quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quanto mais ricos...


Amanhã vai ser debatido publicamente um estudo da Universidade Católica Portuguesa e do Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano, que revela que as pessoas que recebem mais de 4 mil euros por mês são tão infelizes como aquelas que recebem menos de 500, e que conclui que quanto mais ricos e instruídos, menos solidários são os portugueses. 
O estudo revela ainda que os possíveis culpados deste quadro social poderão ser a educação orientada para o carreirismo e o individualismo que lhe está subjacente.
Ora aqui está algo que nos deverá fazer pensar, no actual estado de crise em que vivemos, na sociedade que pretendemos deixar aos nossos netos. Porque é deles que, verdadeiramente, já se trata.


HSC

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O preço do amor!


De facto, quando se é político, não se tem mesmo vida privada. E, quando, como no caso de Hollande, se misturam os dois lados, o resultado é uma grande confusão.
Na verdade, sendo o Presidente solteiro, ao levar para o Eliseu a namorada, e ao atribuir-lhe funções oficiais, dificilmente pode invocar ter direito à vida privada que, em parte, tornou pública. É, sabe-se, um preço elevado a pagar. Mas, cujo valor ele antecipadamente conhecia .
Se Valerie não tem assumido funções oficiais, esta "estória" não teria qualquer importância. Mas não foi o caso e, ao misturar-se o privado com o público, a primeira namorada foi parar ao hospital, a segunda tornou-se uma estrela, Hollande virou um verdadeiro sedutor e a França está em todos os jornais.
Haverá algo melhor do que o amor?! 

HSC

Obrigada CR7

Sou portuguesinha de gema. Ontem, emocionei-me mesmo ao ver Cristiano, a mãe, o filho e a namorada comovidos com a bola de ouro, o prémio dado ao primeiro. 
De facto, não se fica indiferente, sobretudo no rescaldo da morte de Eusébio - outro grande português do futebol internacional -, à história do menino que veio da Madeira sozinho para Lisboa e elevou o país com os seus feitos, 
Ronaldo tinha vinte e três anos quando recebeu a primeira bola de ouro. Seis anos decorreram - e podiam bem ter sido menos, se o futebol não obedecesse a certas pressões - até à segunda, alcançando um lugar impar neste desporto.
Neste momento não me interessam nada as más línguas sobre gastos, carros, casas, o que for. Neste momento estou contente por ele e por nós, que só temos tido más notícias. Obrigada CR7!

HSC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um amor do sec XX

Há sempre formas diferentes de reagir a uma perda. Uns claudicam e desesperam. Outros sobrevivem. Outros, ainda, descobrem o amor. Aqui fica a "estória" de Meryl Streep, contada pelo seu colega James Woods, que descobri hoje quando me dedicava a uma pesquisa sobre um assunto completamente diferente.

HSC

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estórias de alcova...

Finalmente, uma estória de alcova, não nacional, para aliviar as tensões dos últimos dias.

A grande notícia que está a agitar a França é um artigo de sete páginas, que a revista  Closer acaba de publicar sobre o romance entre Fraçois Hollande e a actriz Julie Gayet, .
O Presidente "lamenta profundamente este atentado contra a sua vida privada, a que tem direito como cidadão", pelo que, embora não desmentindo, declara estar a estudar as respostas adequadas, incluindo as legais".
De acordo com a "Closer", a ligação à actriz é antiga e rumores sobre o caso levaram-na mesmo a apresentar uma queixa, em Março passado, quando o boato se espalhou na internet.
Ilustrada com várias fotografias, a reportagem garante que o Presidente se desloca com frequência ao apartamento ocupado pela actriz, próximo da sua residência oficial. É lá que passa muitas noites, fazendo-se acompanhar nessas deslocações por apenas um guarda-costas, um homem da sua confiança. A suposta relação com Gayet parece não ser, contudo, uma ligação recente.
Hollande está separado de Ségolène Royal, a mãe dos seus quatro filhos e mantém oficialmente uma relação com a jornalista Valérie Truerweiler, de 48.

O lado animado da política francesa reside nestas “estórias de alcova”, que têm acompanhado grande parte dos seus governantes e que nem a crise parece enfraquecer ou afectar. Mas o que verdadeiramente me espanta é a capacidade de sedução de Hollande. Ninguém diria. Helas...

HSC

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dignidade e constitucionalidade

Acabo de ouvir Bagão Felix no seu comentário televisivo das quartas feiras, a confirmar umas meras contas que eu havia feito por alto e que afinal não estavam assim tão longe dos resultados a que ele chegara. Mas o que me ficou a ruminar foi a sua afirmação sobre "dignidade" e "constitucionalidade".
Com efeito, a agressão das medidas deste governo em relação a certa categoria de pessoas até poderia estar eivada de constitucionalidade, que isso pouco importaria, face à falta de dignidade as mesmas representam.
Não sei o que iremos ouvir, amanhã, por parte de quem nos governa. Espero, confesso, mais umas falaciosas justificações para a dureza das medidas que vão ser anunciadas. 
Estes senhores podem recalibrar, requalificar, fazer o pino. Não podem é continuar a perseguir uns e a poupar outros. Não podem é dispor da nossa vida como se nós fossemos meras rubricas estatísticas. Não podem roubar a nossa dignidade, por mais constitucional que isso possa ser!

HSC

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Panteão nacional

Já nem sei que diga do despropósito das intervenções de grandes figuras com responsabilidades políticas. Agora, a segunda figura da Nação volta a embrulhar o seu discurso, ao pronunciar-se sobre a ida de Eusébio para o Panteão nacional. Ora para um correcto esclarecimento do assunto, deverá ter-se em conta que:
1. As chamadas honras de Panteão encontram-se hoje reguladas pela Lei nº. 28/2000, de 29 de Novembro, aprovada na sequência do falecimento de Amália Rodrigues. Esta legislação é bem mais clara do que aquela que até então se aplicava, datada de 1836 e de 1916.
2. Actualmente as referidas honras são da competência exclusiva da Assembleia da República que as aprova sob a forma de resolução, nunca antes de um ano após a morte do cidadão a distinguir.
Assim, tendo Eusébio ficado sepultado numa campa, deverão  decorrer os prazos legais para que o corpo possa ser exumado em condições de ser trasladado. Julga-se que serão, pelo menos, cinco anos.
3. Admitir reunir grupos parlamentares ou falar de custos cujos montantes poderiam justificar o recurso a eventuais patrocínios que reduzissem o impacto que tal honra implicaria no orçamento da Assembleia, não abona muito a favor de quem tem responsabilidades políticas ou de relevância pública.
4. Em clima de grande tensão emocional e envolvendo matérias delicadas, o caminho mais aconselhável é sempre o da contenção verbal.

HSC