quinta-feira, 4 de julho de 2013

A importância de ter memória

"Chega a ser chocante a falta de memória histórica em Portugal. Só isso explica que a RTP tenha feito ontem uma entrevista a Freitas do Amaral, a propósito da actual crise na coligação, sem nunca o confrontar com a sua longa experiência nesta matéria. Com efeito, o fundador do CDS foi responsável pelo fim de duas coligações enquanto presidente dos centristas: em 1978, com o PS de Mário Soares, ao fim de escassos sete meses de frágil exercício governativo (abrindo caminho a três executivos de iniciativa presidencial), e outra em 1982, com o PSD de Francisco Balsemão, após 20 meses de um penoso mandato que deixou profundas cicatrizes na direita (e deixando o País à beira do colapso financeiro, o que viria a provocar a segunda intervenção do FMI em Portugal).
Sem ser confrontado com estes factos, que são todos do domínio histórico, Freitas do Amaral lá foi distribuindo ralhetes aos actuais responsáveis políticos por esta "telenovela", alardeando uma superioridade moral que obviamente não tem nesta matéria. As coisas são o que são".
(Pedro Correia no blogue Delito de Opinião)

O Prof. Freitas do Amaral teria gostado de ser Presidente da República. Quem sabe não alberga, ainda, no seu coração, a mágoa desse gosto insatisfeito. Disso tratará o seu cardiologista. Já a perda de memória selectiva é algo para que não há cura possível...

HSC

20 comentários:

Dalma disse...

Os brasileiros têm este dito popular: " não te preocupes, o jornal de hoje está a embrulhar o peixe amanhã"!! Isto diz tudo... Já ninguém se lembra,como deve ter acontecido com a jornalista que entrevistou F do A, ou então não interessava lembrar!

Fatyly disse...

Subscrevo porque infelizmente existem imensos desmemoriados...e mais valia estarem calados.

Esta telenovela há-de acabar como acabaram as outras referidas...mas é cansativo este turbilhão de informações que não nos elucidam em nada e as imagens são sempre as mesmas...caros a entrar e a sair, apertos de mão...sabe Dª. Helena vou entrar novamente em jejum de televisão:)

Um abraço

Anónimo disse...

Concordo e trata-se de mais um caso de memoria selectiva da parte do dr F. do Amaral.
L.L.

irene alves disse...

Fez bem lembrar. Eu aqui venho
à procura do que a D. Helena
nos tem para dizer, apenas isso.
Todo o respeito por si e muita
amizade.
Bj.
Irene Alves

Mar disse...

Infelizmente a memoria é curta, principalmente quando se "atiram pedras" aos outros. As justificações para os nossos actos existem sempre e as nossas são sempre validas. Que a preocupação seja elevar Portugal e não arrastá-lo para o "fundo mais fundo do buraco"...

Luisa disse...

O Prof Freitas do Amaral desiludiu-me quando se aliou ao PS. Desde então, vejo-o sempre com pouca consideração.
Luísa Moreira

Anónimo disse...

Freitas do Amaral, nessa entrevista, ficava-lhe bem abordar essas situações. Consegue iludir os mais novos, a mim e muitos outros, não ilude não. Lembro muito bem desses tempos! Já agora, é curioso verificar que por algum motivo, o CDS é campeão em abrir crises. É uma virtude!

DD disse...

O nosso jornalismo está cada dia mais pobre. Vive de manchetes sem qualquer correspondência com a realidade.
Quanto aos comentadores parecem-me vendedores "da banha da cobra" e / ou videntes.

Rosário Soveral disse...

Descobri este blog há pouco tempo e aprecio-o muito.
O país está a viver uma situação muito difícil e para a senhora D. Helena, como portuguesa e como mãe, deve ser duplamente difícil.
Acredito no Dr. Paulo Portas, na sua honestidade e na força das suas convicções, mais fortes dos que as de muitos, como o Dr. Freitas do Amaral, que além de ter a memória curta nem navegado entre partidos.
Acho que há situações em que se age de uma forma inesperada, para todos. é o que deve ter acontecido. Bento XVI demitiu-se, não foi? E tinha razões. E o mundo não acabou. E ninguém se atirou a ele por o ter feito, apenas os integristas e o secretário de João PauloII.
Há situações em que há um grito de alma face á violência interior que nos é imposta pelo exterior.

