sábado, 10 de novembro de 2012

Ainda Obama


"...Quer tenham ou não votado em mim, eu escutei-vos, aprendi convosco. Fizeram de mim melhor presidente. Com os vossos relatos, e com a vossa luta, regresso à Casa Branca mais determinado e mais inspirado que nunca para o trabalho que há a fazer e o futuro que nos espera. (...) O melhor está por chegar..."

"...Nunca tive maior esperança nos Estados Unidos do que agora. Peço-vos que mantenham essa esperança. Não falo de um optimismo cego, do género de esperança que ignora a gravidade das tarefas que temos pela frente ou dos obstáculos no nosso caminho. (...) Sempre acreditei que a esperança é esse sentimento obstinado dentro de nós que persiste em acreditar, apesar de todas as provas em contrário, que algo de bom nos aguarda enquanto mantivermos a coragem de seguir em frente, trabalhando, lutando, conseguindo..."

"...Este país tem mais riquezas que nenhum outro, mas não é isso que nos faz ricos. Temos o exército mais poderoso da História, mas não é isso que nos faz fortes. As nossas universidades, a nossa cultura são invejadas no mundo, mas não é isso que leva o mundo a procurar-nos. O que torna a América excepcional são estes vínculos que mantêm unida a nação mais multifacetada do planeta..."

Estes excertos foram retirados do post de Pedro Correia, no Delito de Opinião, e mostram bem o que "deve ser" o discurso inteligente e mobilizador do Presidente recentemente eleito para governar, nos próximos quatro anos, os Estados Unidos da América.
Acompanhei com muito interesse a campanha através das televisões estrangeiras. Escutei com muita atenção os debates. E não sendo obamista, reconheço-lhe esse espantoso dom de saber comunicar. Mesmo que seja aquilo que os outros escrevem.
O Partido Republicano, por seu lado, necessita de se tornar apelativo para novos segmentos do eleitorado, nomeadamente os hispânicos, que se têm vindo a destacar numa série de áreas que lhes dão notoriedade. 
Embora minoritária, existe no Partido uma ala radical que tendo  uma ideologia sectária e ultra-conservadora, pode atrair a sua base, mas não chega para ganhar eleições. E mesmo que venha a ter algum protagonismo entre os Republicano, dificilmente será aceite pelo eleitorado. 

HSC


5 comentários:

Anónimo disse...

o obama não pode fazer milagres só, mas tem a esperança e a grande vontade de mudar estruturas e políticas muito reacionárias, e pouco ou nada esclarecidas.
lá, apesar de ser um país rico, existe muita miséria humana e social.
o facto de ser negro é uma grande mais valia onde ainda existe tanto racismo (vivi na califórnia, new york e carolina do norte)!
assim nós tivessemos a cultura da esperança...
um forte abraço,
lb/zia

~inês disse...

Eu gostava de ter um presidente assim...

Fatyly disse...

"reconheço-lhe esse espantoso dom de saber comunicar. Mesmo que seja aquilo que os outros escrevem."

Não sei se serão outros que escreveram ou se serão palavras suas em discurso sem ponto...mas que transmite ESPERANÇA E ESPIRITO DE UNIÃO E FORÇA DE VONTADE DE IR EM FRENTE E LUTAR...lá isso transmite.

É precisamente "este ponto chave" que falta ao nosso Presidente e sobretudo aos nossos políticos para não falar em todos da UE que em vez de esperança transmitem desânimo, medo, pavor...e com isso as respectivas consequências que infelizmente já dão frutos!

Um beijo e obrigado pela partilha

Anónimo disse...

Boa noite! pelo post que vi em cima fiquei com a sensaçao que nao gosta do obama.. Alguma razão ? Ou apenas nao sente confiança?
Beijo

Raúl Mesquita disse...

Cara Helena:

Sim, este discurso é bom. Os "romanos" precisam de discursos. Tem razão. Nós não temos nada, nem discursos bem feitos, daí mergulharmos num desespero sem saída, devido ao fado (que tanto gosto em música) e a políticos medíocres e a alguns maus (digo, mal formados).

Comentei, naturalmente, os seus dois posts últimos, incluindo o da esperança. Para respirar, quando posso, também vou lá fora.

A arma da pena foi aquela em que fui, como a Helena, educado. Pergunto: a maioria sabe ainda ler?

Raúl.