sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais outro...

Às vezes pergunto-me como sobrevivem os portugueses à enxurrada de notícias negativas a respeito da situação do seu país. É que não há dia em que um qualquer meio de comunicação social, ou mesmo todos, não façam mais um aviso do que "ainda" falta acontecer... Eu própria, aqui neste blogue tenho dificuldade em me defender e defender os que me possam ler.
Porque, para quem tem formação económica, como é o meu caso, a preocupação é maior dado que sabe o que está pos detrás de certos chavões técnicos utilizados para fazer deglutir o que, por si, já é bastante indeglutível.
Agora foi a vez da Ernest & Young, que prevê para a economia nacional, este ano, uma quebra de 1% e antevê para 2011 um agravamento para os 1,5%. Tudo por causa da revisão, em baixa, do PIB, causada pela forte quebra verificada no investimento e pela menor expansão das exportações decorrentes das vicissitudes que o nosso maior mercado, a Espanha, está atravessar.
Fico-me por aqui em dados estatísticos, porque todos sabemos o que isto arrasta consigo, nomeadamente no emprego.
Apenas pergunto de que é que estamos à espera para mudar de vida e de rumo, quando a evidência mostra que o que estamos a seguir não serve?

HSC

3 comentários:

voz a 0 db disse...

Como sobrevivem os portugueses? Ora deixa-me pensar... sobreviver... ah... já sei... compram telemóveis!
"No primeiro trimestre de 2010 venderam-se quase 14 mil telemóveis por dia, o que totaliza 1,24 milhões de equipamentos vendidos neste período"
Fica aqui a ligação para a notícia completa

Anónimo disse...

Lembra-se do efeito moralizante da estória do Horácio um rapazito de 14 anos que era pastor e gritava acudam vem lobo? Até que o lobo apareceu e ninguém acudiu...
O rapaz salvou-Se...

Será bom prelúdio?!...

E a nossa assembleia como cenário privilegiado de paint ball e apesar das cores em arcos iris armas de arremesso os jogadores embora borratados têm saído ilesos...

Pois ...

Também nem a mim convenço.
Isabel Seixas

carolina disse...

como sobrevivem os portugueses? é um bom mote para uma conversa enervante e cheia de demagogias, populismos inuteis e irritantes... aparecem estudos que dizem que os portugueses até preferem ter TV cabo(imagine-se!!!) parece que os tais portugueses estudiosos e moralistas nem sequer imaginam o que é trabalhar afincadamene 12 a 14 horas por dia, com gosto, com paixão e no final do mês??... surpresa apenas têm dinheiro para a roupita (nos chineses) comida (no lidl) e para pagar a luz, a agua e o gas porque isso de ter telefone e internet é só para os outros ( mas quais os que trabalham mais....???? desculpem deve haver engano) ouvi dizer que nos tempos duros da ditadura dizia-se que aos pobres bastava pão e azeitonas... mas então se é isso avisem-nos! eu pensava que haviamos evoluido que o nosso árduo trabalho nos trouxesse a dignidade de uma vida confortável sem despesismos, sem esbanjamento, mas digna... Que bom ganhar o suficiente para ir uma vez por semana ou quiçá de 15 em 15 dias ao cinema, de vez em quando ao teatro, comprar um livro ou dois por mês! mas isso não! isso é só para quem trabalha??? desculpem para quem??? não é para quem trabalha, a estes lhes é exigido que trabalhem muito, produzam muito, para no final do mês pagar a água a luz comer pão e azeitonas, esquecer a tv cabo, a internet, o telemovel, o cinema, o teatro então!! e os livros, no natal quem sabe... essas coisas são apenas para os outros os tais que acham que ao povo chega pão e azeitonas, tanta demagogia fica mal e enjoa, quem trabalha e trabalha a sério e passa o dia a ouvir falar de crise e de que a quem a vai pagar. Quem trabalha tem direito e merece mais do que pão e azeitonas, merece ganhar o suficiente para manter a sua familia e ter TV por cabo, internet, ir ao cinema, comprar livros e ter uma semana de ferias por ano com os seus, quem trabalha merece isso, não me digam o contrario. Se o mundo tal como o conhecemos está a desabar essa é outra história! Mas a culpa não é certamente de quem trabalha com a ambição de ter uma vida confortável! A mensagem que isto tudo está a passar é que trabalhar não compensa.Não sou economista com muita pena minha porque assim talvez fizesse parte das pessoas que compreendem como é que pagando maus salários e explorando o trabalho se consegue imprimir animo e vontade de produzir!