quarta-feira, 25 de maio de 2016

Feira do Livro


A quem possa estar interessado este será o meu horário na Feira do Livro

27/5  das18h às 20h      Clube do Autor e Pengouin Random House/ Objectiva
29/5  das 15às !7h         Pengouin Random House / Objectiva
4/6   das17h às 19h       Clube do Autor e Pengouin Random House/ Objectiva
12/6  das17h às 19h       Pengouin Random House/ Objectiva e Clube do Autor

Não só para assinar livros mas para ter o gosto da vossa visita. Apareçam!

HSC

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Só a mim...


Tendo recebido um convite que falava em Graça Moura, que li depressa, entendi que ele respeitaria à justa homenagem que ainda lhe não prestaram. Lá me abonequei para o acto que seria seguido de um jantar. Como o médico ainda me não deixa guiar, pedi à minha querida amiga Patricia Reis que me desse boleia. Era uma oportunidade de estarmos juntas e, também, de rever o Sebastião, seu filho, de quem muito gosto. Poucos minutos depois de termos saído confesso-lhe que só um prémio ao Graça Moura me teria feito sair do conforto da casa.
Bom, a gargalhada foi geral. É que o prémio é que se chamava Graça Moura - Cidadania Cultural (não percebo muito bem a cidadania cultural, mas deve ser defeito meu)  e o homenageado era Eduardo Lourenço, pensador com o qual, confesso, tenho poucas afinidades. Acontece aos melhores e eu gosto mais do José Gil.
Não havia nada a fazer. Fui, mas resolvi não jantar. De facto,  corria algum risco no que aos companheiros de repasto dizia respeito, já que a maioria deles era demasiado conhecida para o meu gosto. E isto, apesar de os anos passarem tanto por eles como por mim...
É extremamente intrigante verificar como são sempre os mesmos rostos presentes nestas cerimónias, pese embora, as famílias políticas que convidam, pertençam até a correntes ideológicas diversas. Porque será? Dir-me-ão que a cultura não tem ideologia. Nada mais falso.
O Presidente da República fez um discurso exemplar, como só ele saberia fazer, passando em revista a vida e obra do homenageado, ressaltando o essencial sem qualquer constrangimento ideológico. De facto, Marcelo ultrapassa sempre tudo quanto se pode esperar dele, e até nas águas mais encapeladas, ele não deixa de nadar bem. Pode não se gostar do estilo ou da filiação política. O que se não pode é negar-lhe a extrema perícia nestas questões.
Se a República fosse dinástica, diria que o lugar lhe estaria na massa do sangue. Ou de modo mais fino, que toda a sua vida fora preparado para esta função!

HSC  

Eu bem digo que todo o mundo está contente

"Bruxelas quer medidas adicionais de 730 milhões. O primeiro-ministro, António Costa não vê necessidade.
Bruxelas é pessimista? Não será bem isso, porque o comissário das Finanças, Pierre Moscovici, um socialista, diz que a responsabilidade por Portugal ter ultrapassado a barreira do défice é, sobretudo, da resolução do Banif.
Mas também aponta falhas ao Governo anterior, pelo que seria um erro estar a castigar o atual. Toda a gente ficou contente, embora a esquerda BE e PCP reiterem as suas dúvidas e acusem, como sempre a Europa de só querer mais austeridade".

Eu não digo que andamos todos contentes sem nos darmos conta dos problemas que se adivinham? É isto que Portugal tem de bom: todas as peças da geringonça se encaixam e até o Presidente anda feliz. 
Era este "o milagre" afectivo que nos faltava, por mais ateu que o governo seja. O problema é se alguma destas peças falha e a geringonça se desequilibra...

HSC

quarta-feira, 18 de maio de 2016

A complacência de Bruxelas?

O pais atravessou uma verdadeira união nacional para que Bruxelas não aplicasse sanções a Portugal. E contava, para o efeito, com a complacência de Bruxelas, face à injustiça que aquelas sanções representavam. 
Acredito pouco nas complacências em matérias desta natureza, porque este tipo de lamúria colectiva não é própria de países adultos. Destes espera-se outro tipo de comportamento, e não me parece que a posição de fragilidade vá impedir qualquer instituição comunitária de aplicar as regras com que nos comprometemos para entrar no euro. 
Para já, a Comissão Europeia acaba de lavrar a sua sentença: Portugal e Espanha continuam em procedimento de défice excessivo, mas a decisão sobre as sanções a aplicar é adiada para Julho.

