quarta-feira, 27 de julho de 2016

As sanções...


Pessoalmente como, creio, a maioria dos portugueses, não percebo nem aceito as sanções que a Comissão Europeia nos quer aplicar. Sobretudo, porque de há muito que Portugal não cumpre e outros países também não, como a França e até no passado a Alemanha. Mas a França não é sancionada apenas... porque é a França. E o mesmo se poderia dizer da Alemanha.
Há, todavia, algo mais grave, que também não entendo. É que António Costa e o governo tivessem sempre posto de parte estas sanções, não acreditando nelas no inicio e, dizendo depois que seriam de nível zero, para agora virem dizer que serão uma realidade. Qual, de que montante, também não sabem...
Não seria mais honesto admitir, desde o inicio, que elas, embora injustas, podiam acontecer? Será que nenhum governo em Portugal é capaz de falar claro e não tratar os portugueses como idiotas ignorantes, que só servem para votar devidamente manobrados pela partidocracia?!
Já aqui chamei a atenção para os riscos do Orçamento de 2017. Mais uma vez o discurso é o dos "paninhos quentes", que de nada servem, porque, pese embora a tão falada execução orçamental, a divida e os juros não param de crescer. Essa é que é essa. Foi esse endividamento que, no passado, nos levou a ser intervencionados e  que, agora, não augura nada de bom.
E, se por uma vez, nos falassem verdade sobre a austeridade que vem aí? E o que diz o PR a tudo isto, ele que tanto gosta de tecer comentários felizes? Estará a preparar o quê?

HSC

Em tempo: Acabo de ouvir, na televisão, que foi decidido aplicar sanções zero a Portugal, atirando para o Orçamento de 2017 o peso todo da situação criada. Passos Coelho deve estar particularmente satisfeito e o ministro das finanças altamente preocupado. No lugar dele, eu também estaria!

sábado, 23 de julho de 2016

Em tempo de massacres


Esta imagem do Papa está na minha mesa de cabeceira e é lindíssima. Hoje, depois de tanta gente morta, a única coisa que me apeteceu foi partilhá-la convosco!

HSC

Nota Hoje há receitas

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Os debates que temos

Acabo de ouvir um debate televisivo entre um membro do PSD e outro do PS que, até suponho, é economista. Confesso que não consegui ficar até ao fim. Debatia-se, ou melhor, pretendia debater - se a situação da Caixa Geral dos Depósitos. 
Impossível. Ninguém estava ali para esclarecer qualquer tipo de publico. O objectivo era tão só saber qual dos partidos tinha mais responsabilidade na situação criada. 
Tudo isto, passados mais de 40 anos de revolução, é de uma tristeza atroz. Poderemos ter mais liberdade, mas a ileteracia política, económica e financeira é algo cujo nível chega a meter dó. É por isso que eu continuo a não perceber estes "frente a frente" sempre conduzidos por militantes partidários, que só ali vão para que os respectivos discursos se sobreponham e o telespectador se sinta ou julgue o verdadeiro homem das cavernas!
Façam debates, porque precisamos de ser esclarecidos. Mas por favor deixem os partidos fora deles e escolham pessoas competentes que saibam do que falam e saibam fazer-se entender. Será assim tão difícil?!

HSC

terça-feira, 19 de julho de 2016

A brisa do Outono e o Orçamento de 2017


Não é que esteja muito interessada na política nacional. Mas a bancária que fui, continua viva em mim, até porque uma boa parte do meu trabalho, ainda passa por este sector.
E, de facto, confesso, continuo verdadeiramente surpreendida com o que está - ou não está - a passar-se com a Caixa Geral dos Depósitos, que vive há meses com uma administração demissionária e há outros tantos com outra à espera de tomar posse. Que isto seja possível no nosso único grande banco público, é algo que me ultrapassa. Mas também não percebo para que é que são necessários dezanove membros no novo conselho de administração, se chegarem a entrar, claro. Suspeito que Bruxelas vai considerar o numero exagerado e mandar que se eliminem pelo menos três. Quem, serão, constituirá outra surpresa. Espero que não seja o Presidente, mas com aquilo a que tenho assistido, até nem me surpreenderia muito. Creio bem que o aumento a que se tem assistido, nas necessidades da instituição, é bem capaz de estar ligado ao que a futura administração exige para tomar posse...
Com efeito a "geringonça" ao colo de Marcelo Rebelo de Sousa, vai funcionando. Falta saber por quanto tempo, já que, apesar de estarmos no Verão, pressinto as nuvens que se aproximam. E a CGD pode ser uma brisa tão forte, que as faça vir antes do Outono. Enfim, esperemos que não e que as sanções zero não nos venham trazer dores de cabeça ao Orçamento de 2017, que, esse sim, é que vai ser um berbicacho, apesar de ninguém falar dele. Estranho, não é? O problema deve ser meu com certeza!

