É sabido que não aprecio política. Menos ainda esta coisa a que apelidam de democracia partidária e que sistematicamente permite que as acções individuais se diluam nesse mar vago da acção partidária. Assim, quando o senhor X do partido Y não cumpre nada do que em campanha prometeu, ele dorme descansado e eu não posso pedir-lhe contas. E já agora, neste belo sistema, alguém sabe quem é o/a senhor/a que vem em terceiro lugar numa qualquer lista partidária? Talvez os próprios e alguns militantes... Só que os votantes são em número muito superior aos que militam!
Vem isto a propósito do comentário de uma minha leitora, que considerou que o recurso a explicações que não pagam impostos era um mau exemplo para quem é mãe de um ministro deste governo e que, de certo modo, pela profissão que exerce, é "figura pública", seja lá o que isso for.
Ora eu não tenho que pensar pela cabeça do meu filho. Nem tenho que ser confundida com ele. Só tenho que dar exemplo daquilo que defendo. Ou seja, não devo opinar num sentido e depois praticar noutro que lhe seja inverso. Eu, como aliás qualquer pessoa que se permita dar opiniões.
Como aqui tenho escrito, é público que não defendo a política económica seguida por este governo. Logo, o que julgo dever fazer é apontar o que considero estar mal e cumprir com aquilo que entendo ser o mais correcto. Daí que tenha feito um post a clarificar que vou trabalhar menos e reduzir não só as as minhas receitas como também as minhas despesas. É a minha opção pessoal face a uma política que me é imposta e com a qual estou em desacordo.
Se o dinheiro não chegar e tiver de recorrer a um ou dois explicandos é um direito que me assiste no quadro da legislação vigente. E só o farei em último caso, eventualmente trocando lições por azeite ou qualquer outro bem que me seja necessário.
Não roubo mas, sobretudo, não me deixo roubar!
HSC
Se o dinheiro não chegar e tiver de recorrer a um ou dois explicandos é um direito que me assiste no quadro da legislação vigente. E só o farei em último caso, eventualmente trocando lições por azeite ou qualquer outro bem que me seja necessário.
Não roubo mas, sobretudo, não me deixo roubar!
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