Anónimo disse...

Apoiado!!!

João Eduardo disse...

Pois é, esta gente (a que chamo papagaios) pensam que temos memória curta ! Deveriam ter vergonha quando abrem a boca !

AL disse...

É verdade e foi grava. O que agora aconteceu é muito mais grave e tenho pena de ter de acusar o CDS.

zia disse...

Vira o disco e toca o mesmo.
O Prof. Freitas do Amaral´agiu nessas alturas consoante as circunstâncias da época. E não esta sozinho!...
Um abraço,
lb/zia

Virginia disse...

Não gosto desta expressão, mas há pessoas "que não se enxergam", não consigo ouvir Freitas do Amaral e lembro-me com mágoa do desgosto que tive quando ele não foi eleito para PR. Como é que uma pessoa muda assim em poucos anos.

Deve ser horrível para si, ver esta gentinha mandar bocas sobre a situação....

Mas tenho esperança de que a situação vai acabar bem.

Estou a ouvir Pires de Lima. Este sim, vale a pena ouvir.

Anónimo disse...

Os chamados jornalistas, com raríssimas excepções, não fazem o trabalho de casa... e este é um bom exemplo. É tudo mediático, leviano, superficial, sem contraditório... Estudar a História dos últimos trinta e nove anos dar-lhes-ia muito trabalho e, como ganham o mesmo estudando, ou sendo ignorantes... ficam ao serviço de inúmeros interesses...

Maria disse...

Umas vezes acho que o povo têm memória curta, outras, parece- me propositado tê-la curta, porque assim disfarçam a sua capacidade de coerência. Opinam sem fundamento, esforçam-se por nos confundir, defendem a sua dama, e atiram culpas aos outros. Falta à maioria inteligencia, experiência politica, e menos casmurrice. Este governo nâo é uma fusão mas sim uma coligação, e é assim que deve funcionar, devem haver cedências e compromissos estabelecidos cumpridos. Se assim não for, um murro na mesa faz sentido. Com gente de boa fé o diálogo é possivel e o entendimento também. Haja juízo e menos interesses partidários para não pormos tudo a perder.
Um abraço carinhoso,
Estou do seu lado, Helena.
Carmen

Ailime disse...

Dra. Helena Sacadura Cabral,
Apenas um abraço solidário.

Helena Sacadura Cabral disse...

Aos anónimos
Não corto por sistema comentários. Até hoje cortei dois. Mas não tenho vocação para ser insultada. Portanto, quem quiser, a partir de hoje, bolsar o seu ódio contra o meu filho terá de faze-lo noutro lugar.

Anónimo disse...

Querida Helena,

Um beijinho pra si,

Isabel BP

Anónimo disse...

Drª. Helena S Cabral,muito bem!

Acima da mãe do político está a mãe,simplesmente.
E,como uma mãe leoa,defende a sua cria de tudo e todos,é um orgulho,e não me espanta,a sua atitude...bem haja!

Ás vezes temos de pisar lama e exterco,para emergir do caos.E é essa a grande caminhada da vida.
Acredito que o dr.PP o faz com umas valentes galochas á prova de maldizentes.

(Até no mais belo jardim,nascem ervas daninhas tentando dar cabo das belas flores.)

Mas,eis que surge um bom "jardineiro" que sabe separar os vermes das lindas flores.

A Sr.ª com a Graça de Deus,tem um Jardim Magnífico,e é esse que sei que rega e cuida.

Quanto aos "vermes", esses acabam consumidos no próprio "bolsar". Tristes almas.

Li algures que: "com as pedras que me atiram,construo castelos!"

Deve ter um castelo de sonho,eu também tenho um do qual me ORGULHO!

Sininho