HSC

Nota: Hoje há mais reeitas

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nós somos os maiores!








                 (Roubado ao Pedro Reis noDelito de Opinião)

Sempre declarei aqui e em todo o lado, o meu amor por Portugal e a relativa pouca importância - cada vez menor. aliás - que dou ao facto de ser europeia. Tanta importância como ser canhota, que sou, ou ter cabelo liso. que também tenho. São coisas que nasceram comigo, mas que não aquentam nem arrefentam, como se diz na minha terra. E que não interessam a ninguém, como a Europa que hoje temos, da qual em várias ocasiões até já me envergonhei...
Mas ser portuguesa e ter nascido num país que, remando contra a maré, consegue reunir os prémios atrás citados, isso, enche-me de um enorme orgulho. Viva Portugal e vivam os seus melhores!

HSC

Nota: Hoje há mais receitas

sexta-feira, 15 de julho de 2016

La promenade des Anglais!


“Há uma diferença muita clara entre os Estados Unidos e a Europa no que respeita aos atentados no seu território. Os Estados Unidos sempre entenderam que o ataque no 11 de Setembro foi um acto de guerra, a que teriam que responder pela mesma forma. E a verdade é que conseguiram controlar ataques posteriores no seu território. Já na Europa insiste-se em ver as situações como meros atentados terroristas, que por isso se vão sucessivamente repetindo.”

                                       In Delito de Opinião

Eu não consigo ver claro nesta matéria. Mas de algo estou absolutamente segura. Estes movimentos visam estabelecer um Califado na Europa e esta não se encontra suficientemente organizada – a saída do Reino Unido só piora a situação – em matéria de segurança, para fazer frente aos sucessivos embates que está a sofrer, em particular a França.
Admito que a Europa tem sido demasiado contemporizadora para com quem não hesita em matar. Mas a consciência europeia face a este tipo de ataques, tem de encontrar, urgentemente, uma rota comum. Se o não fizer a sua desagregação está à vista.


HSC

Nota: Há receitas novas na Agenda dos Sabores

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Exposição de Izabel Telles


Izabel Telles veio, há muitos anos, para Portugal, dirigir uma grande empresa de publicidade e esteve na origem do grupo de pessoas que pensaram e fizeram a revista feminina Máxima, no qual eu estive incluída. Foi aí que a conheci e os anos que ela permaneceu entre nós, serviram para sedimentar a nossa amizade  e o seu amor pelo nosso país.
Retornada ao Brasil, a sua vida mudaria completamente e ela passaria a ler a mente humana com o mesmo sucesso com que antes soubera interpretar as necessidades dos seus clientes.
De há uns anos para cá, sentiu necessidade de pintar. Não com enquadramento académico, mas como mais uma forma de soltar o que vai no seu espírito. Começou a faze-lo e já expôs em galerias no estrangeiro onde as suas obras foram vendidas e muito bem aceites.
Izabel expõe, agora, de modo muito informal, as suas ultimas criações na Galeria Team Box, que fica na Lisboa Factory. É algo diferente do que estamos habituados a ver. Mas tem peças que merecem a nossa atenção. Vá lá - estará aberta até 4 de Agosto - e perceba como o tema escolhido, o da visão para além do que os nossos olhos vêm, pode fazer todo o sentido!

HSC

Nota : Hoje há receitas na Agenda dos Sabores