terça-feira, 25 de Novembro de 2014

O 25 de Novembro


Quem se lembra, hoje, do 25 de Novembro? Poucos, muito poucos. No entanto, passaram 39 anos sobre o golpe militar que naquela data, pôs fim à influência da esquerda mais radical iniciada em Portugal com o 25 de Abril de 1974. Golpe que terá permitido ao pais o estabelecimento da democracia de que actualmente gozamos. E que substituiu o PREC – Processo Revolucionário em Curso – pelo Processo Constitucional em Curso, no qual o General Ramalho Eanes teve um importante papel.

HSC

Erros meus, má fortuna, amor ardente!

Como decerto já terão reparado tenho como leitores deste blogue pessoas cujo conhecimento da ortografia da língua portuguesa ultrapassa em muito o meu. Também é verdade que escrevo de jacto e raramente - neste espaço - releio o que escrevo, porque estou mais virada para o conteúdo do que para a forma. 
Assim, volta não volta, lá salta um erro ortográfico que, pacientemente, o meu comentador cujo nick name é "Gralhas" vai anotando e eu, com igual diligência, vou corrigindo. Para lhe evitar tal trabalho irei passar a escrever os post's em word - que assinala de imediato qualquer dissonância em relação ao antigo acordo pelo qual me rejo - e espero assim que aqui não voltem a acontecer tais desaires. Mas não queria que os meus erros e má fortuna acabassem sem eu agradecer o amor ardente pela língua portuguesa que tais correcções ortográficas sempre representaram.

HSC

José Sócrates

Não comentei, até hoje, a detenção do antigo Primeiro Ministro. Nem me pronunciarei, neste momento, sobre a medida de coacção que lhe foi aplicada. Porque, até agora, ignoro se os fundamentos dessa medida respeitam ao cidadão ou especificamente ao período em que esse cidadão ocupou cargos públicos. No caso vertente, só estes me interessam. 

HSC

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Passageiro Clandestino


Há Mulheres que conhecemos de toda a vida. Há amigas que o foram desde sempre. Não consigo lembrar-me do dia preciso em que conheci a Leonor Xavier. 
Lembro, sim, que vivemos ambas vidas bastante diferentes daquilo que, à época, era considerado como normal. Qualquer de nós tem essa sensação e há bem poucos dias, à mesa de um café, falávamos disso.
A Leonor bebeu a goles a sua vida. Goles saboreados. Do bom e do fel que  pode, a todos, estar destinado. Isso traduziu-se em muito do que escreveu. Sobre ela, sobre nós mulheres, sobre o mundo que a rodeia.
O cancro visitou-a recentemente. Bateu à porta de forma intrusa. Ela deu-lhe luta e venceu-o na medida das suas forças. Luta que foi também um percurso de descobertas. De si e do seu corpo. Mas, em simultâneo, da doença, dos médicos que a assistiram, das salas de espera e daqueles que nelas esperavam, do hospital, dos doentes e da forma como, apesar de tudo, o Serviço Nacional de Saúde nos acompanha. Tudo isto ela transformou em páginas de um livro que, afinal, é um hino à vida.
Esse livro foi hoje lançado numa sala apinhada de gente. De amigos de toda a vida, da família, da elite intelectual que a estima. Do Brasil e de Portugal, deste e do outro lado do Atlântico. De pessoas tão diversas que foi possivel ver Maria Barroso, Maria Cavaco Silva ou Maria Antónia Palla.
A apresentação, de enorme qualidade, esteve a cargo de José Tolentino de Mendonça, seu amigo. A que se seguiram as suas simples mas tocantes palavras de agradecimento a todos os que ali estavam. E onde também houve espaços musicais que alguns amigos lhe quiseram oferecer.
Foi uma bela e merecida festa aquela a que assisti no Jardim de Inverno do S. Luis. Parabéns Leonor!

