórias.
Nada disto inibe que falemos daquilo que nos entristece, se essa conversa tiver alguma utilidade. Para nós e para quem nos ouve. Mas isso não é partilhar a dor...

HSC

domingo, 20 de outubro de 2013

Amar a vida

AMAR A VIDA era o título que deveria ter tido o meu último livro, que sairá, espero, dentro de dias. Por razões diversas, tal não foi possível, e acabou por se chamar VIDA E ALMA.
Porque é que o refiro aqui? Porque parece não haver coincidências, como diria a Margarida Rebelo Pinto. Se não, vejamos. Este meu livro é dedicado ao Padre José Tolentino de Mendonça que, este fim de semana, assina no Expresso, a crónica AMADA VIDA. Não pude deixar de sorrir...
Com efeito, acredito que não foi por acaso que conheci este pastor de almas, a quem pessoalmente tanto devo. Por surpreendente que pareça foi a morte do meu filho Miguel que o permitiu. E, quanto mais tempo passa sobre esse encontro, mais confirmo que há, de facto, pessoas que têm o condão de deixar uma marca na nossa existência. Não pela frequência da sua presença, mas pelos grãos que semeiam nas nossas vidas.
Nesta crónica fala-se da dor e da necessidade de nos não instalarmos nela, como se ela fosse uma espécie de exibição do nosso heroísmo, no qual a listagem dos nossos achaques e traições tivesse que ser sempre maior do que a do nosso vizinho.
Este texto tocou-me particularmente, porque fui educada no estrito princípio de que as dores devem ser consumidas e as alegrias partilhadas.
Mas também se fala do perdão, não no sentido vulgar do termo, mas na perspectiva de que o "outro", aquele que faz de nós vítimas, pode também ter sido, ele próprio, uma vítima . Não se trata de "desculpabilizar", mas sim de tentar perceber que a ferida que muitas vezes nos provocam, pode ter razões noutras que foram infligidas ao nosso algoz. 
E aqui reside, basicamente, a necessidade do perdão. Aos outros e a nós próprios, nessa que é a expressão de verdadeiro amor à vida.

HSC

Políticos vs homens de Estado

…Nenhuma discussão é verdadeiramente séria se assentar na premissa de que alguém tem de perder para alguém poder ganhar.
O que se passa em Portugal não pode ser olhado como uma discussão entre os que são a favor do governo e os que são contra, nem entre o público e o privado, nem entre os novos e os velhos...
O que se passa em Portugal tem que ver com a a dignidade de um povo que habita um dos mais velhos países do mundo.

…Impossibilitados de atingir um consenso - de que se fala na entrevista a João Lobo Antunes -, resta-nos a dura tarefa de sermos capazes de estabelecer compromissos. Quando todos ganham, ninguém sai a perder. Mas é claro que precisamos de verdadeiros estadistas que se distingam do comum dos políticos, precisamos de líderes que saibam o significado do bem comum.

Estes são excertos soltos da crónica de hoje de Paulo Baldaia no Diário de Notícias. De facto, em Portugal abundam políticos. Mas faltam homens de Estado, como muito bem já salientou Lobo Antunes.

HSC

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A bon entendeur salut!

Começa a ser preocupante a forma como um ex Presidente da República se refere a outros ocupantes do mesmo cargo e, em geral, aos políticos do seu país.
A função desempenhada no passado e a despesa que ela ainda representa para a nação, deveriam impor uma certa forma de contenção verbal. Discordar é uma coisa. Enxovalhar ou difamar é outra, muito diferente.
Acresce que uma comunicação social responsável não deveria ser o veio de transmissão daquilo que mais não é do que uma triste manifestação de senilidade.
À bon entendeur salut, como dizem os franceses!

HSC

Cuidados Paliativos

Outubro é o mês dedicado aos Cuidados Paliativos, área de que a minha amiga Isabel Galriça Neto tem sido uma preciosa obreira juntamente com uma equipa de gente muito dedicada e competente.
Na próxima 3ª feira, dia 22 Outubro no programa Praça da Alegria não só os Cuidados Paliativos irão ser o tema em destaque, como se irá realizar um leilão de uma camisola assinada pela nossa selecção, para ajudar a obter fundos para uma bolsa de formação no ramo dos Cuidados Paliativos pediátricos. 
Assim, quanto mais audiência o programa tiver, mais frutuoso poderá ser o resultado final dessa contribuição.
Ainda na mesma linha, o Padre Tolentino de Mendonça e a Dra Isabel Galriça Neto irão apresentar, no próximo dia 29, na Universidade Católica, a versão em língua portuguesa do livro “VELAI COMIGO”, de Cecily Saunders, fechando as celebrações do mês dedicado ao tema.
Vamos todos fazer um pequeno esforço pelos outros, porque amanhã podemos ser nós a precisar deste tipo de assistência.

HSC