quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A politização da mente e da alma

Portugal foi, durante muitos anos, um país apolitizado. O que não admira dadas as circunstâncias em que viviamos, sob a batuta de Salazar e posteriormente de Caetano.
Volvidas quatro décadas de revolução dos cravos, a politização das mentes e das almas é um dado adqurido. Todos opinam sobre tudo, todos sabem como "fariam ou como devia se feito", todos criticam e zurzem os que não praticam o mesmo credo. Pensar livremente passou a ser algo de muito mal visto, porque a norma é pertencer a um partido e pensar como ele. Dizer-se o que se pensa, e não querer pertencer a nenhuma seita partidária, nalguns casos chega mesmo a ser considerado crime...
De analfabetos passámos a tudólogos. E quando se abre a televisão, o que se pergunta é como se tornou possível dizer tanto disparate - sobretudo na área económico e financeira - em tão pouco tempo e ninguém reagir!
De facto, deve ser esta espécie de lavagem cerebral que a politica, qualquer que ela seja, faz às pessoas, através do que se convencionou chamar de disciplina partidária. É uma pena!

HSC

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

James Bond: shaken, not stirred



Confesso já. Não perco os filmes de James Bond, qualquer que seja o seu interprete. Nada a fazer. E nenhuma vontade de ser diferente.
Assim sendo, decidi ir à estreia do Spectre o  último filme do 007, interpretado por Daniel Craig, esse felizardo marido, na vida real, de uma excelente actriz chamada Rachel Weisz.
O filme não é melhor que o anterior. Mas conta com cinco minutos iniciais, que valem pela fita inteira. Por isso, aconselho a que todos os "bondistas" cheguem a tempo aos seus lugares...
A história não difere muito das precedentes e Craig continua também a ser o mesmo pedaço de mau caminho, com aquele seu ar de rural citadino, homem encorpado, que mais parece ter nascido na Baviera do que em Chester onde em 1968 viu a luz do dia!
A película - mesmo para o género - tem cerca de meia hora a mais. Devia ficar apenas nos 120 minutos e já era dose bastante. Mas, como sempre, vale a pena ser vista, porque é uma forma de filmar o suspense que mantém "entretido" o espectador que não vai ali à procura de altas filosofias. E isto apesar de ter deixado de enfatizar a célebre frase do seu protagonista, ao pedir um gin shaken, not stirred.
Se fosse o Prof Marcelo e desse classificações diria que, num universo de 0 a 5, a nova película de Bond se situaria nas 3,5 estrelinhas!


HSC 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Era uma vez o Indy


Ontem numa Fnac a abarrotar de gente - tanto gosto que tive em rever alguns rostos! - foi lançado o livro de Filipe Santos Costa e Liliana Valente, sobre o antigo semanário Independente.
Os apresentadores foram João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira. A escolha foi perfeita, já que se considera que um está à direita (?) e o outro está à esquerda (?) do chamado espectro partidário. Cada um deu, a seu jeito, a visão de um jornal, de uma história política, de uma época e de dois homens que, para o bem  e para o mal, agitaram as mansas águas da época.
Eu, feliz ou infelizmente, vivi essa época de forma bem diferente daqueles que fizeram o Indy e daqueles que o compravam. Com efeito, a visão daquela realidade, pelos olhos da mãe de um dos directores daria, creiam, só por si, um outro livro. Cheio de risos, seguramente, mas também com alguma dor à mistura. Foi um período bastante duro, sobretudo porque as fúrias de algumas pessoas recaíam sobre mim, que para além do laço familiar só lá tinha posto dinheiro.
Com efeito, as duas únicas vezes em que fui accionista do que quer que fosse, foram meras provas de amor maternal, dado que também fui accionista do JÁ, o outro jornal, do outro filho, o Miguel.
Voltando ao livro que irei ler atentamente, algo vos posso confessar: ontém, tantos anos volvidos, percebi melhor o que foi o Indy, o ambiente que nele se viveu e a gente que lá militava. O que me fez recuar alguns anos e sentir que tinha rejuvenescido sem precisar do bisturi!

HSC

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Estado da Arte


Iniciei, hoje, um novo blogue intitulado Estado da Arte, que pode ser encontrado em oestadodaarte.blogspot.pt. Para ele reservarei os assuntos que me interessam e que nada terão a ver com o mundo da política. Será, portanto, algo mais pessoal. E talvez possa dizer que tentarei escreve-lo ao sabor diarístico, de que tanto gosto.

HSC

Bons conselhos!


Tem graça e é útil!

HSC

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Autopromoção...

Amanhã, dia 4 de Novembro, estarei com a Cristina Ferreira e o Manuel Luis Goucha, na TVI, para falar dos meus CAMINHOS PARA DEUS, livro que neste dia também começa a ser vendido nas livrarias.

HSC

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O meu amigo Zeto


Vou, aos poucos - e como é natural -, perdendo os meus amigos. Agora foi o José Fonseca e Costa a quem me ligava um amizade de mais de cinquenta anos. Sempre nos uniu um sentimento muito especial que podia, em certa altura, ter-se tranformado noutro tipo de relação, se ambos não tivessemos a plena consciência de que se tal acontecesse, iriamos perder esse conluio que tinhamos, essa cumplicidade ora feita de palavras, ora feita de silêncios, ora feita de gestos de ternura.
Realizador de profissão, jurista que não chegou a ser, o Zeto era, sobretudo, um contador de histórias e um homem de amores, por quem muitos corações femininos se perderam.
Meu amigo e amigo dos meus dois filhos por igual, o Zeto - como eu lhe chamava -, era um anti sistema, um observador da sociedade, um militante de causas, que entrou e saiu do PCP, enfim, alguém cuja ausência e permanente irreverência me vai fazer muita falta.

HSC