Tenho dois amigos íntimos, daqueles que me conhecem como a palma das mãos. Não tenho amigas íntimas, mas tenho quatro ou cinco que estão perto disso. Falta-lhes um pequeno clic para se poderem situar ao nível dos outros dois.
Depois tenho as amizades que são constituídas por pessoas com quem gosto de estar, mas com peso e medida. E, por fim, tenho dois grupos com quem me divirto: um para as comidas e para o riso, o outro para os concertos, as exposições, as efemérides pelas quais eu não daria se não fossem eles.
Depois tenho as amizades que são constituídas por pessoas com quem gosto de estar, mas com peso e medida. E, por fim, tenho dois grupos com quem me divirto: um para as comidas e para o riso, o outro para os concertos, as exposições, as efemérides pelas quais eu não daria se não fossem eles.
Sou, portanto, uma felizarda, porque antes de todos estes, está a minha família que não troco por nada. Um dia passado com eles dá-me uns anitos de vida.
Mas o fundamental para que eu possa deliciar-me com este mundo de pessoas de quem gosto, reside no facto de gostar muito de estar comigo mesma. Vai fazer quatro anos que perdi as duas pessoas de quem, então, mais gostava, com a pequena diferença de mês e meio entre essas duas mortes. Quando se passa por isso, tudo o resto é uma benção. Em particular os amigos!
HSC
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