domingo, 24 de março de 2013

Uma instalação viva


Esta é uma verdadeira instalação artística com modelos vivos. Consta que o MOMA está muito interessado na peça que pretende dar a conhecer aos nova iorquinos. As negociações não estão a ser fáceis dada vivacidade dos componentes...

HSC

Nota: Aquela série de três fichas eléctricas junto ao chão não me parece estar de acordo com as regulamentações internacionais. Vai daí, ainda pega fogo à instalação...

sábado, 23 de março de 2013

Na morte de Bebo Valdes

Bebo Valdés morreu ontem aos 94 anos. Foi, é e será uma das minhas referências no gosto que nutro pelo jazz. Aqui fica um pequeno tributo!

HSC

Da indiferença... e do humor


"Always forgive your enemies; nothing annoys them so much." Oscar Wilde

Esta frase que tirei de um dos meus blogues de eleição, o Timtim no Tibet, fez-me lembrar a de um amigo, grande filósofo, que costumava dizer que "nada é pior do que a indiferença".
Por razões várias tenho pensado muito acerca deste assunto. Já aqui disse que não sei viver em conflito. Nem interior, nem exterior. Morro aos poucos, se for submetida a essa provação.
Um tempo houve na minha vida, lá nas calendas romanas, em que tive de passar por essa experiência, que só aguentei para salvaguardar valores maiores do que o meu equilíbrio pessoal. 
Nunca mais tal se repetiu, porque, ao intuir qualquer tipo de conflito que possa avizinhar-se - e eu sou melhor do que Gaspar a prever - ele é morto à nascença. E, garanto-vos, sou habilíssima nesse género de assassínio sem corpo de delito.
Perguntar-me-ão como? Pela mais absoluta indiferença e pelo mais apurado sentido do humor de que sou capaz. Sei, assim, por experiência própria, que nada liquida mais e melhor, do que a impassibilidade e a ironia. 
Foi com estas duas armas que sempre geri as singularidades familiares. É com elas que olho, hoje e agora, o momento que atravessamos. E cuja prática aconselho vivamente a todos aqueles que queiram sobreviver á original  forma de democracia que temos...

HSC 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Voltei, Voltei

Como costuma dizer-se na gíria popular, a bom entendedor meia palavra basta...

HSC

Há tardes felizes


«Este livro é um preito singelo de quem vê nas árvores um código universal de respeito pela vida e nelas encontra civilidade, paz, ágape, sensualidade. Escolhi trinta delas e convidei-as, com a minha ajuda, a apresentarem-se ao leitor. Com alforria, sem constrangimentos, cada uma delas descreve-se na forma, na essência e nas circunstâncias. E revela-se nas envolventes relativas à sua família botânica, mas igualmente em pinceladas da sua relação com a cultura popular, a arte nas suas diferentes expressões, a poesia e a literatura, as religiões e as tradições, a toponímia e a onomástica, a história e outras abordagens. Porque, afinal, a vida é tudo isto, mesmo para uma árvore.»

Estas são palavras de Bagão Felix, a propósito do seu último livro cuja capa reproduzimos acima. O vermelho das letras é uma singela homenagem ao Benfica, outra das suas grandes paixões!
Estava uma tarde lindissima e a apresentação, completamente original, decorreu como uma aula ao ar livre, com António Bagão Felix a percorrer as "suas" árvores do Jardim Botânico, seguido por um mar de amigos que o ouviam com toda a atenção. Terminaria já no interior, com uma bela sessão de poesia falada por actores dos Artistas Unidos. 
A olaia da sua casa no Alentejo terá sido o mote para o arranque desta obra organizada alfabeticamente, para não ferir susceptibilidades destas suas criaturas tão idiossincráticas, como ele explica. 
Umas mais solidárias, outras mais garbosas, o autor vai partilhando as respectivas histórias ao longo dos séculos - na sua relação com as religiões, artes, poesia, onomástica, toponímica e crenças populares -, conferindo a cada uma delas particular significado.
Creio que merecem uma referência especial as palavras de agradecimento de António Bagão Felix, que considera esta sua capacidade de olhar o mundo arborizado como uma dádiva divina. A mim comoveram-me particularmente, vindas deste homem cuja visão holística do mundo nunca me deixa indiferente.
Foi, de facto, uma tarde serena, diria mesmo feliz, neste imenso turbilhão do nosso dia a dia!

HSC

quarta-feira, 20 de março de 2013

Eça IV


“Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência.
A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.”
In “Citações e Pensamentos” de Eça de Queirós».