terça-feira, 14 de julho de 2009

Os cinquenta anos...

O último Nouvel Observateur é dedicado aqueles que têm mais de cinquenta anos. A chamada de capa é glamorosa e diz "A 50 ans tout est possible".
Não será inteiramente verdade - por norma já não se será mãe, por exemplo - mas encerra toda uma filosofia de vida com a qual me identifico plenamente e que tem sido a minha ao longo dos anos. Quando era nova olhavam-me de soslaio. Hoje julgo merecer a admiração de algumas dessas pessoas.
A idade pode tirar-nos um certo poder de sedução física, mas também faz com que gozemos muito melhor cada centímetro do nosso corpo, finalmente libertas de preconceitos. E sem ter de provar nada a ninguem.
Se formos inteligentes, a idade pode ser uma arma de imensa sedução para todos aqueles que, com sabedoria, ultrapassaram a sofreguidão dos verdes anos e gozam essa espécie de calmaria fogosa que se lhe segue.
Sei, felizmente, do que falo. No meu tempo fui janota e não era estúpida. Hoje sou uma mulher de idade, madura, segura, para quem as rugas nunca foram inibitórias do que quer que fosse. E que jamais desistiu de viver a sua vida.
Talvez por isso me regalou a ideia do Obs, tido como magazine de referência, de abordar este tema. No feminino e no masculino. Sem peias ou intelectualismos de classe.
Sabem que mais? Comecei a fazer uma lista dos homens e das mulheres de mais de cinquenta anos e com poder de sedução. O que eu descobri, Deus meu!
Só por esta magnífica lista, valeu a pena...
H.S.C

13 comentários:

Blondewithaphd disse...

Os 50s são os novos 40s e os 40s os novos 30s. No meu "verde" caso, de longe, mas de longe, os meus 30s do que os tristes 20s. E acho que vou dar uma quarentona e pêras! Isto tudo para dizer que a idade é uma dádiva maravilhosa.
Já agora, as minhas melhores amigas são ambas cinquentonas: calmas, doces, têm a aura da experiência (não sei explicar, é a força transcendente que quem passou pela Vida e deixou a Vida passar por si) e a Mãe morreu no auge dos seus 50s. Tenho grande, enorme estima pelos 50s.

Pedro Lopes disse...

descobrir é bom :-)
:-)

Helena Sacadura Cabral disse...

Minha querida blonde aos 51 casei eu, de novo!

Blondewithaphd disse...

Bem... eu descasei-me agora nos 30s. É sempre bom saber estas coisas:)

Anónimo disse...

