sábado, 28 de outubro de 2017

As minhas futuras noites!

O ano de 2017 foi o meu pior ano, desde a morte do Miguel. Tive três intervenções cirúrgicas, tive uma pneumonia e tive a perda de amigos que me fazem cada vez mais falta. A estes, acredito que os vá encontrar  de novo, mais cedo ou mais tarde. Mas as mazelas decorrentes dos tratamentos daquelas maleitas teimam em subsistir e vão mesmo obrigar a mudanças na minha vida, que só de pensar nelas, o pelo se me iriça todo.
Baseei sempre a minha existência na independência física e económica. Vivi sempre do meu trabalho e creei sozinha os meus filhos. Não recebi pensões, ajudas ou contributos. Ainda bem, porque fui livre de fazer o que me deu na gana. Mantenho, ainda, confesso, uma certa mágoa de não ter ido para a OCDE trabalhar, porque o pai das crianças a isso se opôs, pese embora ele se tivesse ausentado durante cerca de seis anos e eu nem tivesse sido ouvida. Os tempos eram outros. Havia de ser hoje...
Tudo isto a propósito da minha familia entender que é chegada a hora de eu ter uma empregada interna, o que manifestamente me incomoda. Gosto de viver como vivo e não quero partilhar a minha intimidade com uma assalariada. Está portanto instalado um "diferendo" familiar, porque quer filho, quer irmão mais novo, sempre ausentes do país, decidiram que eu devo estar acompanhada...à noite, pouco ou nada nada sabendo das mesmas!
Enfim, as longas conversações travadas - em que eu vejo sistematicamente uma pessoa a perguntar-me o que  vai fazer -, estão a encaminhar-se para uma situação mais aceitável, que será arranjar uma pessoa empregada, que dorme aqui em casa, sai para o trabalho e volta quando o mesmo termina. Mesmo assim, só de pensar nisso, sinto calafrios...

HSC

17 comentários:

Francisco Seixas da Costa disse...

Ó Helena! Isso não é nada! Ter uma mulher a dormir à noite na nossa casa? Aos anos que eu tenho isso! Eu contratei isso há 42 anos!

Teresa disse...

Como a compreendo! Vivo sózinha, (sou viúva),e penso nisso às vezes!O que tenho chega,só peço Saúde para ser sempre independente!Depois de 15 anos sózinha, e tirando a família claro,ter alguém cá em casa também me aflige!As suas melhoras!

Anónimo disse...

Exma . Senhora,

Permita-me um conselho e não sinta calafrios.
Faço-o por experiência como cuidadora de pais. Pelos motivos que enumera, tenho a mãe, numa residência geriátrica (chique o nome).
Acredite nada é mais simpático, que, a nossa casa e a Senhora no pleno uso das suas faculdades mentais, é quem manda!
Antigamente e hoje em algumas raridades, ainda há internas.
Pense bem, delimita-lhe um espaço e, continua a fazer o que lhe der na gana.Lembro-me de ter contado ter alguém que a ajuda, mantenha essa, menos horas, para controlar a outra!
Para nós filhos, que, se importam de verdade, queremos é ver os nossos felizes e em segurança.
Também é mais fácil, visitar no nosso ambiente familiar.
Ainda hoje e quase dois anos depois, continuo sempre muito ansiosa, sabendo, que, é bem tratada, mas, os turnos estão sempre a mudar e, já conheci tantas caras...

Então não lhe parece mais fácil, uma cuidadora interna em sua casa, com as suas coisas?

Alguns filhos não querem mandar, nem tomar posse, só querem todos tranquilos.

Tenho a certeza, que, vai pensar bem.

Cumprimentos

p.s. No meu caso acrescia um pequeno problema, demência ligeira e agora cada vez pior.


Silenciosamente ouvindo... disse...

Pois é Drª. Helena, compreendo a preocupação

dos seus familiares. Mas também entendo a sua

relutância... Não sei se será fácil encontrar uma

pessoa que esteja empregada e queira ir passar a

noite a sua casa, mas se não estiver empregada e

for mesmo só para passar na sua casa a noite?

Terá que ser alguém de confiança, porque nos tempos

que correm, e essa tarefa da escolha é a mais complicada.

