HSC
Análise séria e acutilante, humorada ou entristecida, do Portugal dos nossos dias, da cidadania nacional e do modo como somos governados e conduzidos. Mas também, um local onde se faz o retrato do mundo em que vivemos e que muitos bem gostariam que fosse melhor!
segunda-feira, 25 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
Uma instalação viva
Esta é
uma verdadeira instalação artística com modelos vivos. Consta que o MOMA está
muito interessado na peça que pretende dar a conhecer aos nova iorquinos. As
negociações não estão a ser fáceis dada vivacidade dos componentes...
HSC
Nota: Aquela série de três fichas eléctricas junto ao chão não me parece estar de acordo com as regulamentações internacionais. Vai daí, ainda pega fogo à instalação...
Nota: Aquela série de três fichas eléctricas junto ao chão não me parece estar de acordo com as regulamentações internacionais. Vai daí, ainda pega fogo à instalação...
sábado, 23 de março de 2013
Na morte de Bebo Valdes
HSC
Da indiferença... e do humor
"Always forgive your enemies; nothing annoys
them so much." Oscar Wilde
Esta
frase que tirei de um dos meus blogues de eleição, o Timtim no Tibet, fez-me
lembrar a de um amigo, grande filósofo, que costumava dizer que "nada é
pior do que a indiferença".
Por
razões várias tenho pensado muito acerca deste assunto. Já aqui disse que
não sei viver em conflito. Nem interior, nem exterior. Morro aos poucos,
se for submetida a essa provação.
Um tempo houve na minha vida, lá nas calendas romanas, em que tive de passar por essa experiência, que só aguentei para salvaguardar valores maiores do que o meu equilíbrio pessoal.
Um tempo houve na minha vida, lá nas calendas romanas, em que tive de passar por essa experiência, que só aguentei para salvaguardar valores maiores do que o meu equilíbrio pessoal.
Nunca
mais tal se repetiu, porque, ao intuir qualquer tipo de conflito que possa
avizinhar-se - e eu sou melhor do que Gaspar a prever - ele é morto à nascença. E,
garanto-vos, sou habilíssima nesse género de assassínio sem corpo de
delito.
Perguntar-me-ão como? Pela mais absoluta indiferença e pelo mais apurado sentido do humor de que sou capaz. Sei, assim, por experiência própria, que nada liquida mais e melhor, do que a impassibilidade e a ironia.
Perguntar-me-ão como? Pela mais absoluta indiferença e pelo mais apurado sentido do humor de que sou capaz. Sei, assim, por experiência própria, que nada liquida mais e melhor, do que a impassibilidade e a ironia.
Foi com
estas duas armas que sempre geri as singularidades familiares. É com elas que
olho, hoje e agora, o momento que atravessamos. E cuja prática aconselho
vivamente a todos aqueles que queiram sobreviver á original forma de
democracia que temos...
HSC
quinta-feira, 21 de março de 2013
Há tardes felizes
«Este livro é um preito singelo de quem vê nas
árvores um código universal de respeito pela vida e nelas encontra civilidade,
paz, ágape, sensualidade. Escolhi trinta delas e convidei-as, com a minha
ajuda, a apresentarem-se ao leitor. Com alforria, sem constrangimentos, cada
uma delas descreve-se na forma, na essência e nas circunstâncias. E revela-se
nas envolventes relativas à sua família botânica, mas igualmente em pinceladas
da sua relação com a cultura popular, a arte nas suas diferentes expressões, a
poesia e a literatura, as religiões e as tradições, a toponímia e a onomástica,
a história e outras abordagens. Porque, afinal, a vida é tudo isto, mesmo para
uma árvore.»
Estas são palavras de Bagão Felix, a propósito do seu último livro cuja capa reproduzimos acima. O vermelho das letras é uma singela homenagem ao Benfica, outra das suas grandes paixões!
Estava uma tarde lindissima e a apresentação, completamente original, decorreu como uma aula ao ar livre, com António Bagão Felix a percorrer as "suas" árvores do Jardim Botânico, seguido por um mar de amigos que o ouviam com toda a atenção. Terminaria já no interior, com uma bela sessão de poesia falada por actores dos Artistas Unidos.
A olaia da sua casa no Alentejo terá sido o mote para o arranque desta obra organizada alfabeticamente, para não ferir susceptibilidades destas suas criaturas tão idiossincráticas, como ele explica.
Umas mais solidárias, outras mais garbosas, o autor vai partilhando as respectivas histórias ao longo dos séculos - na sua relação com as religiões, artes, poesia, onomástica, toponímica e crenças populares -, conferindo a cada uma delas particular significado.
Creio que merecem uma referência especial as palavras de agradecimento de António Bagão Felix, que considera esta sua capacidade de olhar o mundo arborizado como uma dádiva divina. A mim comoveram-me particularmente, vindas deste homem cuja visão holística do mundo nunca me deixa indiferente.
Foi, de facto, uma tarde serena, diria mesmo feliz, neste imenso turbilhão do nosso dia a dia!
HSC
Estava uma tarde lindissima e a apresentação, completamente original, decorreu como uma aula ao ar livre, com António Bagão Felix a percorrer as "suas" árvores do Jardim Botânico, seguido por um mar de amigos que o ouviam com toda a atenção. Terminaria já no interior, com uma bela sessão de poesia falada por actores dos Artistas Unidos.
A olaia da sua casa no Alentejo terá sido o mote para o arranque desta obra organizada alfabeticamente, para não ferir susceptibilidades destas suas criaturas tão idiossincráticas, como ele explica.
Umas mais solidárias, outras mais garbosas, o autor vai partilhando as respectivas histórias ao longo dos séculos - na sua relação com as religiões, artes, poesia, onomástica, toponímica e crenças populares -, conferindo a cada uma delas particular significado.
Creio que merecem uma referência especial as palavras de agradecimento de António Bagão Felix, que considera esta sua capacidade de olhar o mundo arborizado como uma dádiva divina. A mim comoveram-me particularmente, vindas deste homem cuja visão holística do mundo nunca me deixa indiferente.
Foi, de facto, uma tarde serena, diria mesmo feliz, neste imenso turbilhão do nosso dia a dia!
HSC
quarta-feira, 20 de março de 2013
Eça IV
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“Diz-se geralmente
que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo,
pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem
poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga
liberdade, e inaptos para a independência.
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A nossa
pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para
tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como
para uma Providência sempre presente.”
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In
“Citações e Pensamentos” de Eça de Queirós».
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