Data que não deixa de ser curiosa, face ao facto de a Espanha ter eleições no fim de Junho e de as sanções aplicadas poderem constituir um óptimo tema de campanha eleitoral. Será que todos julgam que somos débeis mentais?

HSC

terça-feira, 17 de maio de 2016

A realpolitik


"...Não somos nós que escolhemos os governos dos outros e, salvo um banimento internacional decretado, damo-nos, não com um dirigente ou um governo em particular, mas com os Estados. E, naturalmente, procuraremos estabelecer com os dirigentes "de turno" nesses Estados, qualquer que seja o seu nome, as melhores e mais próximas relações. E quando estiver em causa a defesa de interesses portugueses ou de portugueses, a "realpolitik" é sempre a regra básica e imutável a seguir". 

(excerto de um post de hoje no http://duas-ou-tres.blogspot.pt/)

O que se está a passar na America do Sul, seja o Brasil ou a Venezuela, para não falar do México, deve levar-nos a ponderar seriamente nas palavras do excerto acima. A política faz-se entre países, ou, quando muito, entre governos, tendo consciência da volatilidade destes. Fulaniza-la é não ter a noção do que se chama a realpolitik, ou seja, dos verdadeiros interesses nacionais.

HSC

domingo, 15 de maio de 2016

O triple A de Dilma


Confesso que nem o facto de um tio meu ter feito, com Gago Coutinho, a travessia do Atlântico Sul, esse oceano que liga Portugal ao Brasil, este país me despertou grande entusiasmo, com a sua proverbial desorganização. Ao contrário, muitos portugueses apaixonaram-se pela terra de Vera Cruz e adoram fazer por lá as suas férias. Cada um come do que gosta, como dizia a minha avó Joana, quando os filhos defendiam posições políticas opostas, cortando-lhes cerce a conversa.
Uma coisa nunca perdoei a Dilma Rousseff. Foi a sua extrema arrogância, quando de visita a Portugal - então classificado como lixo - ela afirmou, com grande superioridade, que o Brasil só comprava títulos de dívida a países "triple A". Para além da enorme grosseria diplomática que, infelizmente, parece ter deixado os responsáveis nacionais bastante indiferentes, era agora a altura oportuna para lhe lembrar que quem cospe para o ar, arrisca-se a que o cuspo lhe caia em cima. Foi o caso. O Brasil tem, neste momento, a brilhante notação de lixo...

HSC

sábado, 14 de maio de 2016

Os donos disto!

Pode-se andar divertido sem saber porquê. É o meu caso. Estive uns dias de interregno sem saber notícias nossas. A conselho médico, por causa de uma série de pequenas misérias que me obrigaram a frequentar semanalmente o hospital, perdi o fio à meada da política nacional.
Só ontem soube da aprovação das barrigas de aluguer - que aceito para casais estéreis e desde que se tenha a garantia de que o assunto se não transforma num negócio - e pouco ou nada acompanhei da existência real ou fictícia do chamado plano B.
Pessoalmente sempre entendi que ele existia, porque não há nenhum governo sério que o não tenha elaborado para uma saída de emergência. 
Por isso toda esta discussão me parece absolutamente inútil- nem este governo nem o anterior me foram simpáticos - e também é verdade que já não me lembro de qual foi o último que me desagradou menos - mas, como economista, tenho-me divertido bastante desde que voltei a ligar a televisão. É que por muito inteligente que eu fosse - e sou absolutamente normal- seria muito difícil compreender os zigue zagues do discurso do PM, coitado, cuja camisa de forças está cada vez mais apertada.
Entretanto, soube de algumas injustiças cometidas, creio, à revelia de António Costa, o que me entristeceu, porque os visados não são pessoas de faca e alguidar. Ao contrário, são gente decente e educada, habituada a servir o país. É pena que, por esse facto, sejam penalizadas! É caso para dizer que começo tardiamente a compreender que muitas decisões só se aceitam, porque o abuso do poder não é devidamente escrutinado e cada ministro entende que é dono absoluto de todo o seu ministério...

HSC