Pertenço ao grupo de pessoas que, pelo facto de ter trabalhado muitos anos na Banca, assistiu e beneficiou do progresso do SAMS. Quando José Roquette saiu para o Hospital da Luz, senti-me um pouco inquieta, não porque alguma vez ele me tenha tratado, mas porque era um amigo e isso me tranquilizava, caso necessitasse de lá ir.
Em duas áreas senti que tinha de ter no SAMS interlocutores para os médicos que, no exterior, me tratavam antes de ser bancária. Uma era a da medicina interna, outra a da oftalmologia.
Foi assim que encontrei o Dr Faustino Ferreira e o Dr Pedro Cruz. Este último conhecia a médica que sempre acompanhou as minhas complicações oculares muito ligadas ao meus sistema imunitário, o que me tranquilizava para quando ela deixasse de trabalhar. Com efeito, sempre que tive de o procurar por ausência da amiga especialista, encontrei um profissional muito atento e empenhado e que elogiou a colega que me tratava. É uma pessoa de excelente trato, que ouve o paciente e explica o que deve explicar. Fiquei, portanto, em mãos seguras, para o futuro.
Já com o Dr Faustino Ferreira foi diferente. Eu não tinha internista. Era sempre o meu querido cardiologista e amigo Pedro Abreu Loureiro que me ajudava nas pequenas maleitas que ia tendo. Já antes o tinham feito o Sergio Sabido Ferreira e o José Pinto Correia, ambos amigos falecidos, de quem tenho muitas saudades.
Assim, havia que escolher alguém do SAMS. Dois nomes me foram indicados. Mas os elogios que ouvi de um deles foram tantos, que não hesitei e me apresentei no seu consultório. E isto, muito antes de ele vir a ser nomeado director clinico do Hospital.
Confirmei todos os rumores que ouvira. Descobri "o meu médico de excelência", aquele com quem se pode falar de tudo o que nos preocupa, aquele que faz da medicina um desígnio e não apenas uma profissão. É com ele que discuto o que devo fazer e o seu conselho é para mim algo que não merece qualquer dúvida.
Foi, ainda no SAMS, que havia de descobrir alguém de quem me tornei verdadeiramente amiga. Trata-se da médica Cecília Vaz Pinto, responsável pelo serviço de Fisioterapia / Reabilitação e cuja equipa conseguiu eliminar completamente um enorme colóide resultante de uma intervenção cirúrgica. Hoje, quem olhe para a minha mão esquerda, não lobriga qualquer marca. Foi o seu empenho e a sua equipe que tornaram isto possível. Para além disto descobri uma pessoa admirável de ponto de vista humano.
Por fim, uma palavra muito especial ao Prof. Francisco Salvado e à sua equipe chefiada pela Dra Filomena Coimbra que me fizeram uma reconstrução oral bem difícil e que , não duvido, se precisar de algo, lá estarão para me receber.
HSC