quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Gosto muito de ti!


"Deseja-se muita vez a repetição das coisas; deseja-se reviver um momento fugaz, voltar a um gesto falhado ou a uma palavra não pronunciada; esforçamo-nos por recuperar os sons que ficaram na garganta, a carícia que não ousámos fazer, o aperto no peito para sempre desaparecido".
                                   (in umjeitomanso.blogspot.pt)

Há muito que defendo que não devemos, nunca, deixar uma palavra por dizer ou um gesto por fazer. Sobretudo, quando se chega ao fim da caminhada é indispensável fazer a chamada revisão geral, para que nada fique em suspenso. 
Mesmo quando fico mais zangada - e zango-me pouco, felizmente - lembro-me disto e a "coisa" torna-se mais suave.
Todavia, aquilo que considero ainda mais importante é dizer, muitas vezes, àqueles que amamos um simples "gosto muito de ti". 
Disse-o àqueles que amei. Continuo a dize-lo, sempre que me lembro, àqueles que continuo a amar. Mesmo que eles já saibam disso.
E só me entristece não o ter feito muito mais vezes ao meu Pai, já que ao Miguel e à minha Mãe disse-o centenas de vezes.

HSC

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Roubo 2


Hoje ando a roubar muito. Mas é por uma boa causa, a da excelência do espectáculo. Do mesmo blogue roubei este vídeo em que o mesmo actor, Neil Patrick Harris, mostra como o musical pode ser de altíssima qualidade. 
Deliciem-se com ele como eu fiz e, os que falam inglês, estejam atentos à letra porque vale a pena!

HSC

Roubo 1


A foto deste post foi roubada do blog Um Jeito Manso - http://umjeitomanso.blogspot.pt - e, se olharem bem, só com alguma dificuldade reconhecerão neste garboso representante do sexo oposto, Neil Patrick Harris,  um dos participantes da divertida série "How I meet your mother" que, no canal Fox, passou com o nome de "Foi assim que aconteceu".
Harris é gay, tem família constituída com David Burtka e é pai dedicado de duas crianças lindas como mostra a foto abaixo.


Aqui fica, assim, mais um post que ilustra bem como os julgamentos precipitados são perigosos. Neste caso, a primeira foto levar-nos-ia a pensar que se tratava de um heterosexual cheio de charme. E charmoso é, sim. Mas hetero não.

HSC

Os burgueses


Durante bastante tempo a minha pouca simpatia por Francisco Louçã era conhecida. Mas eu ensinava matérias que tinham muito que ver com aquilo sobre que ele escrevia e, por isso, o seu nome era frequentemente citado e as suas posições analisadas com respeito.
Depois, a doença do meu filho Miguel, a estima que lhe manifestou e a forma com se comportou comigo, fizeram-me olhá-lo de outro modo. Em seguida, veio a sua saída da direcção do BE e a análise política televisiva que passei a seguir atentamente. Agora é uma pessoa que estimo e respeito. Não penso como ele, mas isso não me impede de o ouvir, de o ler e de lhe dar razão quando entendo que a tem.
Ontem recebi um convite para assistir ao lançamento de mais um livro seu, desta vez em co-autoria com João Teixeira Lopes - que aprecio muito - e de Jorge Costa que, confesso, conhecia mal.
Fui com muito gosto e senti-me muito bem numa plateia em que o Miguel estaria em casa. A apresentação foi feita por um membro da Igreja - D. Januário Torgal Ferreira - e pelo sociólogo Prof José M Sobral. Ambos me aguçaram ainda mais o apetite para a obra.
O livro «Os Burgueses» resulta de uma investigação iniciada para perceber as razões da crise, uma das quais tem que ver com a formação histórica da burguesia portuguesa. Os autores quiseram fazer uma investigação para explorar essa história e para a conhecer em detalhe.


Com efeito, núcleo central do poder económico da burguesia portuguesa é constituído por umas dezenas de famílias ou cerca de mil pessoas que constituem 0,01% da população. Quem são estas pessoas, como vivem e como é que um sector tão pequeno da população tem uma hegemonia tão grande do ponto de vista da liderança dos partidos, do ponto de vista da condução económica e do condicionamento dos governos, é a razão deste livro.

