
As televisões genéricas nacionais - salve-se o canal 2 - foram acometidas duma virose que anda a minar o país: os frente a frente ou as mesas de debate.
De que se trata? De um bónus que os respectivos canais dão a certos políticos - sempre os mesmos, mas em alternância -, para arredondarem os seus réditos mensais.
De que falam? Da crise económica ou das crises dos partidos nos quais não estão filiados ou de que não são simpatizantes.
De quem se trata? De veículos humanos dos ideais ou das teses das agremiações políticas em que se empenham.
Que montantes recebem ? São valores muito variáveis e que dependem da categoria politico profissional dos convidados. Mas, atendendo a que alguns desempenham funções de comando na sociedade portuguesa - como António Costa ou Pacheco Pereira, para só citar dois - devem poder atingir níveis bastante elevados.
Como se deduz do que acima descrevo, a originalidade dificilmente será grande, porque os conteúdos também não o são. As caras são quase sempre as mesmas. Conhecidas. Ou são
opinion makers ou politólogos. Os primeiros, são intragáveis. Nos segundos, encontram-se alguns interessantes. Mas estes, por azar, são os que menos aparecem. Como os temas pouco ou nada variam e como falam todos para o seu umbigo, a linguagem utilizada é, na maioria dos casos, inacessível a grande número de espectadores.
Por tudo isto, alguém consegue explicar-me como se deixaram as generalistas invadir por esta virose e que razões justificam a sua manutenção? Só se for pela simpatia que mereçam da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
É que não é, decerto, pelas altas audiências...
HSC