Este Post anima! Sobretudo àqueles que completaram os 50 anos. É verdade, já pertenço ao clube. Ao contrário de alguns não comemorei. Não tenho pachorra para esse tipo de “ajuntamentos”, ainda por cima saem caro, a nós e aos outros que arrastamos para se nos juntarem nesses festejos. Não alinho. Limitei-me a ir, “com quem devia”, jantar fora. Há malta que adora este tipo de festas. Os 30, 40, 50, 150, 230 e por aí. No meu caso, pus-me a pensar para com os meus botões: “então pá, como te sentes? Bem disposto? Com vontade de continuar a viver esta divertida vidinha? Planos sempre? E acabei por concluir que “estes já ninguém me os tira, nem o Todo-Poderoso”, que a vida vale muito a pena, havendo saúde (e sem constrangimentos financeiros, infelizmente nos tempos que correm muitos sofrem este flagelo!), que ainda tenho planos e, ao descobrir uns cabelitos cinzentos por cima das orelhas, até lhes achei piada. Já sou “um senhor”, tenho “umas grisalhas!” Naturalmente que teremos sempre de ter em devida consideração que ter 50 é uma coisa, 30 outra. Por exemplo, “recomendar-se-á, talvez, um pouco mais de cuidado com o nosso canastro”, coisa em que sou algo “desatento”, visto, por exemplo, não resistir a determinadas tentações do palato. E quanto a sentimentos, a Helena tem toda a razão. Nunca é tarde para amar. E com força. Concordo. Para trás, só olho para os bons momentos e aqueles que me ensinaram alguma coisa, ou seja, a prevenir-me para o presente e o futuro. Tão só. Não gosto de saudosismos bacocos. Um amigo meu, comentava-me, com alguma “tristeza saloia”, outro dia, que depois de fazer 50 se achava “transparente”. Com isto, queria dizer que “as pequenas na casa dos 30” já não reparariam tanto nele. Extraordinária reflexão, aquela, pensei! Como andava preocupado, dei-lhe um conselho: “se olhasse em volta, com um pouco mais de atenção, se calhar ainda registaria que haveriam uns olhos entre os 40 e 50 tão interessantes como esses de 30, que dedicasse pois alguma parcimónia ao assunto e caso se lhe deparasse um número desses interessante, que não o desperdiçasse!”. Soube, recentemente, que encontrou alguém por essa faixa etária e está feliz e contente. As pessoas ás vezes gostam de complicar aquilo que é relativamente simples! A terminar, não trocaria essa “belíssima cinquentona” aqui do Post por muitas trintonas que conheço, por exemplo. Uma amiga minha, “ex-do-peito”, fez recentemente 50. Mandei entregar-lhe um ramo de 50 rosas (vivemos em locais distantes) com poucas palavras: “Minha querida, recomeça a vida, olha que vale bem a pena!” Ficou sensibilizadíssima, prometendo dar-me uma beijoca amiga quando nos voltássemos a encontrar. Está feliz e eu por ela. Da vida, só tenho medo de uma má-morte (já meti uma cunha ao Criador para ver “se o assunto, uma vez chegado o momento, possa ser tratado com a desejável rapidez!”). Nada mais, daí fazer tenções de a gozar o melhor que sei e posso, mesmo com algum prejuízo do me canastro. Hoje já há muito medicamento que ajuda a “amenizar” esses eventuais, mas apelativos “maus-tratos”. E uma vez por outra, quer excessos, quer medicamentos, não fazem mal, antes pelo contrário. Viver com mil cuidados não é vida é sinecura. Pelo menos na minha jovial opinião. Nada como vive-la “em pecado controlado!” É assim que a vivi e vou continuar, gostosamente, a viver.
P.Rufino

Helena Sacadura Cabral disse...

Blonde amiga, durante um tempo limite-se a ver. Depois a provar para ver se, finalmente, vale a pena degustar. E então casar!
Claro que há sempre quem abrevie os prazos. Mas não é o ideal...

Marisa Coutinho disse...

Cara Helena, subscrevo o provar, degustar e depois.... namorar (casando ou não), muito, sempre! Eu casei muito cedo e divorciei-me cedo também. Ainda não cheguei aos trinta mas tenho um relacionamento há dois anos com um quase cinquentão, que não só se mantém fisicamente sedutor, como a sabedoria, a alegria de viver e a experiência de uma vida cheia de emoção me deliciam e encantam. É incrível a paz e a saudável turbulência que me provoca.
Obs.: Assim como a Blonde, também eu acho que vou dar uma quarentona e pêras!

TERESA SANTOS disse...

E que tal postar a dita listinha dos cinquentões charmosos?!

Abraço

Helena Sacadura Cabral disse...

Teresa se eu publicasse a lista era um maremoto...

Abraço

Helena Sacadura Cabral disse...

Casar não obriga a papel passado. Nem a papel futuro...
E vai dar uma quarentona e peras, porque acreditar é o primeiro passo para se ser!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

estou totalmente de acordo, embora não rejeitase a hipótese de recuar uns anitos. O importante é sabermos envelhecer- o que não é realmente fácil.

O Cigarrilha disse...

'um maremoto'....:)

abreijos/saúde

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu cigarrilha preferido, adoro e vou passar a usar os "abreijos". Lindo e poético!

Abreijos de volta