HSC

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Da simplicidade


Sempre gostei de ser mulher e não me lembro de, alguma vez, ter desejado ser homem. Embora nunca tivesse sido uma feminista ferranha não deixo de agradecer às que o foram, as liberdades, os direitos e as garantias que hoje tenho e, sem dúvida, lhes devo. 
Não desdenho o lado fútil da vida - se nele incluirmos umas fatiotas, um perfume ou um creme - mas jamais lhe dei primado sobre muitas outras coisas que considero vitais na minha existência.
Trabalho há anos em televisão sem passar pelas maquilhagens ou arranjos capilares. As poucas vezes que, no princípio dos princípios, tal consenti, ao ver-me no ecrã, senti logo que estava ali outra que não eu.
Assim, um dia decidi que ninguém mais me punha a mão em cima - no sentido metafórico do termo, claro - e, a partir daí, a "bela Helena" passou a entrar directamente em estúdio, indiferente às aflições de todos aqueles que, muito justamente, preferiam que fosse não quem sou, mas sim quem deveria ser para ficar bem no ecrã. É evidente que a "bela Helena" terá, muitas vezes, surgido bem pouco bela mas, pelo menos. era real.
Talvez por tudo isto nunca fui muito de pinturas. E, confesso, "pelo-me" por enfiar uns jeans com uma camisa de homem, calçar uns sapatos rasos e meter-me a passear pela borda do rio, de cara lavada.
Porque falo nisto? Porque recentemente me fizeram um convite que me iria impor o retorno a um cuidado pessoal muito particular, uma vez que seria o rosto de algo em que esse aspecto, distintivo, era essencial. No primeiro instante vacilei. Pedi para pensar. Porque isto de casamentos indissoluveis fazem-se apenas uma vez na vida, até se perceber que o prazo de validade também se lhes aplica.
Vim para casa e fiz - como sempre faço - uma matriz das vantagens e dos inconvenientes e, a cada um, dei a minha notação. Resultado, não aceitei. Porque iria perder não a minha privacidade, mas sim, a minha simplicidade. E eu não quero perder nem uma nem outra!

HSC

O leitão, essa iguaria!



Aproveito quase sempre as viagens que faço por esse país fora com vista a sessões de autógrafos,  para ir descobrindo as maravilhas gastronómicas que possuimos e que começam, felizmente,  a ser divulgadas e conhecidas por esse mundo fora.
Há um ano, numa sessão de autógrafos nos CTT de Coimbra - onde acabei por conhecer um blogger de Lisboa de quem vim a tornar-me amiga - havia de ter uma conversa sobre leitões com o Luis Costa dos CTT de Leiria. Ele defendia uma casa e eu defendia outra. Acabámos por aprazar um almoço, para que eu comprovasse que a dele concorria com a minha, que já era conhecida de ambos.
Pois bem, foi ontem a almoçarada que contou, entre outros, com a presença do vice presidente da Junta de Freguesia de Santa Eufémia/Boa-Vista, Paulo Felício, em representação própria e do seu Presidente, ausente no estrangeiro. É uma pessoa encantadora e que me deu a imagem de um poder autárquico próximo das populações.
Começaram por chegar umas batatinhas às rodelas, finíssimas, como aquelas que, antes, fazíamos em casa. E, logo a seguir, um inesquecível leitão, já cortado com sabedoria, em pedaços pequenos que satisfaziam tanto os que gostavam de costela, como os que gostavam da carne mais alta. A pele, em crosta, fazia lembrar o pato lacado. O tempero, esse, era divino. Tudo impróprio para o colesterol e tensão alta. Deitei às urtigas um e outra e servi-me por quatro vezes, sem qualquer cerimónia, tal a iguaria. A acompanhar, um vinho frutado da região, pareceu-me ótimo. 
Calculo que já estejam a querer saber onde se come esta preciosidade. Aqui vai. Foi no Café Centro - a tradição em leitão - na Rua Nossa Senhora das Dores nº120, na Boa-Vista/ Leiria, a cinco quilómetros da cidade e com o telefone 244 724 824. É preciso reservar porque ali não se guarda leitão de um dia para o outro. Quando acaba, não há mais!
Para culminar, Paulo Felício, teve a gentileza de me surpreender com uma embalagem de "letchero" para o jantar, que fez as minhas delicias e deve ter contribuido de modo expressivo para o meu arredondamento.
Moral da história. Estou como o Marco Paulo. Ou seja, fiquei com dois amores, o que, convenhamos, para alguém que que gosta de ser fiel, não dá muito jeito...

HSC

Tanto carinho!


Os CTT são uma empresa que trata os nossos livros como muitas livrarias não fazem. Falo com a experiênvia de quem já neles fez várias sessões de autógrafos por esse país fora, sempre com igual sucesso. E carinho, porque é, sobretudo, de carinho que se trata. Às obras e aos autores.
Ontém a sessão decorreu nos CTT de Leiria e, apesar da verdadeira tormenta de chuva que constituiu a viagem - sobretudo a de regresso -, a forma como fui tratada, compensou amplamente esse contratempo e encheu-me de alegria.
Foram dezenas e dezenas de livros que assinei, conversas que mantive com leitores e comoventes provas de afecto por parte de pessoas que só me conhecendo pelo que escrevo, sei que fazem sacrifício para comprarem um livro meu. Por isso considero tão importantes estes encontros e não me furto a eles mesmo quando, como agora, ando bastante cansada. Por isso não quero deixar de fazer aqui um público agradecimento ao Luis Costa e à sua equipe, que já considero como amigos, por todas as atenções que me foram dis pensadas.

HSC