Este meu post vem também, confirmar o anterior sobre a "mudança" de posições de cada um de nós, ao longo dos anos. De facto, aprendi a gostar de pessoas com as quais não simpatizava e fiquei mais rica com isso. O que prova, uma vez mais, que devemos ser prudentes nos juízos que fazemos sobre os outros.


HSC

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Somos uns epitetólogos*

Os que me conhecem sabem que não alinho em partidarites, sejam elas de que natureza forem. Não posso, não consigo. Só tenho uma cabeça e só por ela me guio, embora goste muito de ouvir opiniões diferentes das minhas.
Mudo muito? No básico, pouco. Mas no olhar que lanço sobre o mundo que me rodeia mudo sempre que reconheço aos outros a capacidade de me convencerem. Não tenho qualquer pejo em me declarar errada e dar conta pública disso - se for o caso -, porque duvido que alguém se mantenha inalterável ao longo dos anos.
Mas procuro sempre não qualificar, não apelidar, não fazer juízos de valor sobre o adversário, que tento não considerar um inimigo. Enfim, sou o que se apelida de uma pessoa educada. Aprendi isso ao longo da vida com a diversidade ideológica que caracterizou sempre a família onde nasci. Do lado materno nove irmãos, do lado paterno doze. Tudo gente que pensava por si e deu exemplo de respeito pelas cabeças dos outros.
Lembrei-me disto a propósito dos quarenta anos da revolução de Abril. Muitos já nasceram depois dela e por isso o que sabem é o que lhes transmitem os seus, o ensino ou a investigação. Os restantes, que a viveram, continuam, quatro décadas depois, a usar, para qualificar os que não pensam como eles, termos cujo significado já pertence à história da carochinha.
De facto, quem em 1974 tivesse 20 anos, terá agora 60. Haverá alguma lógica em epítetar estas pessoas pelo que eram na sua juventude? Será que em quatro dezenas de anos não teremos todos mudado muitíssimo?
Fico sempre muito impressionada quando leio a opinião de gente que ocupou cargos de responsabilidade, qualificar da forma mais deselegante, quem não pensa do mesmo modo. Mas se alguém quer levar o outro a mudar de opinião, será pela agressão verbal que o conseguirá?
Vamos entrar numa campanha europeia que devia ser esclarecedora daquilo que está em causa para Portugal e para a Europa. Já estão todos engalfinhados a fazer propaganda para... as legislativas. E depois, admiram-se da abstenção!
Os portugueses podem não ser os mais instruídos da Europa, podem não ser muito politizados, podem até ser instrumento partidário. Mas a maioria deles tem um enorme bom senso e sabe o que quer. Sabe castigar e sabe louvar. Basta que pensemos neles e no país, muito antes de pensar na ambição política. E isto vale tanto para o governo como para a oposição.
Ah! e sejam educados, por favor. Dêem um exemplo de civilidade e de cidadania!

HSC

* Não sei se a palavra existe. Mas se Assunção Esteves cria, eu também posso fazê-lo!

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Inconsegui de novo...


Ando preocupada com os meus "inconseguimentos". Desta vez até me dei algum tempo para pensar melhor. Mas, mesmo assim, não consegui perceber o significado da vinda de Durão Barroso e alguns comissários a Lisboa. E menos ainda que Seguro não tenha sido convidado. 
Terá vindo - ao que se diz - para participar na conferência da Gulbenkian e entregar o seu prémio Carlos V ao Liceu Camões e à CAIS. Aceitemos a bondade da explicação.
Mas se foi tiro de partida para a candidatura a Presidente da República - era só o que nos faltava - não foi começo auspicioso. Nadar em águas profundas tem o enorme inconveniente de não permitir ver bem à superfície...


HSC 

Freitas 2


O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral confessou à Antena 1 que não era democrata antes da Revolução dos Cravos.

Mas, sei lá porquê, esta afirmação já consigo entender...

HSC