sábado, 22 de setembro de 2012

O direito ao delírio

Eu sei que muito possivelmente esta espécie de oração não passará de uma utopia. Mas também sei que se não houver utopia não haverá sonho e este é, sempre, o que comanda a vida!

HSC

Um casamento

Ontem fui madrinha de uma amiga que decidiu juntar oficialmente o seu destino ao de um homem por quem se apaixonou. E que se encantou também com ela.
Qualquer deles tem idade e passado de experiência que dão à decisão tomada contornos de grande seriedade. Por isso, quando há uns meses, ela me pediu que fosse a sua testemunha, eu aceitei de imediato.
A noiva foi-me apresentada por uma amiga comum. Porém, a química que se estabeleceu entre nós duas fez com que tivesse nascido uma amizade que foi crescendo e fortalecendo tendo-a eu, de algum modo, tomado como uma filha adoptiva, uma vez que a sua Mãe não pertence já ao mundo dos vivos.
O casamento prometia ser variado, visto que ambos têm vidas profissionais intensas. Ele no mundo da política e ela no mundo da comunicação. Deu-se em Matosinhos esta sexta feira e decorreu maravilhosamente. Estavam de facto presentes muitos políticos mas quando aquilo que une as pessoas é o apreço pessoal, a ideologia fica à porta. E eu tive oportunidade de conhecer um pouco melhor pessoas de quem apenas sabia o nome.
Para a Isabel e para o Guilherme, eu só desejo que sejam muito, mas muito felizes. E acrescento que a gente de Matosinhos me encantou!

HSC

Nota: Convém esclarecer que não eram políticos do CDS... 

Um pequeno presente

Ultimamente tenho aqui falado muito de imaginação e de criatividade. Este vídeo que descobri passeando pela blogosfera, foi postado pela Sandra Barata Belo. Essa mesmo, a actriz, no blogue Escrever é Triste. Trata-se, a meu ver, de um filme animado e de uma canção extremamente felizes e que quis, em forma de presente, partilhar hoje convosco.

HSC

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu neto Fred

Hoje tenho a alma lavada e bem precisava porque o dia foi difícil. Como calculam estes tempos têm sido para mim sobretudo de silêncio. Silêncio porque o que se me pede neste momento é que saiba ouvir sem deixar de pensar o que penso. Enfim, tenho-me esforçado por ser mãe, avó e cidadã.
Mas Deus compensou-me com uma mensagem do meu neto Frederico, o mais novo e o mais parecido temperamentalmente com o Pai. Passo a contar. Tínhamos combinado antes das suas férias que jantaríamos na próxima terça. Como a metade Portas desta família não é muito rigorosa em horários, mandei uma mensagem a perguntar se tudo se mantinha e, em caso afirmativo, que o jantar seria na minha casa.
Pois não só tive resposta rápida, como recebi uma imensa prova de ternura. "Sim avó, mal posso esperar!" foi o retorno. 
Alguém avalia quantas TSU não me valeu este mimo?!

HSC

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A economia dos afectos

Há muito - ia dizer desde que me conheço - que considero o afecto a mais importante área da nossa vida. Por via dele poderão, sempre, encontrar-se pontes que nos liguem aos outros, por mais diversos que eles sejam de nós.
O país anda irritado, desconfiado e até violento. Diariamente lemos notícias de agressões domésticas sem qualquer  justificação que não seja a da patologia clínica ou a da prepotência de quem pode em relação a quem não se defende. Mães matam filhos, maridos matam mulheres, irmãos matam cunhados, tudo baseado em questões menores que nem discussão possivelmente justificariam.
Num diálogo - insisto na palavra diálogo - travado entre Francisco Assis e Angelo Correia abordaram-se hoje três temas cruciais da nossa sociedade actual. Um, aquele que acabo de referir que se corporiza numa crispação latente quer a nivel familiar quer a nível profissional e que está dar cabo de algo que, entre nós, se denomina de democracia. Outro, um culto da juventude, que está a afastar das decisões pessoas cuja experiência nos é indispensável. O terceiro, que de algum modo se encontra ligado ao segundo, respeita as excessivas limitações relativas ao exercício da cidadania, que está afastar da Assembleia da República os melhores e a fazer desta o refúgio de quem, além da política, não tem qualquer outra profissão.
Hei-de abordar aqui estes dois últimos pontos. Agora limito-me a referir que a vida de um país não pode focalizar-se apenas na ideia do obsessivo combate ao deficit. Os países são compostos por famílias e estas são constituídas por pessoas. Que precisam, hoje mais do que nunca, duma economia de afectos por oposição à dita economia numérica. Será muito difícil compreender isto?!

HSC

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Humor e subtileza

Há duas armas fatais para aniquilar um adversário. Em qualquer campo. Uma é o humor e a outra a subtileza. Por ambas tenho especial apreço e a primeira pratico-a mesmo muito em relação a mim própria.
Contudo, qualquer delas exige dos vários intervenientes não só inteligência como rapidez de resposta. Quando assim é, o diálogo torna-se algo de verdadeiramente precioso.
Confesso que gosto deste tipo de luta e que, muitas vezes na minha vida profissional, estas duas características me salvaram de algumas situações complicadas. 
Com efeito, e porque não havia muitas mulheres a viajarem em nome das instituições a que estavam ligadas eu fui, em certa altura, um caso bastante raro. E saía, de facto, muito em trabalho. 
Numa primeira abordagem, um palminho de cara pode levar à ideia de que quem o tem, nada mais possui além disso, e que um avançozinho é sempre possível. Recordo alguns colegas de profissão que por assim pensarem, terão ficado siderados pela tal dita subtileza e rapidez de resposta que sempre tive. Mas o que, sobretudo, não esqueci foi o "atarantamento" dos mesmos, incapazes de, com uma boa resposta, reverterem a situação!


HSC

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Casa comigo!

Hoje acordei com esta música no ouvido e fiquei enternecida. Gosto imenso desta canção, embora o seu título seja um pedido que, nos dias que correm, merece grande ponderação. Mas gostei de a ouvir e de a partilhar. Nem todos são dias tristes quando ainda há quem nos peça para casar!

HSC