sábado, 17 de outubro de 2015

A "nossa" Cila


A semana que agora findou foi agitada porque cairam nela uma série de "efemérides" às quais não só não podia como não queria faltar. Resultado, cheguei a este sábado com 100 anos... Mas alegrou-me tanto o que fiz, que não me posso queixar. Serei uma centenária satisfeita!
As festividades terminaram com uma ceia surpresa pelos "39 anos" da Cila do Carmo - que para o ano faz 38 -, onde estava a nossa GRUPA toda e mais não sei quantas pessoas que ao longo da minha vida encontrei, mas já não via há muito tempo. 
Foi um encontro cheio de alegria, em que as duas filhas da aniversariante organizaram um vídeo com depoiementos de todas as pessoas que foram importantes na vida da mãe e nos deram um belíssimo repasto que nos manteve juntos até às quatro da matina. E ainda houve quem por lá ficasse.
Se falo aqui no blogue deste tipo de acontecimentos é porque eles me permitem, cada vez mais, perceber e sentir, que o melhor da minha vida - para além da familia que Deus me ofereceu - são os amigos e a riqueza imensa que trazem ao meu quotidiano. Com uma vantagem suplementar, no meu caso, que é o facto de eu possuir dois grandes e distintos grupos e de uma boa parte deles terem idade para poder ser meus filhos.
A Cila ficou tão feliz que não conteve as lágrimas e chorou de alegria. E nós, abraçamo-la, demos os presentes, cantamos os parabens e como quaisquer crianças pequenas, batemos palmas. Se a isto se pode chamar felicidade, não sei. Mas que estávamos todos felizes, disso não há qualquer dúvida!

HSC

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Partido dos abstencionistas


Agora que já se encontram todos os votos contados, será que os políticos - esses iluminados que tudo sabem e sem os quais, dizem, não existe democracia - terão olhado com seriedade para o que significa este quadro de abstencionistas? É que ele representa o maior partido nacional...
E os donos da política - como os donos de isto tudo no passado - deveriam perceber que quaisquer que sejam as alianças que se façam à direita ou à esquerda, metade do país não quer saber delas. E, pior, mesmo em caso de a chamada maioria absoluta, que tanto se apregoa, ela pouco passa da um quarto dos cidadãos que essa élite pertende governar. 
Felizmente que há quem continue a acreditar que a democracia é o menor de todos os males!

HSC

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Viver a vida a amar


Sou muito amiga, há muitos anos, da Fátima Lopes. Essa amizade nasceu nos tempos da SIC, de uma mútua simpatia, já que ninguém nos apresentou. O tempo foi-a fortalecendo e hoje não precisamos de dizer muito para que cada uma saiba o que a outra pensa. E basta um telefonema para que a outra esteja lá para tudo o que for preciso.
Ontem, numa sala cheia de amigos, tive o gosto de apresentar o seu sexto livro "Viver a vida a amar" que acaba de sair. Não tem nada de comum com os anteriores e revela uma Fátima que nem todos conhecem, mas que fez uma longa caminhada não só no seu aperfeiçoamento pessoal como na forma como escreve.
O livro é um roteiro de vida de alguém que sempre se preocupou muito mais em "ser" do que em "parecer", em cuidar dos seus do que em esquece-los, em louvar  os amigos do que em ignora-los. É, enfim, um livro sobre o quotidiano de todos nós, que mostra que se o caminho se faz caminhando,  a vida se vive, amando!

HSC

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A entrevista


Cristina Ferreira pediu-me, amavelmente, que fechasse a sua série de entrevistas na TVI. Ando, por vontade própria, bastante arredada dos meios de comunicação televisiva. Com efeito, por muita cautela que se tenha, eles são sempre bastante invasivos. Acresce que, por outro, as minhas duas últimas experiências nesta matéria foram, a meu ver, uma prova de que as direcções das estações têm muito pouca consideração por quem lá trabalha. E como não tenho vocação para o martírio, registei o facto e fui à minha vida que, felizmente, tem muito por onde ser ganha.
Assim, quando veio o convite da Cristina fiquei indecisa porque , apesar deste contexto que descrevi, sou muito amiga de pessoas que trabalham nesta área. E a Cristina é alguem que muito estimo, como acontece com o Manuel Luis Goucha, a Fátima Lopes, o Daniel Oliveira ou o José Eduardo Moniz.
À excepção deste último - com quem, confesso, teria gostado muito de trabalhar quando ele me convidou, se tivessemos podido chegar a um acordo - todos me fizeram excelentes entrevistas.
Deste modo, quando veio o convite da Cristina, acabei por aceitar porque entendi que o desafio era grande e que ambas o podíamos ganhar. Julgo não ter errado.
A Cristina com o seu jeito suave de entrevistar conseguiu por-me a falar do privado sem jamais ferir o intimo. Fê-lo de forma impecável e deu à nossa conversa o intimismo indispensável. Por isso lhe estou muito grata.
Entretanto, recebi dezenas de telefonemas a dizerem-me do apreço que a entrevista lhes havia merecido. Este texto serve testemunhar o meu agradecimento à Cristina Ferreira e para relembrar que não há nunca boas entrevistas sem um bom entrevistador, no caso entrevistadora.
Bem haja Cristina, muito do mérito  que tenhamos tido é seu!

