terça-feira, 8 de novembro de 2022

Fim de semana especial

Este ultimo fim de semana foi especial, porque fazia anos um grande amigo. E a celebração era dupla, porque se tratava da saída dos cinquenta e da entrada nos sessenta, do nosso Zé Agualuza. Os amigos próximos dele, medem-se pelas duas centenas e, desta vez, muito poucos faltaram.
Tudo se passa sempre em Aveiro, numa discoteca, na qual decorrem os jantares e o convívio musical que se costuma seguir. 
A "GRUPA", como chamamos a este núcleo de gente que vai do Sul e vem do Norte, tem por hábito alojar-se no mesmo hotel que fica quase por nossa conta. Assim, por volta das quatro da manhã, recebem-nos mortos de cansaço, para um pequeno almoço, que repetiremos de manhã por volta das 11h, mas ainda não totalmente refeitos do bailarico e da comezaina.
Este ano o Zé resolveu dar um presente a todos nós. Foi uma longa entrevista, feita pela Margarida Pinto Correia, na qual contou, com toda a naturalidade, o que foram as suas seis décadas de vida. A mim emocionou-me, sobretudo, porque quando o conheci ele teria quarenta e poucos anos  e já eram dados por adquiridos uma série de pedaços da sua vida anterior, por parte dos amigos de criança. Fiquei, portanto, a admira-lo ainda mais!
Depois foi o convívio com pessoas de quem gosto muito, mas vejo pouco, porque são do Norte e vivem no Norte. Desses matei saudades. 
Foi o caso do Miguel Vieira e da Susana sua irmã. Foi por isso que pude ver a lindíssima coleção de joias que ele desenhou. Um anel, um fio ou uma pulseira são tão delicados e elegantes que os estrangeiros que compram uma vez, não mais deixam de o visitar.
Eu que sou sua fã há muito tempo e uso muita coisa concebida por ele, quando as levo ao estrangeiro há sempre quem me pergunte de quem são. E eu, orgulhosa, lá respondo são do Miguel Vieira!
Claro que a alegria começou com a partida, porque fui com a Helena Isabel, a Sofia Grilo, e a Silvia Rizzo. Paramos para o café, paramos para comer e paramos para parar. Sempre na risota. 
Mas depois, para a festa, era ver o pessoal feminino, cheio de brilhos. E na ceia, as luzes da discoteca que voltaram a funcionar, a música não parou e o pessoal acompanhou.
Assim, as mais velhotas, pelas duas da madrugada, exaustas, voltaram para o hotel. E como se está tornar hábito, lá dei uma quedazita que só não foi maior, porque a Helena Isabel me deitou a mão!
Voltamos satisfeitas, porque o Zé esteve feliz e nós pudemos fazer parte dessa sua felicidade! Sabe muito bem, nesta espécie de degredo em que parece que caímos, ver um grupo, rir, dançar e dar abraços. Quase lembra o paraíso!

HSC

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