terça-feira, 23 de agosto de 2016

Uma dádiva!


Se ser velho é produzir isto, então não posso deixar de dizer "abençoados estes velhos" que enchem a nossa alma! Para quem, como eu, gosta deste género de música, trata-se de uma dádiva ouvi-la!

HSC

Decoro?!


O ano passado esta cimeira incluiria o Primeiro-Ministro inglês. Mas como os eleitores ingleses já disseram o que pensam de todo este disparate, os verdadeiros governantes da Europa passaram a reunir-se a três, deixando naturalmente os países servos de fora. E estes três estarolas acham que a solução para o Brexit é mais integração, ou seja, ainda maior domínio dos Estados pequenos pelos grandes, uma vez que estas cimeiras deixam claramente perceber que as instituições comunitárias não passam de um verbo de encher, já que estes países e só estes é que mandam na Europa.

Esperava-se que a saída do Reino Unido fizesse esta gente ter um pouco mais de decoro. Mas afinal parece que se lhes aplica a frase que Talleyrand disse dos Bourbon: "Não aprenderam nada nem esqueceram nada!". É assim inevitável que ao Brexit venham a seguir-se muitos outros "exit". No fim, a Europa dos 27 deve acabar por ser a Europa dos 3. Na realidade, nunca foi outra coisa.

                            Menezes Leitão em Delito de Opinião

Para aprender é preciso querer. E ter capacidade para tal. Cada um destes senhores só quer pensar em si próprio e vá lá de vez em quando no país. Agora reúnem-se em triunvirato e decidem sobre a Europa dos pequeninos. 
E depois admiram-se de ver Sarkozy anunciar a sua candidatura, que sendo má, não pode ser pior do que a de Hollande tem sido e que deixa a França num dos seus piores momentos!

HSC

domingo, 21 de agosto de 2016

Os cintos de segurança


1. A trapalhada com que o caso da Caixa Geral dos Depósitos foi gerido, tornou-se algo de profundamente lamentável. Para além de nos virem relembrar, do exterior, que não estávamos a cumprir a nossa própria legislação, dos nomes apresentados uns foram chumbados e outros para poderem ser aceites teriam que frequentar um curso de gestão bancária. Por outro lado, a António Domingues só é possível acumular a presidência do Conselho de Administração e da Comissão Executiva, durante seis meses. E, claro, como já aqui fora dito, no futuro terá de haver mulheres na administração.
Leonor Beleza, como seria de esperar já fez saber que não poderão contar com ela. Pergunto o que farão os restantes convidados, perante quem convidou sem, afinal, ter o prévio aval de quem manda?!
2. A economia no segundo trimestre só cresceu 0,2%, e a única agência, canadiana, que até agora, tem garantido notação positiva à nossa dívida pública, começa a dar sinais de que olha com grande apreensão o estado da economia portuguesa, onde o indicador de actividade económica voltou, em Junho, a cair e as contas externas do país atingiram um défice no primeiro semestre, quase 20 vezes superior ao do período homólogo do ano passado. 
Lembram-se de eu ter escrito aqui, há dias, que aquilo que mais me preocupava e de que ninguém parecia interessado em falar, era o Orçamento de 2017? Pois bem, em minha opinião, avizinha-se um semestre com muita turbulência, que exige, à cautela, o uso de cintos de segurança bem apertados!

HSC

Nota. A partir de hoje os comentários anónimos não serão aceites. Quem quiser faz post's nos blogues próprios ou então identifica-se, se quiser dialogar aqui. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A mesma cartilha...

O dirigente e deputado do CDS-PP, Hélder Amaral, disse, em Luanda, que aquela força política portuguesa está muito mais próxima do MPLA, partido no poder em Angola, e agora com "muitos mais pontos em comum".
Por seu lado, Carlos César, líder parlamentar da bancada socialista em São Bento, discursando como convidado de honra no congresso, cumprimentou, em seu nome pessoal e em nome do Partido Socialista, de forma especialmente fraterna, o presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, a figura referencial da história de Angola e da história da emancipação africana".

HSC

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Contamos consigo, Professor

Oiço dizer que se pretende que a AT - Autoridade Tributária e Aduaneira - tenha livre acesso às nossas contas bancárias. Até admira como só agora é que tiveram a ideia de estender aos nacionais aquilo que, num só sentido, se pedia aos estrangeiros. 
Porque, como devem calcular, os que teriam alguma coisa a esconder, já a puseram ao fresco. Porquê? Porque, sendo gente muito bem informada, sabe sempre, com antecedência, o que o governo vai fazer...
Logo, o que sobrar será a arraia miúda. E a essa, que até já perdeu algumas liberdades, que mal lhes fará perderem mais esta?
Francamente não vejo o motivo de tão grande preocupação com mais esta "medida". Ora se as revistas cor de rosa já publicam divórcios e casamentos, porque é que a AAT, não há-de, em transparente cooperação com elas, dar a conhecer as continhas  de cada um, que tanto facilitarão certos casamentos ou desencontros?!
A mim, parece-me, claramente, uma medida a favor da família. Como também já o foi, a que liga o sol e o IMI. Os governantes só querem o nosso bem. Nós, portugueses, é que nem sempre alcançamos os seus desidérios. 
Professor Rebelo de Sousa faça o favor de, afectuosamente, explicar aos portugueses a grandeza da medida. Conto consigo!

HSC

As caixas de comentários


Os jornais possuem caixas de comentários sobre as noticias que publicam. Quem se debruce sobre elas, fica a conhecer uma boa parte da população que se diz ler jornais. E, como não são moderados, prestam-se às mais requintadas formas de aviltamento que se possa imaginar. Escreve-se com o intuito exclusivo de denegrir e de, a coberto do anonimato, bolsar as afirmações mais vergonhosas sobre qualquer pessoa.
Pergunto: qual é a utilidade de tamanha catarse, quando há psiquiatras ao alcance para o fazer. Porque é que a comunicação social permite que se enxovalhem pessoas. sem reagir? Audiências? Mas o que é que deve comandar jornais, revistas, televisões? É vender o que de pior a sociedade tem?! Lamentável critério economicista. Acabem com as referidas caixas e talvez tenham a surpresa de ganhar alguns leitores...

HSC

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Perguntar o obvio?!

A situação que temos estado a viver, com o relato ao vivo e a cores do que se tem passado por este nosso Portugal tem, também, permitido perceber as  diferenças ou as semelhanças entre o que entre nós se chama de comunicação social. A qual, na luta pelas audiências, parece ter um prazer mórbido em explorar o lado mais trágico destes acontecimentos, como se eles próprios não fossem, já por si, suficientemente dramáticos.
É isto que explica que um jornalista , há dias, tenha perguntado a uma idosa que tudo perdera, "como é que ela se sentia e o que tencionava fazer?", explorando uma boca sem dentes e as lágrimas que corriam por um rosto sulcado de rugas. A senhora ainda arranjou forças para responder "sinto-me perdida, quase morta". 
Será que alguém, com sensibilidade, poria esta questão? Ou esperaria que uma pessoa naquelas circunstâncias tivesse cabeça para responder alguma coisa? Talvez, com um negro sentido do humor, a inquirida pudesse dizer que estava "muito feliz"!

HSC