A Srª. Drª. escolherá o que for melhor para si estou certa.

Um bj. e bom domingo.

Irene Alves

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Francisco dei uma gargalhada a sério quando li o seu comentário.
Eu não me importava nada de ter, há 42 anos, um homem a dormir aqui em casa...no quarto dele!
Agora é mais difícil, porque ainda querem ficar no meu....

Dalma disse...

HSC, pense de outra maneira... isto é na graça que o seu Deus lhe concede de poder pagar a alguém para estar atenta ás suas noites. Quantas estão sozinhas por essas águas furtadas de Lisboa! Provavelmente até no seu bairro, apesar de ser uma área muito pretendia, já para não falar de Alfama, Mouraria, Baixa etc.etc.
P.S. de qq das formas compreendo a dificuldade.

Maria Isabel Mesquita disse...

Como a compreendo, mas com calma vai certamente resolver- se e bem.
Deixo aqui uma mensagem a qualquer menina ou senhora candidata. Aproveitem que será um privilégio conviver com uma dra. Helena como esta . Olhinhos abertos e atentas para aprender muito. Não há muitas oportunidades assim.
Espero que encontre alguém que saiba ocupar o lugar é desejo de melhoras com um grande abraço.
Maria Isabel

Anónimo disse...

Menina Leninha!
Ficando juntos no mesmo quarto...sempre podem contar coelhinhos ou diabinhos para adormecer.E é divertido.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Zé
Já sou velhota, mas...contar coelhos não faz parte nem sequer do meu imaginário...
Sou bem mais realista!

Cristina Moura disse...


Querida Helena,

Como a compreendo...a nossa casa é o nosso pequeno mundo,onde recebemos quem queremos e quando queremos!
Não me quero de modo algum intrometer numa questão tão pessoal e sensível mas atendendo à minha experiência recente com a minha mãe e tias,aconselho-a a ponderar o assunto.Ninguém está livre de uma queda (longe vá o agoiro)e uma intervenção rápida pode alterar uma situação.
Tenho uma tia com noventa e três anos, que também era contra a ideia de ter uma empregada interna,e que após uma queda sem consequências,optou por ficar acompanhada de noite.E está muito bem.Uma outra tia, que sempre recusou essa hipótese,caiu,estava sozinha em casa,fracturou o fémur.Esteve sozinha até que uma das filhas chegasse, o que só agravou a situação.
Pode argumentar que acidentes podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar..é verdade, mas podemos tentar minorá-los.
Deus a abençoe e a guarde de todo e qualquer mal.


Com muito carinho e amizade,

Cristina

Anónimo disse...

🌷

PSICANALISTA disse...

Isso???Caro embaixador: isso não soa nada bem !!!

Anónimo disse...

Velhota?! A Menina Leninha é uma adolescente vintage reciclada.Um must!
Já que não lhe agrada a idéia de contar coelhos posso sugerir algumas estórias da carochinha.

Dr Zé

Anónimo disse...

Senhora,se precisar de um serviço de noite ao domicílio disponha.Sei conduzir,navegar,cozinhar,dançar,encantar...
Hoje por exemplo preparei um lombo de carne assada com castanhas e tâmaras e regada com o néctar Imoral.
Para acompanhar um Symphonia.Finalizei com um semi-frio de frutos silvestres com chocolate quente.
Tenha uma doce noite.

Ambrósio

Anónimo disse...

Dra. HSC, veja as coisas de outra forma, mais positiva:
Assim a sua familiar vai ficar menos preocupada e se tiver sorte com a sua funcionaria, ela vai ajuda-la e dar-lhe a privacidade que tanto aprecia.
Não encare isso de forma negativa.
Boa sorte,
anónima

Helena Santos disse...

Cara Amiga
A melhor solução será acolher em sua casa um (ou uma) estudante universitário. Os preços dos quartos alugados em Lisboa são obscenos e há muitos estudantes com grandes dificuldades. Teria uma companhia agradável e jovem para a noite e ajudaria alguém a acabar o curso.
Muitas felicidades.

Anónimo disse...

You...

https://youtu.be/Lta-WTLipd0

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