HSC

domingo, 11 de outubro de 2015

O medo

Todos nós, mais tarde ou mais cedo, experimentamos esse sentimento que apelidamos de medo e que, na maioria dos casos vem acompanhado de alguma ansiedade.
Embora não seja dada a grandes medos, já passei por alguns fortes, quase todos eles ligados às pessoas que amei ou amo. Mas sempre considerei que eles eram um teste ao nosso caracter, às nossas convicções, à nossa coragem, enfim, a nós próprios.
Talvez por tudo isto fujo dos médicos como diabo da cruz, à excepção daqueles que eu considero os meus anjos da guarda, e que conhecendo-me bem, sobretudo velam por mim.
Pois bem, nestes últimos dois meses apanhei um belo susto. Fui confrontada com a necessidade de uma pequena cirurgia e com a espera do resultado da mesma. Tive medo, sim. Em particular mais pelos que ainda precisam da minha ajuda - e dela ficariam subitamente privados - do que propriamente por mim, apesar de em relação a eles eu já ter tomado todas as disposições legais para que a minha vontade seja cumprida.
Mas descobri que há um outro medo possível, enorme, que é o de podermos ficar totalmente dependentes daqueles que nos rodeiam. E contra esse, pouco ou nada podemos fazer...nomeadamente quando se tem um único filho cuja é vida pouco propícia a este tipo de acontecimentos, por melhor filho que seja, e até é. 
Vivi, assim, estes dois meses de alguma angústia em total coincidência com a campanha eleitoral, calada que nem um rato. Valeram-me, uma vez mais, os amigos e essa força imensa que eles me transmitem. E consegui trabalhar, sair, divertir-me, como se nada se passasse. Ou seja, apesar do medo, ele não conseguiu vencer-me ou alterar a minha vida!

HSC

sábado, 10 de outubro de 2015

Políticos a fazer política...


Ferreira Fernandes é um jornalista com uma capacidade de análise invulgar e um enorme sentido do humor. Por norma não perco nada do que escreve e raramente discordo dele. Aconselho-vos vivamente a leitura da sua crónica de hoje no Diário de Notícias em 


Intitulada "Políticos a fazer política, nunca esperei", confesso-vos que julgo ser difícil fazer melhor!

HSC

Sergio Sousa Pinto demite-se



Sérgio Sousa Pinto demitiu-se do secretariado nacional do PS em ruptura com a estratégia de António Costa de tentar formar governo com PCP e Bloco de Esquerda. Sérgio Sousa Pinto defende que é a coligação que deve formar governo e prepara-se para falar na reunião da Comissão Política do PS marcada para a próxima terça-feira, onde explicará os motivos que o levaram à demissão.

Na sua página do Facebook, Sérgio Sousa Pinto escreveu esta semana:

"Aparentemente o BE e o PCP estão dispostos a viabilizar um governo do PS, um governo com menos deputados socialistas no Parlamento que a coligação de direita. Mas não estão disponíveis para integrar o governo e partilhar a responsabilidade de governar. O que se seguiria seria fácil de imaginar. Uns a pensar no país, outros a pensar na sua plateia, outros ainda a pensar em eleições e na maioria absoluta. A esta barafunda suicidária, sem programa nem destino certo, chamar-se-ia "governo de esquerda" - coisa que nem os eleitores do bloco desejaram, optando pelo partido do protesto histriónico (e agora fanfarrão). Um penoso caos que entregaria Portugal à direita por muitos anos. Mas talvez permitisse ao BE suplantar o PS. E não é essa a verdadeira agenda, velha de 40 anos, de quem se reclama "da verdadeira esquerda"? Talvez me engane".
                                      
                                                            In Jornal i

HSC