sexta-feira, 3 de julho de 2015

Os empates técnicos...

O facto de estar com um trabalho de pesquisa entre mãos, fez com que tivesse ficado hoje todo o dia fechada em casa. Salva-se a noite, em que irei arejar com amigos!
Assim. ousei abrir a televisão e, mais uma vez, deparei-me com um país às turras. Só se falava da Grécia e, cá como lá, era o chamado empate técnico. Sobre quê é que eu gostaria de saber, porque poucos foram os orgãos de comunicação social que transcreveram a pergunta - aliás pouco clara - que vai ser feita ao povo grego. 
Assim os comentários pareciam de futebol. Sim, porque sim, porque acredito. Não, porque não, porque não acredito. Não há dúvida que latinos têm dificuldade em dialogar sobre política, religião e futebol.
Fiquei mais cansada de ouvir os comentadores do que da pesquisa que estou a fazer... Mas eis que no meio disto tudo, António Costa apareceu, muito irritado, a dizer que o governo de Portugal invejava a Grécia. 
Ou eu estou louca ou devia haver alguma cautela ao fazer certas afirmações porque, em última análise, elas chocam uma parte dos portugueses. Não votei em quem nos governa e até tenho simpatia pessoal por António Costa. Mas num tempo como este convém ter algum tato...
Ah! Parece que António da Novoa já não será "o" candidato do PS, pois que se pode vir a perfilar Maria de Belém. Ao menos isto, para animar as hostes...

HSC

quinta-feira, 2 de julho de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Três anos depois

Hoje fui visitar um querido amigo ao Instituto Português de Oncologia. Confesso que estava com algum receio da minha reacção, porque desde a morte do meu filho, nunca mais havia voltado lá.
Mas o Homem põe e Deus dispõe. A alegria de dar um abraço a alguém de quem muito gosto foi superior a tudo o resto. E, pasme-se, até consegui andar devagarinho pelo corredor  sem que o coração se me apertasse. Deus sabe, de facto, o que faz!

HSC

terça-feira, 30 de junho de 2015

Um desastre


Há ocasiões em que o calor tolda o raciocínio. Foi o que me aconteceu e a mais duas amigas, quando decidimos ir ver o filme “Enquanto somos jovens” que uma certa crítica dizia valer a pena. Embora qualquer de nós duvidasse, o que queríamos mesmo era uma sala fresca para poisarmos. Fomos ao Allegro de Alfragide que ficava perto da casa de uma delas.
A primeira surpresa foi a de que estaríamos dez pessoas na sala, o que, do meu ponto de vista, até nem seria mau de todo. Só que, em período de crise, este número de pessoas não merecia, da parte dos responsáveis, o ar condicionado ligado. Pese embora tivéssemos pago um bilhete em que esse gasto deveria estar incorporado. Adiante.
A segunda surpresa foi a manifesta falta de qualidade da fita, que nos mostrou, uma vez mais, como uma boa história pode ser estragada, ou como confiar nas críticas pseudo intelectuais, pode dar azo a um verdadeiro desastre. Foi o caso!


HSC

Onde tudo começou

A análise que se segue é importante porque refere pontos que explicam muito do que agora se passa. É da autoria de Carlos Guimarães Pinto e foi postada no blogue Insurgente em http://oinsurgente.org.

A Grécia entrou no Euro em 2001. Desde essa altura, teve um crescimento imparável. Enquanto os outros países, incluindo Portugal, atravessavam o que veio a ser chamado de a década perdida, a Grécia viu o PIB crescer 32% em 7 anos. No mesmo período o PIB português cresceu menos de 9% e o alemão pouco mais de 11%.
PIB
Este crescimento do PIB foi acompanhado também pelo crescimento dos salários. Entre 2000 e 2007, a massa salarial na economia cresceu uns fantásticos 75%, quase o triplo de Portugal e 10 vezes mais do que na Alemanha.
massasalarial
Assim, os gregos puderam consumir muito mais. Nestes 7 anos, o consumo cresceu 33%, enquanto o alemão estagnou e o português cresceu quase um terço.
consumo
Como foi isto possível? Não houve nenhuma revolução tecnológica na Grécia, nenhum fluxo de investimento internacional e não foram descobertos recursos naturais no Mediterrâneo. Isto foi conseguido graças a um extraordinário aumento do endividamento público, em boa parte escondido. Foi uma espécie de Portugal Socrático com esteróides (no gráfico abaixo podem ver apenas a despesa pública oficial, excluindo a que foi escondida).
desp
Chegamos a 2008, os gregos tinham aumentado os seus padrões de vida como nunca antes tinha acontecido. Mas esse padrão de vida só foi atingido graças a uma enorme distorção da sua economia. Tinham um padrão de vida que só era sustentável graças a permanentes fluxos de dívida. Uma boa parte da sua economia dependia de um nível de despesa pública que o estado só conseguia atingir endividando-se brutalmente. Quando o estado deixasse de se poder endividar, toda aquela parte da economia se desmoronaria.Foi o que aconteceu em 2008-2009…
                                (Fonte dos gráficos: Eurostat)

HSC

sábado, 27 de junho de 2015

A caminho do fim?

“...Chegou, finalmente, o momento de o primeiro-ministro grego mostrar as cartas que tinha na mão. E não há, face a estes factos, duas leituras. É evidente que o Syriza apresentou aos eleitores um programa que não podia cumprir. Utilizou o desespero dos gregos para os iludir com promessas e palavras vãs. Ao remeter agora a decisão sobre o acordo com as instituições para a decisão popular, Tsipras assume o fracasso do seu confronto com os credores e a inconsistência da sua proposta política. Pelo meio, ficam mais de cinco meses de governação que teve como único resultado uma enorme sangria  da economia, do sistema bancário e das finanças gregas...” 

                Rui Rocha no http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/

A importância das coisas


Ouvi hoje, na íntegra, a entrevista dada por Marcelo Rebelo de Sousa ao Daniel Oliveira, no programa "Alta Definição". O entrevistador, que tem a sabedoria e inteligência de perguntar pouco e ouvir muito, deu mais uma prova disso mesmo.
Devagarinho foi perguntando tudo o que queria ao Professor. E este não se esquivou. Mesmo nas questões delicadas da sua vida sentimental ou do seu relacionamento com os Pais foi respondendo com a habilidade que se lhe reconhece mas também com a fragilidade que, em certas ocasiões, o brilho excessivo do seu olhar deixou transparecer, nomeadamente ao falar dos filhos e da Mãe.
A certa altura disse algo que, a mim, tocou particularmente porque é tema de muitas conversas aqui em casa. E que foi mais ou menos isto: na vida há muito poucas coisas muito importantes. Depois, em maior número, há coisas importantes. Finalmente há milhões de coisas que são muito pouco importantes. E nós, na vida, perdemos um tempo enorme com estes últimos milhões de coisas. É tão verdade que até dói.
O resto, que foi ainda bastante, mostrou um homem que pese embora ser muito activo, sabe que a idade irá determinar que  faça certas opções.
Marcelo é tudo menos um homem consensual. Há os incondicionais e há os intolerantes. Depois há os outros, que, se ele estiver interessado em voos mais altos, terá de conquistar.
Goste-se ou não, Rebelo de Sousa não deixa ninguém indiferente!


HSC