Há já bastantes dias em que os incêndios começaram a dominar as notícias. Aos do Continente, onde alguns chegaram a ameaçar habitações, seguiram-se os da Madeira que estiveram no centro das atenções e preocupações de todos nós.
Confesso que estranhei a
ausência da Ministra da Administração Interna, logo no inicio destes
acontecimentos. Nada.
Só a meio da semana
haveria de aparecer publicamente a anunciar um pedido de auxílio ao mecanismo
europeu de protecção civil.
O aparecimento ontem, de
fotos de Constança Urbano de Sousa numa revista social foram o rastilho para a
tornar alvo de duros ataques.
Logo
de seguida e com surpresa, confesso, leio que Constança Urbano de Sousa, a
Ministra da Administração Interna de turno, participara numa festa
social organizada por uma revista cor-de-rosa, enquanto os bombeiros
acudiam aos incêndios, esse drama nacional que insiste em não desaparecer e que
teve, este ano, contornos terríveis.
Ora ao invés do que muitos demagogicamente
vociferam, os titulares de cargos públicos têm, como qualquer outro
trabalhador, direito a descanso.
Mas, em momentos como este,
apesar do gozo desse justo e legítimo descanso, pede-se ao ministro da tutela,
o imediato aparecimento publico, para tranquilizar as populações e animar os
bombeiros. Numa ocasião destas exige-se uma disponibilidade permanente e uma
autoridade institucional.
E, mesmo quando a sua vida
pessoal lhe oferece e permite razões de alegria, o mínimo que se pode pedir ao MAI
é que tenha a sensibilidade de não a manifestar publicamente, sobretudo, quando
os profissionais sob sua tutela, diariamente arriscam a vida em prol da
segurança das pessoas e dos seus bens.
Em momentos como este pede-se
não só que a mulher de César seja a primeira a dar o exemplo, como a mostrar
que é esse exemplo que a torna digna de ocupar o lugar que lhe foi destinado. São
estes “mínimos” que Constança Urbano de Sousa jamais deve esquecer.
HSC






