segunda-feira, 2 de março de 2015

Os obcecados

Já aqui escrevi por mais de uma vez que ser mãe não implica nem perder autonomia, nem sequer deixar de ter pensamento próprio.
Fui mulher, mãe, nora e cunhada de políticos. Um karma que não escolhi, mas que a vida, infelizmente, escolheu por mim. Nada a fazer. Acresce, para alindar o quadro familiar, que nunca me identifiquei com o pensamento de nenhum deles, nem tão pouco a matéria em causa me provocou especial interesse. 
Fui muitas vezes aliciada para as fileiras da esquerda - curiosamente a direita temia a minha frontalidade - e a todos disse não. E, julgo, poderia até ter dito nunca ou  jamais porque, de certo, me não arrependeria.
Fui mãe de um homem de esquerda e sou-o de um de direita, seja o que for que esta idiota distinção queira dizer. A Pide, no passado, bem tentou incomodar-me. Como agora, os pseudo esquerdistas ensaiam, por vezes, fazer neste blog, atingindo o meu filho. 
Para além de grosseiro é absolutamente inúti. Como diz o ditado, esquecem-se que "viro frangos há muito tempo".O tempo suficiente para que as vozes dos burros não cheguem aos meus ouvidos.
Os que me lêm com alguma regularidade sabem o que penso deste governo, no qual não votei. E se publico hoje o comentário - o último - é para permitir, caritativamente, ao seu infeliz autor, o derradeiro orgasmo intelectual que isso lhe deverá proporcionar. Aproveite-o bem!

HSC

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Amores antigos...



"Experimentar um amor antigo é como sorver um café requentado. Sabe a café, mas perdeu toda a intensidade e aroma".

Li, hoje, esta frase no blog de um amigo.
Primeiro soltei uma gargalhada. Depois, pensei melhor e até senti um calafrio...

HSC

Mercados da minha Terra


Todos sabem do meu apreço pela arte de cozinhar. Em boa hora a televisão se apercebeu do filão e hoje, neste domínio, há muito por onde escolher. Felizmente!
Mercados da minha Terra é um programa conduzido por Sebastião Castilho e pertence ao grupo dos que mais gosto, logo a seguir ao Papa Qilómetros de Ljubomir Stanisic, de que já aqui vos falei. Ambos têm em comum, para além de uma grande simpatia pessoal, o facto de montarem uma cozinha móvel em qualquer lugar para prepararem uma deliciosa refeição confeccionada com os ingredientes mais frescos da região onde se instalam.
Sebastião Castilho tem, também, uma história de vida muito curiosa, Foi voluntário na Costa Rica, 'designer' na Brandia. produtor de TV e 'chef' numa cantina.
Mas o negócio dele é, mesmo, comunicar através da cozinha e fa-lo com uma simplicidade tocante. Nada nele é excessivo e a forma de cativar o seu público tem a ver com essa sua grande  qualidade. 
Este designer licenciado pelo IADE em 2000 não se limita a ser cozinheiro. Este é só só um dos lados do seu negócio. A sua paixão mais recente chama-se Simply Sebastião - Just Cook it.

HSC 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Relatos Selvagens

Dirigido por Damian Szifron o filme é dividido em seis episódios. Todos são muito bons. E, do meu ponto de vista, três são mesmo excepcionais.
O filme começa de forma brilhante, com um curto episódio passado num avião, que é uma história rápida, inteligente, envolvente e com um final extraordinário.
No seguinte, deparamo-nos com uma jovem empregada de um restaurante de beira de estrada, que recebe a visita de um homem que acabou com sua família, mas que a não reconhece.
Depois temos um episódio sobre dois sujeitos que se encontram no meio da estrada e se desentendem por causa de uma ultrapassagem.
O outro é sobre um pai rico que tenta livrar o filho de ser preso pelo atropelamento de uma mulher grávida.
O penúltimo relata a "estória" de um homem comum que vê o seu carro injustamente rebocado e é obrigado a pagar uma taxa e uma multa.
O último mergulha numa festa de casamento, que é muito bem filmada e que conta com uma atuação espetacular de Erica Rivas a lembrar-nos as mulheres de Pedro Almodovar.
Dito assim, parece uma manta de retalhos. Não é. Muito longe disso. Trata-se, sim, de sucessivos relatos sobre o que pode um ser humano fazer sob o efeito da raiva, mas contados com um subtilíssimo sentido do humor e cuja pegada social, tão característica deste realizador, está bem evidente.
Um dos principais méritos de Relatos Selvagens está no facto espantoso de não haver qualquer quebra de ritmo entre todos os episódios.
Damián Szifron é considerado por muitos uma espécie de Quentin Tarentino da Argentina. Não só por utilizar a violência, muitas vezes gráfica, em prol do humor, mas também pelo uso preciso da banda sonora na construção do clima.
Uma película para se rir e se divertir. Muitíssimo!  


HSC

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Déjà Lu


A Livraria Solidária Déjà Lu abre portas ao público no próximo dia 28 de Fevereiro. Situa-se na Cidadela de Cascais e é um projecto da Francisca Prieto.
As receitas da venda dos livros revertem na totalidade para a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21. Importa referir que este projecto pretende apoiar a profissionalização dos jovens portadores daquela deficiência, dado que, após a grande conquista da sua inserção no ensino regular, se torna agora importante orientar estes jovens para o futuro.
De certa forma, esta livraria já existia através do blog Déjà Lu, que leiloava livros “já lidos”. O espaço virtual ganhou forma e conta com o apoio de todos os que queiram dar a mão a esta causa.

HSC

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A análise que conta!

Mesmo para um economista, não é fácil perceber as nuances entre o discurso e a práctica política.  Com efeito, aquilo a que o governo grego se comprometeu constitui uma extensa lista de obrigações de que pouco se fala. Basta clicar no vermelho para se perceber o que digo. Ora o que me surpreende é que não seja sobre as matérias constantes desta lista que se faça uma discussão séria. 
Ao invés, a análise do caso grego transformou-se numa disputa Benfica/Sporting, como se os economistas se dividissem entre o pró Grécia ou contra a Grécia. Na verdade, para isso, bastam os políticos!

HSC