quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os noivos possíveis...

Tranquilizem-se com o título deste post. Não vou aqui falar do meu estado civil. Muito menos do que, no campo sentimental, faço ou não. Sou uma mulher bem resolvida nesse capítulo e por isso pouco há para comentar.
Porquê, então, este intróito? Porque acabo de receber um mail de uma coisa chamada TWOO em que me são propostos oito homens com foto e morada, que me querem conhecer. No primeiro momento não percebi e pensei que era alguém que, desconhecendo a minha situação ou estado, quereria dar-me um noivo como "presente de Natal". Mas depois de examinar as fotos dos interessados - vraiment pas mal du tout -, e de ver as idades, deu-me um ataque de riso incontrolável. 
É que, não sendo livre, e não tendo, helas, a mínima intenção de me ocupar mais do que já estou, eis que, sem ter feito nada por isso, me encontro, ignorando como, no mercado das "disponíveis"!
Vá lá que não me pediram informações patrimoniais. Acredito que sendo hoje remediada - para usar uma expressão que voltou a estar em voga -, isso terá certamente pesado neste painel que ora se me apresentou.
E pensar eu que fui pedida em casamento e rejeitei... 

HSC

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As tecnologias e eu...

Se alguém meu amigo me oferecer uma flor, o que digo? Muito obrigada. 
E se alguém meu amigo me oferecer um Galaxy 4G, o que digo? Bem hajas pelo sarilho que me vais criar. 
Ora foi justamente o que me aconteceu. Há anos que insisto em não ter net no telemóvel, que me serve exclusivamente para chamadas e mensagens. A única pessoa que se não metia comigo era o meu filho mais novo, um empedernido info excluído nestas matérias. Já o mais velho, a quem essa entidade chamada Comissão Europeia, fornecia todo o equipamento informático, tinha os gadgets mais modernos e percebia bem menos do que eu. Do ascendente de ambos é melhor nem falar, porque das modernas tecnologias ter-se-á ficado pelo telemóvel, emparceirando assim com o herdeiro. Enfim, coisas que só uma intelectualidade de elite comporta...
Já eu, cozinheira de profissão, com uma vaga especialização em economia doméstica, fico irritadíssima - e raramente me irrito -quando não domino os equipamentos de que me sirvo. Tanto que não descanso enquanto os não trato por "tu".
Ora foi o que aconteceu com este novo brinquedo. Primeiro foi a passagem da agenda que contém só 793 contactos. A coisa não estava a correr bem entre a tecnologia Mac e a Androide - raio de nome - do novo equipamento. Desisti e fui à máquina da TMN, que me resolveu o assunto. 
Depois o mail da netcabo funcionou, mas a conta Google a que tenho os blogues associados, não reconhecia o meu nome e recusava a palavra passe. Uma disfunção que eu julguei não ser possível. 
Quando tudo parecia trabalhar, cheguei a casa e, ao tentar pôr a palavra passe do meu wireless, qual não é o meu espanto quando a ligação aparece feita, sem que eu tenha introduzido a dita chave.
Finalmente, ao pretender sair da net descobri - ainda não li as instruções rápidas - que não sabia como fechar qualquer  das aplicações que abrisse.
Assim, meus amigos, com um Androide na mão, voltei aos velhos tempos do telefone fixo da galáxia em que nasci...para grande gáudio do meu filho Miguel, lá no paraíso em que ele me espera. 
Pareço mal agradecida, mas ele há presentes envenenados, para principiantes que se julgam artistas. É, definitivamente, o meu caso!

HSC

domingo, 9 de dezembro de 2012

As culpas...


De que se trata, afinal? De culpas, algo que lembra vagamente um passado judaico cristão. Um, tardiamente, assume-as. É António Guterres. O outro faz o contrário e nega-as. É Durão Barroso. Alguns mais deveriam ser chamados à colação. E confessarem-se. Jamais. Mas estes chegam para o que queremos dizer.
Dois antigos Primeiro Ministros de Portugal. Dois homens que fizeram parte do nosso destino e se ocupam, hoje, de importantes questões internacionais. Duas formas de olharem para si próprios e para o que os portugueses estão a passar, num país onde se sabe, à partida, que a culpa, quando existe, morre sempre solteira. Afinal dois tipos de carácter e, quem sabe, dois tipos de ambição futura. 
Salva-se a memória colectiva do país. Essa não morreu e está bem viva. Felizmente!

