sábado, 24 de fevereiro de 2018

O jantar e a Quaresma!

Há uns dias expliquei, aqui, que o Padre Tolentino tinha sido convidado pelo Papa para fazer as meditações da Quaresma. Decidi então que as publicaria neste blog. Foram 10 textos resumidos que viram a luz do dia, sem comentários. 
Clarifiquei que o fazia porque este tempo tinha para os católicos um significado muito especial. Sabia antecipadamente que não seriam assuntos de muito interesse para não crentes. Mesmo assim arrisquei, porque entendi que a leitura das palavras de Tolentino podiam fazer bem, mesmo fora do contexto religioso. 
A vida tem aspectos curiosos. Ontem fui a um jantar de amigos, onde estavam também pessoas que não conhecia. Éramos 12 sentados a uma mesa quadrada bem grande. Estava tudo a conversar animadamente quando, depois da sopa, senti que a conversa havia amainado.
Qual o motivo, perguntei eu? Com alguma surpresa, confesso, percebi que o facto se devia a haver na mesa pessoas que estavam com uma delicada dificuldade em "atacarem" as fabulosas perdizes com farinheira, porque na Quaresma não comiam carne. A dona da casa esclareceu que não se havia lembrado da circunstância e o jantar, passada esta comoção inicial, decorreu muito bem e estava delicioso.
Conto isto porque me lembrei do Fio de prumo e da franqueza de alguns dos meus leitores, ao dizerem que preferiam o meu anterior registo analítico. Ou seja, devem ter perdido o meu aviso inicial e pensaram que eu passaria a falar apenas de temas religiosos.
E lembrei-me, porque embora na Quaresma eu faça alguns sacrifícios pessoais de que, evidentemente, não vou falar aqui, não me passou pela cabeça não comer aquilo que gostosamente me era oferecido.
Viver em sociedade impõe restrições pessoais. No caso do blog é fácil. Quem não se interessa por estas questões, durante uma semana ter-me-á abandonado. Num jantar colocar a dona de casa na situação de não comer, é mais difícil...
Por mim, deliciei-me com as perdizes e o doce. Não abusei, mas souberam-me lindamente, sobretudo porque ando, nesta fase, a comer menos. Mas "ofereci" o gosto que tive, por quem possa dele precisar. É uma forma de "dar a volta ao prego" dirão uns. É verdade. Mas não deixa, por isso, de ter o valor de não colocar a minha amiga em apuros.

HSC

6 comentários:

Anónimo disse...

ÀS vezes o silêncio
é a mística apreensão
na magia do coração...


Com gratidão , por ser Quem É.

francisco júnior disse...

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Anónimo disse...

🌷

Mineu Martins Santos disse...

Drª Helena
Venho agradecer-lhe o ter partilhado estes textos maravilhosos do Padre Tolentino, que muito admiro.
Neste tempo de Quaresma, em que a partilha é tão importante, a Dr.ª Helena cumpriu bem este preceito ao proporcionar aos seus seguidores tamanha riqueza.
Muto obrigada

Anónimo disse...

💐

Anónimo disse...


Comprei o livro do padre Tolentino! É lindo!
Quanto ao jantar, acho que fizeram muito bem! Cada um dá o que tem e aposto que se Jesus fosse o convidado também não ia recusar a delicadeza. Há outras formas de penitencia e que nos custam mais a abdicar e que nos são tão prejudiciais...o tabaco, esse maldito...