quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O amor não é para aqui chamado

"Não se pode falar de salário mínimo sem amor", terá dito a deputada Joacine Katar Moreira, na sua primeira intervenção no Parlamento. Parece-me uma tese perigosa, algo miserabilista e contrária às questões que devem presidir a uma discussão deste tema!

HSC

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Estão a brincar connosco?!

"Os partidos com apenas um deputado, como o Livre, Iniciativa Liberal e Chega não devem ter direito a tempo de intervenção nos debates quinzenais ou nas interpelações ao Governo."

Então porque é que o PAN, durante quatro anos sempre falou? Têm medo que estes falem? Mas eles foram eleitos justamente para isso.
Estão a brincar connosco?!

HSC

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Nívea: Eu gosto!


Nunca quis ter publicidade nos meus blogs. Não censuro quem a tem mas, no meu caso, ser-me-ia muito difícil dar uma opinião livre sobre qualquer coisa que tivesse patrocínio. Porém, também não quero ter limitações de falar do que gosto, por recear que os outros entendam que estou a ser patrocinada!
Assim, há uns meses disse aqui que iria ter, de vez em quando, uma coluna opinativa que podia ir dos livros, aos discos, aos produtos alimentares, ao cinema, enfim, a tudo aquilo que eu entendesse dever  elogiar ou criticar.
Pois bem, aqui estou hoje, a falar de cosmética. Logo eu, que tenho muito pouco tempo e paciência para estes delicados trabalhos. Mas, também confesso, que durante bastante tempo pude gozar, uma vez por semana, dos benefícios de uma massagista e do sono reparador que sempre se lhe seguia.
Mas, voltemos à cosmética da qual, por norma, sou uma utilizadora errática. Uso com a mesma facilidade um creme caro ou um comprado em supermercado. A unica fidelização que tive desde criança, foi à caixinha azul da Nívea, que tanto servia para tratar os joelhos feridos dos filhos como de alimento para pele seca do rosto ou do corpo.
Todavia este verão algo chamou a minha atenção. Era a campanha televisiva da marca com a  duração de 30 segundos, cuja nova filosofia era o “Co-ageing” (Co-envelhecimento)  que afirmava ajudar as mulheres a aceitarem os sinais do envelhecimento, deixando assim para trás o conceito "anti-ageing" (antienvelhecimento), porque envelhecer não pode ser um tabu.
Para representar essa nova filosofia, foi escolhida a atriz italiana Monica Belluci que foi o rosto da linha de produtos Hyaluron Cellular Filler. E o que ela dizia faz para mim todo o sentido, ja que todos "temos de aceitar a passagem do tempo, num mundo onde todos temos medo de envelhecer, mas onde o facto de dizer que podemos continuar a amar e a ser amados, mesmo tendo uma beleza mais orgânica". 
A mensagem tocou-me e, durante o verão, experimentei a referida gama. Não fiquei, claro, como a lindíssima Monica. Mas que a minha pele parece melhor, isso é um facto!

HSC

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Oração

Senhor, dá-me serenidade para aceitar tudo aquilo que não pode e não deve ser mudado. Dá-me força para mudar tudo o que pode e deve ser mudado. Mas, acima de tudo, dá-me sabedoria para distinguir uma coisa da outra. 

Esta é a oração que rezo quase sempre antes de me deitar e que tranquiliza as minhas noites!

HSC

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Por causa da maternidade!

No tempo em que fui mãe, as férias de parto não existiam. Nem existia qualquer apoio à maternidade. Tive os meus filhos, como muitas mulheres da minha geração, tentando conciliar vida profissional e vida familiar. Muitas horas de sono perdidas, mas muita satisfação à mistura. Porque se queria ter vida profissional, na época, era assim. Muito, felizmente, se evoluiu nesta área. E muito falta ainda fazer. 
O apoio da familia era escasso porque a do marido vivia no Alentejo e a minha estava em África. Venci todos estes obstáculos num tempo em que o companheiro preparava um doutoramento, já que o meu ficara adiado com a primeira gravidez. Foi difícil? Foi. Como terá sido para milhares  de mulheres deste país que não tinham sequer uma carreira, mas cujo salário era necessário ao sustento dos seus. Mulheres que, inclusivé, aceitaram trabalhar por turnos...
Há dias uma deputada não aceitou um convite para um debate, invocando a sua condição de mãe solteira de uma criança de 3 anos e explicando o excessivo tempo de trabalho desse dia, superior às tradicionais 8 horas. Fiquei surpreendida, confesso.
É que, talvez por ter tido a experiência que referi vejo, com alguma dificuldade, a aceitação de responsabilidades profissionais de grande exigência, quando se sabe, à partida, que elas irão impor sacrificios à vida familiar que se não está disposto a aceitar. Parece-me tremendamente injusto para o mundo laboral feminino que alguém as invoque, como explicação para aquilo que não faz ou não fará. 

HSC

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Parasitas



Não é muito frequente sair de um filme e não conseguir encontrar as palavras que possam definir as reações que o mesmo me provocou. Mas foi o que aconteceu, ontem, comigo, ao ver o filme sul coreano PARASITAS. 
Só o título me causou um certo arrepio, mas filho e neto insistiram que eu ia gostar e relembraram – me a obra do realizador que eu já vira. O argumento foi eficaz e assim lá fomos os três.
Trata-se de um filme longo – para os orientais o tempo demora mais – e que conta uma história feita de várias histórias em que o imprevisto está sempre à flor da pele. Por vezes, calculem a ousadia, senti-me num filme de Woody Allen ou até num de Jacques Tati, tal a comicidade subtil de certas cenas. Para mim é um filme magnífico. Mas não sei se toda a gente saberá apreciar aquele género de cinema.
Vim para casa a recordar com o meu filho alguns pormenores da película cuja "marca" poderia ter a assinatura de Allen ou de Tati. Ambos rimos, de gosto, com elas. Depois, ao deitar-me, percebi que o ser humano, nasça na Coreia do Sul ou em Portugal, tem sempre uma parcela, por mínima que seja, de um ADN comum. E isso reconfortou-me!

HSC

domingo, 27 de outubro de 2019

Chuva em New York


Fui ver o último filme de Woody Allen, Um dia de chuva em Nova Iorque, e, confesso, gostei bastante. Mas duvido que, comercialmente, ele possa constituir um sucesso. 
A sua paixão por aquela cidade continua a ter o mesmo fulgor, mas nota-se – noto eu -, no realizador uma melancolia mais acentuada, por não poder estar lá, ou melhor, por não o deixarem viver lá. Aliás, os americanos, com o seu tremendo puritanismo, continuarão a não poder ver mais este seu filme.
É uma história de amor, contada “a prestações”, que põe à vista muitos comportamentos da sociedade actual e, como sempre, tem momentos fabulosos. Exemplo disto, é a conversa a dois, olhos nos olhos, que a mãe decide ter com o filho e que, a meu ver, constitui um dos grandes momentos da película. 
Eu saí da sala com a impressão de ter visto algo diferente de uma comédia e que meu comigo. Creio ser, repito, uma fita que exige do espectador uma grande capacidade de saber ler nas entrelinhas...
Um espetáculo a não perder para uma mente aberta e um gosto muito especial por Woody Allen!

HSC