HSC

Uma certa forma de gratidão


Por norma não sou muito dada a este tipo de vídeos. Mas este, apesar de um pouco longo, levanta certas questões de que nos esquecemos com alguma frequência. E, como meditar não faz mal a ninguém e é uma forma de estarmos connosco próprios, pode aproveitar para fazer uma pausa e olhar, ouvindo, um pouco daquilo que aqui se diz. Mal não lhe fará...

HSC

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma boa acção

Há alturas em que me sinto compelida às boas acções. O Natal é uma delas. Este ano mais do que outros. E lembrando o Miguel, no dia do meu aniversário, que é duplo - nasci às 03:00 horas do dia 8, mas o meu Pai registou-me a 7, para me dar um feriado a seguir à festa -, passei uma parte boa dele num hospital, acarinhando quem precisava de mimos.
Quando de lá saí, e apesar de detestar hospitais, senti-me feliz por ter sido capaz de pensar mais no outro do que em mim própria. Talvez seja da idade, mas começo a julgar que a solidariedade tem de ser ensinada, tal como se ensina a boa educação, a matemática ou a história. O Homem nem sempre é um ser bom. Precisa, muitas vezes, de ser preparado para isso, de ser despertado para o seu semelhante.
Quando os meus filhos eram pequenos sempre os obriguei a dividir com os outros os brinquedos que recebiam no Natal. Por norma iam buscar os antigos. Mas eu insistia que era dos novos que tinham de aprender a prescindir para dar alegria a quem nada tinha.
Poderá haver quem pense que isto é a tal "caridadezinha" que a esquerda censura. Posso bem com isso. Fiz o que devia, porque qualquer dos meus rebentos foi e é pouco apegado a coisas. E nunca lhes custou repartir.
Por mim, há muito tempo que descobri que o mais importante na vida não são os objectos. São os afectos. E o tempo. Qualquer deles muito difícil de partilhar. Sobretudo nos dias que correm...

HSC

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Retrato de artista


«Não é o ângulo recto que me atrai, nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva, livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.»(O. Niemeyer).

É este Oscar Niemeyer, novo, cheio de projectos que quero recordar e não o envelhecido arquitecto, de 104 anos, com que a comunicação social nos tem prendado, revelando, confesso, alguma miserabilista exploração da velhice. 
Porquê? Porque o mundo se faz de sonhos e aquela frase me faz lembrar outro homem fabuloso, Salvador Dali, que poderia ter dito o mesmo. Ambos têm direito a terem o seu "retrato de artistas enquanto jovens", porque o que deles ficará para sempre, será a sua imensa juventude de espírito.

HSC

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ela desgasta e desgosta

Eu não tenho muita paciência para os ouvir. Menos, ainda, para os ver. Mas, de quando em vez, dá-me uma de piedade familiar e tento um ensaio. Rápido, claro, que me faz pessimamente à pressão arterial.
Há uns dias, aconteceu. Queria ouvir uma determinada notícia que apanhara na rádio. Foi fatal. Nessa tentativa, aliás gorada, dei de caras com o PM, com o ministro das finanças e com o da economia. O primeiro envelheceu, no mínimo, dez anos. O segundo tem umas olheiras de quem não dorme há 365 dias e até estou a ser simpática. O último, esse, surpreendentemente, nacionalizou-se, está mais português, com mais cor nas bochechas e já parece um ministro.
Não falo, como se pode depreender, do meu familiar, que perdeu o humor que nunca lhe faltou.
Mudei de canal, passei para as series de crimes e cheguei à conclusão que os mortos estavam com melhor aspecto.
É como digo, elas não matam mas moem. Ou, com o meu tramado sentido do humor, a política desgasta e desgosta!

HSC