quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Salvem os ricos...



Um presente aos otimistas do país!

HSC

Alguém se Candidata?



Ser parlamentar na Suécia é, como pode deduzir-se do vídeo publicado, um verdadeiro serviço cívico. Sem qualquer tipo de mordomias ou privilégios. Mais, quando se olha a forma como estes deputados vivem e exercem as suas funções, dá vontade de perguntar:"E se fosse cá, quantos candidatos teríamos?".

Algum dos representantes da Nação que falam da crise, do alto das cadeiras em que se encontram sentados em S. Bento, teria coragem de passar a viver com este estilo?
E as viagenzinhas à custa do erário público? E os assessores? E as secretárias? E as despesas de representação?

Ah! Claro, nem mais. A diferença está em que a Suécia é um país pobre e Portugal é um país rico. Esqueço-me sempre disto...

HSC

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Alta definição

Por mero acaso ouvi a entrevista a Susana Vieira dada ao programa Alta Definição. Gosto das perguntas de Daniel Oliveira e gostei das que fez agora . A actriz brasileira esteve à altura dos seus não escondidos 68 anos. Mostrou o que é, aquilo de que gosta e aquilo de que não gosta. Ou seja, respondeu livremente às questões postas. E assumiu, sem qualquer constrangimento, as mais difíceis que lhe foram colocadas.
Mostrou que, afinal, com a sua idade, tem toda a liberdade de viver como quer. E de não se preocupar com o que os outros possam pensar dela. Sobretudo, aqueles que entendem que uma mulher a caminho dos setenta, não pode, não deve, namorar um rapaz que podia ser seu filho. Ela pode e ela namora. Apesar das críticas. E parece ter o assunto bem resolvido. Assunto que, de facto, só a dois diz respeito. Ela mostrou bem que não é apenas aos homens que se permite o acesso à...carne fresca, por muito que a sociedade pretenda convencer-nos do contrário!

HSC

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MULHERES QUE AMARAM DEMAIS

Um livro é sempre um parto difícil. No fim de 2010 terei catorze livros publicados. São vinte anos em que decidi perder vergonhas e meter-me nestas andanças. Sem descurar a economia que é a minha profissão, o meu gosto, a minha vocação. Escrever, como ler, é a minha paixão.
"MULHERES QUE AMARAM DEMAIS", conta a vida de nove mulheres que de algum modo marcaram o século XX. Umas são mais conhecidas do que outras, mas todas tiveram uma vida pública que é a sua ímagem de marca. Neste livro, para além desse lado social de qualquer delas, o que me interessou foi tentar ir mais além e perceber, ou melhor, sentir "quem" foram essas mulheres, para além das funções que exerceram. E nada melhor para revelar a alma feminina, do que conhecer o mundo dos seus afectos.
O leque é tão variado que inclui Jackie Kennedy, Gala Dali, Coco Chanel, Marie Curie, Marlene Dietrich, Marguerite Yourcenar, Madre Teresa de Calcutá, Golda Meïr e Wallis Simpson. Todas sublimes, todas surpreendentes, todas frágeis e fortes, enfim, todas mulheres de têmpera.
O livro estará à venda a partir de 12 ou 13 de Outubro. Ou seja, a partir de meados da próxima semana. E o lançamento será no dia 27, pelas 18h30, no Corte Inglês. Deixo-vos aqui a capa para abrir o apetite.
Até Dezembro irão sair mais dois. Um, será de culinária. A juntar aos dois que sobre o tema já publiquei. São receitas de família de quem tem uma metade beirã e outra alentejana. O último será surpresa!
HSC

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O 5 de Outubro

Talvez estivessem à espera que eu vos falasse da República. Não. Falo dela quase todos os dias quando "posto" sobre economia, finanças, questões sociais. Hoje não.
Também não falo do Tratado de Zamora que, no mesmo dia de 1143, estabeleceu que existia uma identidade nacional.
Não falo igualmente da crise que, placidamente instalada, assistiu às comemorações de republicanos e monárquicos.
Nada disso. Hoje falo de mim. Do meu feriado. Da tranquilidade com que o vivi, esquecida de dias e dias a paginar os três livros que estão para sair. Hoje só pensei em mim, gozando da presença e companhia de quem me estima.
Fui a Sintra, tomei chá, comi scones, sentada no jardim da casa, à sombra de uma árvore. E terminei, finalmente, a belíssima biografia de Catarina da Rússia. Depois, já quando o sol se punha, voltei aos tempos de menina e passeei de mão dada.
Acredito que a República tivesse estado sempre comigo, silenciosa mas presente...

HSC

domingo, 3 de outubro de 2010

PEC III


Embora o governo não explique o que é que entre Maio e Setembro deste ano aconteceu, para que a derrapagem tenha sido calamitosa - lembram-se certamente que quando do PEC II, se disse que as medidas nele preconizadas eram suficientes para pôr em ordem as contas -, talvez valha a pena debruçarmo-nos sobre o que conhecemos através da comunicação social.
Cortes salariais - de certo necessários. Mas aplicar uma redução de 3,5% a partir de um salário de 1500 euros e deixar o corte máximo em 10% para os salários mais elevados, num país em que o fosso salarial é enorme, parece pouco justo. Poderia começar-se nos 2% a partir dos 1750 euros e terminar nos 15% para os salários máximos.
O agravamento é mais chocante ainda, por se ter, simultaneamene, aumentedo em 1% a contribuição para a CGAposentações.
Congelamento de pensões - discordo para as pensões muito baixas.
Redução das despesas de saúde - discordo para os salários e pensões mais baixas. A solidariedade imporia, aqui, um agravamento para os níveis mais altos em benfício dos que podem menos. E uma apertadíssima vigilância da despesa, para evitar os tradicionais abusos.
Abono de família - discordo do corte para as famílias de nível de vida mais baixo que são quem mais filhos tem. E é um risco para a nossa taxa de natalidade que está muito baixa.
PIDAC - O que importa é estar atento ao tipo de projectos e não perder recursos europeus para aqueles cuja componente mais importante seja o fomento do emprego.
Indemnizações compensatórias - discordo para as empresas que trabalhem para a exportação que, deste modo, perdem competitividade.
Frota automóvel do Estado - discordo. Deveria proceder-se ao congelamento total de aquisições
Sector empresarial do Estado - redução os limite dos 7% de endividamento para todas as empresas que não cumpriram, como deviam, esta disposição.
Transferência do Fundo de Pensões da PT - discordo. É uma medida conjuntural e aquilo que o país precisa são medidas estruturais. No futuro, esta transferência vai sair a todos muito cara.
Em pricípio as restantes medidas conhecidas - que são, ainda, muito pouco do total -, parecem-me inevitáveis, apesar de algumas delas poderem, até, ser-me pouco simpáticas.
Julgo que terei esclarecido alguns comentários que aqui têm sido feitos.
HSC

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Que dizer?

"Os sacrifícios que estão a ser exigidos ao povo não são sacrifícios incomportáveis. Oxalá que o país nunca tenha de enfrentar sacrifícios maiores".
"As crises não são só do Governo, são do povo e o povo tem que sofrer as crises como o Governo sofre". (Declarações do Dr. Almeida Santos)
Será necessário fazer algum comentário a estas infelizes declarações?

HSC