A expectativa nasce do desejo de controlar o futuro. Ela
alimenta-se de prazos, resultados e certezas. Quando criamos expectativas,
imaginamos como as coisas deveriam acontecer e, muitas vezes, colocamos
nelas a medida da nossa felicidade. O problema é que a expectativa depende do
que não está totalmente em nossas mãos. Por isso, quando não se cumpre, gera
frustração, ansiedade e desânimo.
A esperança, por outro lado, é mais profunda e resistente.
Ela não ignora as dificuldades nem nega a realidade, mas escolhe confiar, mesmo
quando o caminho é incerto. Enquanto a expectativa diz “vai acontecer do jeito
que eu quero”, a esperança diz “mesmo que não aconteça como imaginei, ainda há
sentido, aprendizagem e possibilidade”.
Passar da expectativa à esperança é um movimento de
maturidade interior. É aprender a soltar o controle sem perder a fé, a aceitar
que nem tudo será como planeamos, mas ainda assim pode ser bom, transformador e
necessário. A esperança não depende de garantias.Ela se sustenta na confiança
de que a vida pode surpreender de formas que vão além do que conseguimos
prever.
Quando deixamos as expectativas rígidas e cultivamos a
esperança, abrimos espaço para a paz. Continuamos a sonhar, mas sem nos
aprisionarmos a resultados específicos. Assim, mesmo diante das quedas,
permanecemos de pé, porque a esperança não está no que acontece, mas na forma
como escolhemos seguir.